segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

beatlemania, só que Paul

Os Beatles, pra quem não sabe (alguém não sabe?), foi uma banda de rock britânica, formada por 4 meninos de Liverpool (John, Paul, George e Ringo), em 1960.
Eu disse mil-novecentos-e-sessenta, tipo assim, há 54 anos atrás. Minha mãe foi fã (e ela tem 57 anos hoje). E de crescer ouvindo seus discos na vitrola velha, Beatles se tornou referência pra mim. Eu não conseguia ficar parada quando tocava Twist and Shout, Help, entre outras. Cantava tudo errado as letras de Let it Be, Here Comes the Sun e Hey Jude, mas cantava. Sem entender nada, mas amava.
Era apaixonada por John até ver aquelas fotos horrorosas dele pelado com Yoko, numa fase bem estranha e tal. Mas, era John, era Beatles, era aquilo.
Aí que o Paul nunca foi meu beatle predileto, e muito menos como músico solo, mas né, era Beatles.
E então, às vezes, o universo conspira um pouco a nosso favor, e aos 45 do segundo tempo, pintou um par de ingressos na minha mão. Tem noção? Do nada, assim, sem pedir, sem esperar.
Não pude deixar de ir né.
Companhia perfeita, num estádio lindo (é do rival, mas a verdade tem que ser dita, tá fudido mesmo), um dos shows mais fodásticos da minha vida com certeza.
Cara, ali, 54 anos depois, era 1/4 de Beatles (como diria minha amiga Nath). Não dá pra dimensionar a emoção. Ali, na pista, gente de todas as idades cantando a plenos pulmões, chorando, sorrindo, dançando, pulando, curtindo muito.
Foi bem mágico, eu diria. Um momento que não tem como explicar, é sentimento puro.
Choveu tudo o que não choveu nos últimos tempos. E choveu lindamente durante Hey Jude. E poderia chover mais, muito mais. Foi perfeito, inclusive a chuva.
Foi espetacular.



E digo mais, Paul não era meu favorito (ainda não é, hehe), mas ganhou meu carinho sincero. Ele parecia um vovôzinho (queria abraçar ele!!!), mas mandou muito bem.
Sempre digo isso, pra música não existe língua, tempo, nada! É puro sentimento! Sem barreiras!
Você não ouve música, você sente música.
E assim foi, nesse show maravilhoso do Paul.
Inesquecível, com certeza!

Um pedacinho de uma das músicas que me emocionou (entre tantas outras), Blackbird.

E um pouquinho de Beatles!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

onde vamos parar?

E quando você percebe que a pessoa que você achava ser sua outra metade, de repente pode não ser?
Por várias vezes já discuti com Ri por conta disso: essa necessidade que ele tem de querer me transformar numa outra pessoa. Ainda que numa versão melhor de mim. 
Cansa.
Ri me encanta por ter um jeito assim, digamos, "poliana" de ser. Ele consegue mesmo ver o lado bom de tudo. Até quando não há. Já eu, eu sou diferente. Só consigo enxergar o lado bom de algo que eu acho que tenha mesmo.
Então, quando ele pergunta como foi meu dia, normalmente encho o ouvido dele com lamentações, reclamações e etc. Normalmente falo mal (eu acho que falo a verdade, mas ele acha que eu falo mal) do meu diretor e de algumas outras pessoas que trabalham comigo.
Ele odeia. 
E eu odeio, quando eu mais preciso que ele me entenda ou simplesmente me apoie (nem que seja ficando mudo), lá vem ele me dizer pra entender o lado do cara. Às vezes eu acho que ele confunde mau caratismo com força de vontade.
Ele já percebeu que no meu mercado, pra subir na vida, temos que ser filhos da puta, puxa saco, político. Coisa que eu abomino e que ele me pede pra tentar ser. Vai tão contra meus princípios. E pior, ele não é nada disso, mas quer que eu seja.
Aí tem o lance da família. Eu cresci numa família desfeita. Não tenho lembrança do meu pai, minha mãe trabalhava fora desde sempre, minha vó praticamente fazia o papel de mãe quando ela não estava, eu odiava meu tio porque ele era um grande filho da puta, teve filhos em cada parte do Brasil, o que resultou em uma falta de relacionamento com meus primos, enfim, não teve esse lance família.
Já o Ri vive pra família. Toca o telefone porque precisa trocar uma lâmpada, lá vai ele correndo. Faz questão de almoçar todo domingo na casa dos pais, adora reuniões que juntam todo mundo, tem tradição de passar natal tudo junto e tal.
Eu até acho legal, mas desde que não vire obrigação pra mim. Vou e faço por ele, mas tem hora que não aguento. Pra mim é demais, não tenho essa criação, esse costume. Sou mais 'livre", mais independente. E ele não aceita isso.
Diz que não pode fazer as coisas de família se eu não estiver junto. E pra mim, confesso, às vezes é um porre. Não casei com a família dele... acho um saco!
E tem a irmã que só fala merda, vive num mundo só dela, numa realidade só dela, e me incomoda muito as groselhas que ela fala, do tipo: "quem não fez faculdade é ignorante", "não dá pra viver com um salário menor que 20 mil reais por mês", enfim, banalidades e futilidades do tipo.
E ele fica puto que isso me incomode. E fica puto por eu não gostar dela, não querer conversar com ela. Que eu tinha que relevar.
Que eu tinha que parar de falar mal dos outros.
Que eu tinha que parar de reclamar.
Que eu tinha que fazer as coisas família com ele.
Que eu tinha que estar mais junto dos meus amigos.
Que eu tinha que dar mais atenção pra minha mãe.
Que eu tinha que isso, que aquilo.
Foi no meio de uma discussão boba dessas, que acabei percebendo que talvez eu nunca seja essa pessoa que ele espera que eu me torne.
Não sei... pela primeira vez, em 8 anos, tivemos uma briga feia. E pela primeira vez percebi que é isso. Que talvez eu não seja.
Estamos sem nos falar.
Estranho.
Triste.
Eu não sei.
Às vezes dá um vazio, meio que tô perdida.
O silêncio tá ajudando até a pensar um pouco.
Afinal, nem só de amor se baseia um casamento.
Vamos ver...

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

trilha

Todo mundo tem uma música especial pra cada momento da vida. A música é universal e tem o dom de te botar pra cima, pra baixo, pra pensar, pra te fazer companhia, mas o que mais me encanta na música em geral é seu poder de te fazer viajar.
E como viajar é algo que, digamos assim, é prioridade na minha vida, a música vem logo na sequência.
Nessa viagem que fizemos nas férias passadas (que foi há 2 meses e que às vezes parece que foi ontem), 3 músicas me marcaram muito. Primeiro porque elas estavam tocando simplesmente em todos os lugares por quais passamos, em todos os lugares que entramos, em todas as emissoras de rádio de lá que escutamos, enfim, grudou na minha cabeça.
Depois porque prestando atenção nas letras, me identifiquei super. A música falou comigo, sabe?
E o mais legal de tudo isso é que quando ouço alguma delas, seja no carro ou em algum outro lugar, imediatamente consigo me transportar pra algum dos lugares que passei. E que sensação boa, lembrar de tudo aquilo, de cada emoção que sentia ao conhecer um lugar novo...
A música funciona assim comigo... é incrível!
E mesmo nenhuma delas sendo assim meu estilo de música predileta, acabei me apaixonando por todas elas, de maneiras diferentes. Cada melodia, som, tom, letra e voz.
Chega de falar e bora ouvir, né? A música fala por si só.






terça-feira, 4 de novembro de 2014

mais babaquices

Saiu uma estagiária aqui da agência. E meu fodástico VP está procurando outra pessoa pra substituí-la. E, pro meu azar, o fodão senta bem atrás de mim, então, escuto tudo o que ele fala.
E ele tão, mas tão maluco e bizarro, que é ele quem escolhe e entrevista as pessoas (normalmente um VP não se dá a esse trabalho porque né, tem diretor abaixo pra isso). Aliás, ele faz muitas coisas que não cabem a ele, mas aí não sei se é incompetência, insegurança ou só babaquice mesmo.
Bom, eu nem lembro se comentei aqui quando ele entrevistou uma amiga minha e disse que ela não podia engravidar porque aqui não tínhamos tempo pra isso. Só registrando de novo.
O fato é que ele estava ao telefone com a candidata ao estágio e dizia assim:
- podemos falar pelo Skype? Porque eu quero ver sua carinha e tô sem tempo... (jesus!!!! se ouço uma coisa dessa eu até desisto da vaga) aí a gente já matava isso sabe... então, como é que é, você tá mesmo afim? (não, eu tô me candidatando porque eu sou idiota, tô com tempo livre e queria conhecer sua carinha também) Porque olha, aqui o trabalho é sério (oi? tem algum lugar que o trabalho é brincadeira? acho que nem no circo né?). Eu não sei, não tô sentido garra na sua voz... porque se estiver sem vontade aqui não é o seu lugar... (sensitivo e vidente)
Aí eu fico pensando, que tipo de pessoa fala e faz isso? Uma pessoa babaca, certo?
Detalhe: ele só contrata merda. Por um milagre do céu, não foi ele que me contratou, apesar de eu ter tido que falar com ele, a pressa dele era tão grande e a necessidade ainda maior, que por falta de opção ele acabou me aceitando.
Mas, desde que estou aqui (1 ano e 3 meses), ele já contratou tanta merda, mas tanta merda mesmo (que já nem estão mais aqui), que não sei como ainda não percebeu como é ruim nisso.
Ah, já sei, é porque é  muito babaca pra isso.
Puta que pariu...

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

doce novembro

Mais um ano que se foi. Dando um tempo nos posts sobre as férias, cá estou eu, de novo, falando de trabalho. Com uma notícia triste: peguei asco da minha profissão, nojo dos publicitários (em maneira geral, salvo raríssimas exceções) e ódio do meu trabalho.
Acredito que a situação seja irreversível, pois acabo de constatar que tem muita gente babaca nesse mercado. E os babacas (a maioria deles) estão bem no poder. Ou seja, aquela máxima de "os incomodados que se mudem" é o que vale pra mim.
Infelizmente como não tá tão fácil assim simplesmente jogar tudo pro alto, tocar um foda-se e vender coco na praia, cá estou eu sendo infeliz profissionalmente por opção (ou falta de).
Quando voltei de férias, estava em um novo grupo na agência. Um grupo melhor, dos principais clientes, com uma chefe um milhão de vezes melhor. Até ia fazer um post todo fofo falando do quanto parecia que minha vida estava melhor e tal. Mas aí né, o tempo trata de mostrar que realmente é tudo a mesma bosta.
Na terceira semana, estávamos fazendo a zilhonésima revisão de um plano de merda, pra uma cliente mais burra que uma pedra, e questionei meu super fodástico VP (ele acha que é tudo isso, mas pra mim é só mais um babaca de marca maior), falei que não tava certo fazer mil alterações sem sentido pra uma pessoa que cada hora queria uma coisa, sem critério, sem objetivo.
O que eu ganhei? uma caneta jogada na minha cara e um cala a boca, nós vamos lamber o cu dela e fazer tudo o que ela quiser sem questionar e sem reclamar. Atitude super digna de um VP inteligente.
Aí após virar 3 madrugadas seguidas, do tipo dormir 3 horas por noite, ainda fui obrigada a ouvir a seguinte conversa mole:
- olha se você não está afim, pode sair. Acho que você não está preparada pra essa agência e nem pra esse tipo de cliente...
pacientemente respondi:
- olha, eu já trabalhei pra cliente muito maior e muito menor também, mas pra cliente que não sabe o que quer, realmente não... eu só acho que ao invés de dizer amém, o certo seria explicar, argumentar...
- não! nós vamos fazer tudo o que ela quiser, sem questionar, porque ela é sobrinha do dono e mulher do diretor financeiro... então, eu não vou admitir reclamação.Vai refazer quantas vezes foram necessárias e pronto!
Depois dessa frase ele disse mais mil e uma groselhas, absurdos, merda, blá blá blá. Dei um "mute" mental e fiquei olhando pra ele, com cara de paisagem, como se estivesse mesmo prestando atenção.
No fim eu sei que ele perguntou se eu tinha alguma coisa pra falar e eu só disse que não.
Tá aí uma pessoa que tem zero da minha admiração, zero do meu respeito, zero de tudo o que posso ter por ele. É tanta babaquice no mesmo ser humano que eu sinto até dó.
Esse é o tipo de líder que temos no mercado publicitário. Acredite, a maioria é assim, infelizmente. Assim ou pior. A "sorte" é que minha diretora da vez concorda comigo e até discutiu com ele sobre isso, mas sabe, não vale a pena. 
Já dizia uma frase que li e agora não me lembro onde, nem de quem é, mas burro é aquele que prefere manter sua ignorância a aceitar uma opinião alheia. Refletir sobre ela, ponderar e se for melhor, por que não mudar?
Enfim, que novembro seja doce e que passe ligeiro. Porque a mim só resta mesmo esperar pelas "férias coletivas" (se é que vai ter isso) pra poder passar mais um tempinho longe dessa nojeira. 

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

3.2

Meodeos! Outubro voou e eu tinha planejado registrar tantas coisas por aqui... Mas, como não tenho controle do meu próprio tempo, quando me dei conta percebi que já tem quase 1 mês que voltei das férias and completei 32 anos.
Olhei pra trás, tinha 18. E agora, quase 40.
Tá, não é quase 40, mas se for na velocidade dos últimos 15 anos, é bem capaz que o título do post de amanhã seja 4.0!
E aí eu sempre gosto de fazer alguma coisa pra comemorar meu novo ano, nos últimos anos já organizei almoço com cardápio estilizado em bistrô charmosinho, festa a fantasia, pic nic, mas esse ano, como eu disse, não tive nem tempo de planejar nada. E passou.
Nem um bolinho com vela, um parabéns cantado, nada.
Eu só resolvi me dar de presente um novo corte de cabelo. Porque se tem uma coisa que eu mudo sem medo é cabelo. Cabelo cresce. Então eu corto, pinto, só não bordo. Já faz um tempo que eu desejava uma franjinha. Acho tão moderno e descolado.
Só que eu tenho um rodamoinho maldito na cabeça, o que impede algumas coisas que eu adoro, inclusive franja. Mas aí eu lembrei que eu só usava franja quando criança, fui atrás procurar minhas antigas referências e não achei assim tão ruim. Tá, ficava meio abertinho bem na frente e se me lembro bem eu tinha até trauma, mas nada que uma boa secada, escovada e chapada não resolva.
Então fui lá na minha boa e velha cabeleireira, a quem já tive a coragem de dizer: "faz aí o que você quiser" algumas vezes, e disse: passa a tesoura na minha franja.
Amei o resultado, dá trabalho pra deixar ela certinha, sem parecer uma jeca com o cabelo separado no meio, mas de quebra, rejuvenesci uns 5 anos. Pelo menos é o que todo mundo me falou logo que me via, então acho que devo acreditar.
Pra quem não consegue controlar seu tempo, poder enganá-lo e parecer que voltamos atrás, realmente foi um belo presente.


Eu, aos 5 com cabelo natural e franja.
Eu, aos 32 com cabelo descolorido and franja!!!!

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

pane no meu sistema

Dando um tempinho nos posts sobre a viagem {que já estão no fim}, resolvi falar de um problema que me acompanha desde muito pequena, mas que a gente vai empurrando com a barriga, porque né...
Já falei algumas vezes por aqui sobre algumas "fobias" que eu tenho, por exemplo: medo de lugares fechados e pânico de avião.
Tudo começou - segundo a minha própria teoria, num belo dia de muito sol, calor e gente aglomerada dentro de um banco. Estava minha mãe e eu na fila do caixa, de um Itaú lotado (sim, eu me lembro), quando de repente, aquele monte de gente começou a ficar tão insuportável pra mim, que minha vista escureceu, parte do meu corpo adormeceu e eu quase caí desmaiada.
Minha mãe achou que foi uma queda de pressão. Pode até ter sido mesmo, porém, meu cérebro associou os fatos: lugar lotado + quente e aí que eu passava mal em todas as situações parecidas. Na época, pesquisei em alguns lugares (já que internet nem existia) e segundo eu mesma, me diagnostiquei com síndrome do pânico.
Contei pra minha mãe e ela logo tratou de me dar outro diagnóstico: frescura sua!
Dito isso, engoli minha síndrome e vivi a vida toda evitando passar por situações como aquela. Até hoje não entro em lugares muito cheios, de difícil acesso pra entrar ou sair, apertados, fechados, claustrofóbicos. Elevador evito ao máximo porque tenho pânico de pensar que posso ficar presa. Quanto mais gente entra, pior fica. Eu desço em qualquer andar e prefiro ir de escada.
Metrô em horário de pico? Nem fodendo! Já cheguei muito atrasada em trabalhos e faculdade porque eu não conseguia entrar no vagão de jeito nenhum.
E um dia eu sabia que chegaria o momento de pegar um avião.
Do avião, eu não tenho medo em si do fato de um treco de zilhares de toneladas planar no ar. Não, não é só por isso. Mas o fato é: lugar fechado + cheio e com o agravante de que se der uma merda eu não posso fazer nada, nem sequer pular pela janela.
Então avião é o pior lugar do mundo pra me atacar uma crise de pânico. Quando compro uma passagem de avião, mesmo que a viagem seja daqui um ano, minha barriga dói, eu tenho pesadelos, calafrios, suo frio. Na semana da viagem, o nervoso é tão grande que meu nariz sangra, minha boca estoura, tenho mil aftas e meu intestino fica totalmente desregulado.
No dia da viagem o nervoso é tão, tão grande, que me dói o corpo inteiro. No avião eu não relaxo. Nem me mexo, minha mão fica suada, eu tenho frio, tenho calor, e cada luz que acende ou barulho diferente que faz, meu coração dispara, minha perna adormece, eu quase perco os sentidos.
Minha primeira viagem longa foi feita a base de Rivotril. E as mais curtas eu só faço com Dramin na cabeça. Porém, dessa vez, eu achei que um Passiflora resolveria. E me ferrei feio!
Foram 14 horas só na ida de puro nervoso, pânico e mal estar. Depois ainda foram mais 10 horas (ida e volta) de Los Angeles pro Havaí na mesma situação. E olha que os aviões nem balançaram.
Tive que aguentar mais um vôo interno com turbulência do começo ao fim, quando recorri a uma farmácia local atrás do que conseguisse comprar. Só consegui um genérico do Dramin.
Na volta, rezei tanto, mais tanto pro Dramin me derrubar, que não sei se foi o remédio, a reza ou o cansaço físico, mas consegui dormir as 9 horas do primeiro vôo direto.
No outro vôo, de + 5 horas, eu achei que seria de boa e não tomei nada. E foi aí que eu sofri demais. E cheguei a conclusão de que não dá pra eu viajar sem um remédio que me derrube total.
Ou eu paro de viajar ou eu vou me tratar.
Parar de viajar não é uma opção nem a  se considerar. Na vida não tem nada melhor do que viajar. E infelizmente o avião é o melhor meio.
Logo, decidi que preciso me tratar. Carrego isso comigo há mais de 20 anos, acho que já está mais do que na hora de enfrentar tudo isso de verdade. Porque só eu sei como sofro em situações tão bobas como essas.
Tenso.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

viva Las Vegas!

Pensei que Vegas não me surpreenderia, mas me enganei feio. Tá aí um lugar que é realmente muito louco. Não sabia muito o que esperar, só sei que foi muito, muito legal.
Sim, Vegas se resume a uma grande avenida, a Strip. 
A primeira impressão que se tem de Vegas é que realmente a cidade não dorme. E não dorme mesmo. Tudo aceso, tudo aberto, tudo ligado e tudo funcionando 24 horas por dia.
E digo mais, dá pra conhecer o mundo inteiro dando uma voltinha em Vegas.
O que tem pra fazer em Vegas? Bem, estávamos todos em um grupo de amigos casados, então pra nós restou fazer compras, conhecer os hotéis e jogar nos cassinos.
O primeiro dia foi dedicado ao Outlet. Lá tem 2, ficamos hospedados no Stratosphere, um hotel que fica em uma das pontas da Strip (ponta norte), mais afastado da muvuca central, fomos ao Outlet que fica na ponta oposta ao nosso hotel (sul). Dizem que é o melhor, mas um casal de amigos foi nos 2 e disse que é tudo a mesma coisa. Seja como for, vale MUITO a pena ir.



Passamos o dia lá e realmente valeu cada segundo. Deixamos pra fazer as compras em Vegas justamente pelo melhor preço e por estar já no meio pro fim da viagem. Além dos preços que já são baixíssimos (mesmo com o dólar alto!), além das promoções do tipo leve 3 e pague 2, lá dentro tem uns quiosques que vendem um livreto com mais descontos. Você paga USD 5 por ele e ganha mais descontos em cima dos outros que as lojas já te dão.
Pensa numa pessoa feliz? É nesse momento que você não entende como brasileiro pode pagar tão caro por qualquer coisa. Brasil, o país que só te rouba.
Um lugar bom também pra comprar eletrônico é a Best Buy, comprei uma GoPro por USD 199, aqui custa R$ 1.400. Comprei também uma câmera instantânea (tipo a antiga polaroid), da Fuji, paguei USD 69 (aqui só achei pela internet e custava R$ 359). É muito absurdo a quantidade de imposto que se cobra nesse país.
Roupa é outra coisa que não dá pra entender. A gente é um povo muito trouxa mesmo, calça jeans da Levi´s por USD 29,90! Sabe quando eu vou ver isso no Brasil? NUNCA! Tênis então, meu deus. Realmente os EUA podem ser uma grande orgia, principalmente se você for consumista. É o lugar perfeito.
Agora entendo porque as pessoas vão tanto pra lá fazer compras. Mesmo que você gaste rios com passagem e hospedagem, sai mais em conta do que comprar por aqui. Que absurdo!
E um outro lugar bom pra comprar de tudo é o Target, um supermercado estilo Wal Mart (não os daqui é claro). Tem de tudo, coisa boa e barata. Comprei maquiagem, creme de cabelo, bugiganga de Halloween. Ah, o Halloween... queria muito ter pego essa festa lá, que coisa linda, acho que é tipo o nosso Carnaval, só que como eu odeio Carnaval, prefiro mil vezes o dia das bruxas.
Se eu pudesse teria trazido tudo! (A LOUCA!)

Voltando a falar dos hotéis, lá cada hotel representa um país ou cidade do mundo. E realmente faz você se sentir lá. O Venetian é indescritível, praticamente fui transportada pras ruelas de Veneza, maravilhoso. Cada hotel é uma atração a parte, como o New York New York que tem uma montanha russa que passa por dentro e por fora.
Os hotéis se interligam e você pode parar o carro em qualquer um sem pagar nada e ir andando de um pro outro. Aliás, no calor de mil graus que fazia naquele lugar, era impossível não ter um carro. Até porque a Strip é longa e cansativa.
Os hotéis que mais gostei foram o Venetian, o Ceasar, o Flamingos e o que fiquei hospedada. Aliás, a vantagem de ficar no Stratosphere é que é mais vazio, então dá pra jogar de boa sem ter que esperar horas, e outra, é bem mais de boa andar sem ter aquelas zilhares de pessoas entrando e saindo.




Dentro dos hotéis tem dezenas de lojas e restaurantes, praticamente são cidades mesmo. Por isso leva muito tempo pra conhecer cada um direitinho. Aí você pode até pensar, nossa mas é só isso que tem pra fazer? Ficar entrando de hotel em hotel? E eu te digo, não é isso. Os hotéis são cidades, cheios de ótimas surpresas e atrações. Vale cada entrada. E outra, é de graça entrar, parar e conhecer.




Nosso hotel tinha atrações a parte. Nossa piscina ficava no 8º andar e no 113º (!!!!!!!!!!!) haviam uns brinquedos, tipo uma garra que abria pra fora do prédio e girava, um "elevador" que despencava do topo, você podia pular estilo bungee jump e esse aí que eu nem sei descrever. Bom, acho que a idade bateu porque eu não tive coragem de ir em nenhum!


Assistimos o espetáculo Love, inspirado em canções dos Beatles, do Cirque du Soleil, que aliás, é incrível (como todos!). Compramos o ingresso por um preço mais em conta num quiosque chamado Tix4 Tonight. Vale muito a pena comprar nesses quiosques porque o preço é realmente muito melhor, porém você conta com a sorte, pois não são todos os espetáculos que ficam disponíveis todos os dias, mas a economia compensa. Chegue cedo porque esgota rápido. E os lugares foram ótimos, segunda fileira! Deu até pra conversar com parte do elenco brazuca no final do espetáculo. Show de bola!


Tínhamos combinado de fazer um "bate-volta" pro Grand Canyon, íamos alugar um helicóptero (que é muito comum por lá) e fazer esse passeio em umas 4 ou 5 horas. Porém, a rotina em Vegas é meio trocar o dia pela noite, ou seja, de dia estávamos podres e à noite estávamos em algum cassino. Acabou que não sobrou tempo e nem dinheiro, acabamos gastando mais do que devíamos nos outlets. Mas, não me arrependo não.

Nas semanas seguintes iam rolar vários shows legais por lá, um deles era do Kiss, ai quem  me dera se tivesse casado bem com a minha estadia por lá!!! Mas, quem não tem cão, caça com gato. Fiquei com o Kiss do Hard Rock mesmo...


Aproveitamos pra dar uma passada nessa capelinha, que ficava do lado do nosso hotel. Só mais uma foto pra comemorar nosso aniversário de casamento. 


Só digo uma coisa, Vegas rocks babe!!!!

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Hawaii, o paraíso!

Aí você tá no aeroporto esperando seu vôo e percebe que Gavin Rossdale e banda estão indo pro Havaí no seu avião. <3<3 <3


É nesse momento que você pensa: meu deus, nada vai dar errado! E realmente, não deu.
A cia aérea que usamos foi a Hawaiian Airlines, que é super diferenciada. Quer dizer, eu estava bem sugestionada, a tripulação toda havaiana, aquela mesma carinha, aquele mesmo clima zen, musiquinha de ukulele, as aeromoças com flores no cabelo, enfim, tudo lindo.
O Havaí me surpreendeu em todos os sentidos. Amei aquele lugar, amei o clima, amei a língua, amei o ar, amei as pessoas, amei a paisagem, amei tudo!
Chegamos lá já ganhando 2 horas, afinal, tem 2 horas a menos que Los Angeles, então chegamos por volta da hora do almoço, depois de 5h e meia de viagem. Era meu aniversário de casamento, estávamos super empolgados.
Ficamos hospedados no Holiday Surf, um hotel basiquinho, perto da avenida principal, bem no centro de Waikiki e bem pertinho da praia. O quarto era bem grande, com cozinha toda equipada, bom banheiro e até uma varanda legal. Eu não tive nenhum problema com o hotel e nem com nada do quarto, aliás, o wi fi funcionava super bem, mas um casal amigo nosso, que ficou no andar de baixo, não conseguia ligar o secador de cabelo sem que a energia caísse.
Lá não tinha café da manhã, mas comprávamos tudo numa loja chamada ABC, que tinha em cada esquina aliás, e que vendia de tudo, até a mãe.


O Havaí é bem grande. Nós ficamos os 4 dias e meio somente na ilha de Oahu, onde está a capital: Honolulu. Nem era a maior ilha, mas eu achei muito maior do que eu imaginava. Aliás, tudo era muito mais do que eu imaginava.
O fato de ficarmos no centro, em Waikiki, foi bom, bom porque era meio que perto de tudo e a praia, pertinho, foi ótima pros meninos que queriam surfar. Apesar de que era a praia mais lotada do universo, mesmo assim, deu pra curtir.


No primeiro dia, por conta da viagem, fuso, etc, aproveitamos mais para conhecer a praia de Waikiki mesmo e a avenida principal, que é puro glamour e ostentação. Cheia de lojas carésimas e hotéis de luxo. Mas, também era possível encontrar lojinhas de bugigangas locais, feirinha de rua e as milhares de ABC.

No segundo dia, saímos bem cedo para Pearl Harbor. Fica bem longe, bem afastado do centro. Chegando lá, você escolhe o que quer fazer: dá pra conhecer um submarino, um museu de aviões e o navio USS Missouri. Você paga por atração e um ônibus te leva.
Eu não me lembrava direito da história de Pearl Harbor (primeira coisa que fiz quando cheguei no Brasil foi ver o filme, que aliás, está em cartaz nos cinemas de lá, mesmo sendo de 2001). Mas, tanto os havaianos quanto os japoneses (que estavam lá aos milhares), lotam aquele lugar.
Dá pra entender, afinal, não dá pra acreditar que um dia aquilo tudo ali foi bombardeado e atacado da maneira que foi. Guerras, enfim...
Pearl Harbor é motivo de orgulho pro povo de lá. Ri e eu escolhemos conhecer o museu, que é bem legal, com aviões bem antigos e até simulador de vôo, e o USS Missouri. O navio é demais! É possível andar livremente por ele, só ficava imaginando como aquilo devia ser louco em tempos de guerra. À noite fomos andar  por Waikiki e demos de cara com um show de hula-hula no meio de uma galeria. Coisa linda demais!




No dia seguinte fomos conhecer Hanauma Bay. Aquilo sim é praia. Pra você entrar paga uma taxa de USD 7 (se não me engano), aí você tem que assistir um filme de como se comportar na praia (o que pode e o que não pode fazer) e só depois liberam sua entrada.
A praia nasceu a partir de uma erupção vulcânica, é totalmente conservada, não pode comer, não pode nem fumar (aleluia!) na praia. Como ela fica morro abaixo, se você quiser comer, fumar, etc, tem que subir morro acima. Por isso que é o que é, essa maravilha na Terra, coisa de Deus mesmo.
Lá dá pra fazer mergulho com snorkel, e a água, meu deus, que água! O que é aquilo?!



À noite fomos num típico luau, o Germaine´s (parece ser bem famoso por lá). Pagamos USD 90 por pessoa, incluso o traslado (porque era lá pros lados de Pearl Harbor, pelo que entendi, do outro lado da ilha), o show e o jantar.
Aproveitamos pra comemorar nosso 5º aniversário de casamento!!! O show foi bem bacaninha, clima delicioso (que povo abençoado!), a comida era mais ou menos, mas tínhamos direito a uns drinks também, então, foi tudo lindo! Com direito a pôr do sol mais que fantástico!



O penúltimo dia tiramos pra fazer a rota do surf e conhecer todas as praias (a ideia era essa, mas não conseguimos conhecer todas) do North Shore. Fechamos um passeio com um quiosque de rua, pagamos mais USD 90 por pessoa pra ter o traslado que partia às 6h50 da matina e o guia pra nos levar até as praias.
No meio do caminho almoçamos num trailer, pagamos cerca de USD 13 por um prato bem servido de arroz, camarão empanado e salada + refrigerante. Eu achei bem gostosinho, mas fazia muito, muito calor.
O tour passou por Waimea, depois a Turtle Beach onde fomos abençoados pela presença de uma tartaruga preguiçosa gigante, bem no meio da areia, passamos por Kahuhu e finalmente Pipeline, a tal praia famosa dos surfistas. Porém, setembro não é época de ondas gigantes, mas deu pra ver os caras locais tirando uma onda. Todas as praias do North Shore, sem exceção, são maravilhosas e indescritíveis. Que lugar!!
Fizemos várias paradas em lojinhas locais, feirinha de frutas e um lugar (que não lembro o nome) que vende tudo de abacaxi (afinal, o Havaí é a terra do abacaxi). O passeio acabou por volta das 5 da tarde, na minha opinião, valeu muito a pena.




O último dia foi dedicado ao surf, era tudo o que os meninos queriam. Enquanto isso, aproveitei pra pegar um sol. E depois comprar lembrancinhas nas lojinhas locais.
Uma outra coisa que amei no Havaí foi a sonoridade da língua. A palavra aloha, por exemplo, usada pra praticamente tudo, pra dar oi, pra dar tchau, pra expressar alegria, satisfação. Aloha é tipo um estilo de vida, eles usam pra abençoar tudo e todos, aloha é energia positiva, é amor. E era uma sensação muito boa receber um aloha do pessoal de lá.
Aprendi outras palavras, como mahalo, que nada mais é que obrigado, e ohana, que significa família. Aliás, no Havaí, dizem que são todos da mesma família, que são todos primos, por isso, ohana é uma palavra que aparece em tudo quanto é lugar.

Certamente o Havaí me surpreendeu muito, amei esse lugar. A maneira como o tempo passa por lá, o clima, tudo. E olha que não conheci nem 10% daquela maravilha. Deus realmente foi muito perfeccionista ao fazer aquele lugar. Paraíso, com certeza!


Aloha!

terça-feira, 7 de outubro de 2014

cidade dos anjos: Los Angeles

Los Angeles: 4 horas a menos do que o horário de Brasília. Calor, muito calor, abafado. Muitos, muitos mexicanos. Todos muito simpáticos. Chegamos em LA às 8h30 do dia 8 de setembro. Parece que foi ontem. Foi chatinho na entrevista da imigração, mas deu tudo certo.
Ficamos hospedados no hotel The Historic Mayfair, bem no centro. Localização perfeita. Estavamos a 2 quarteirões do metrô, perto do Staples Center (ginásio do Lakers) e perto de uma galeria comercial (tipo mini shopping), que tinha de tudo.
O hotel era bom, tinha café da manhã incluso e um bom café da manhã, porque como eu disse no post anterior, apesar do bacon (argh!), haviam outras opções como bagel, waffle, iogurte grego, frutas, manteiga, geléia, ovos mexidos, suco de laranja e tal.


No primeiro dia, decidimos ir até o The Grove, pois uma amiga de uma das pessoas que estavam conosco trabalhava lá, e como ficava perto do Farmers Market, já matamos esse passeio também. O Farmers Market é um lugar cheio de restaurantes, lojinhas de bugigangas, Starbucks (hehe), que me lembrou muito o Mercadão de São Paulo.
Já o The Grove é um lugar que reúne lojas mais bacaninhas como a Forever 21, Zara e outras mais carinhas. Assim como restaurantes mais bacanudos como o The Cheesecake Factory (que vale super pois o preço sai bem em conta e a comida é deli!).
Aproveitamos pra explorar um pouco mais a região a pé mesmo e acabamos encontrando o Museu do Holocausto. Não paga nada pra entrar, mas eles pedem uma contribuição pra ajudar a manter o museu, Ri e eu demos 10 doletas. A exposição é ótima, adorei a parte interativa, que você podia ouvir depoimentos dos sobreviventes de cada campo de concentração. A bestialidade do Holocausto, assim como de qualquer guerra é um assunto que me interessa muito, porque por mais que eu estude e tente entender os motivos que levam à uma guerra, nunca consigo sucesso. Mas é bom não esquecer, pra que nunca se repita.





À noite fomos jantar no LA Live, um shopping perto do hotel, lá tem uma mega galeria iluminada com alguns restaurantes bem legais. Comemos no Rock' n Fish LA Live, um restaurante delicinha, com pratos deliciosos (e bem apimentados eu diria), mas um dos melhores que comemos.
Como o Staples Center ficava em frente, aproveitamos pra conhecê-lo por fora, já que a temporada de jogos estava encerrada e não estava aberto a visitação.
Mas, tem algumas estátuas de alguns de seus ídolos do lado de fora e, claro, uma lojinha do Lakers (carésima!).






No dia seguinte fomos até Hollywood. De metrô super facinho, linha vermelha. Descemos na estação Hollywood Vine, nossa intenção era ir até o observatório Griffith e ver o letreiro da cidade. Porém, ao botarmos o pé na Calçada da Fama, um cara colou na gente e falava mais do que uma matraca velha, falou tanto, mas tanto, que acabou convencendo a gente a fazer um outro passeio: o Tour pela Casa das Estrelas.
A gente nem queria, mas como fazia parte do passeio pra chegar perto (e nem foi tão perto assim) do letreiro, topamos.
Na volta, aproveitamos pra conhecer mais a famosa rua do calçadão das estrelas, o Chinese Theater e todas as lojinhas de souvenirs que haviam por lá.
Na volta, fomos para Venice Beach (de ônibus normal, mas não me lembro a linha). De lá fomos andando até a praia de Santa Mônica (vizinha), onde ficamos pra ver o pôr-do-sol.
Venice é uma praia bem (BEM mesmo) alternativa, muito maconheiro, hippongas e tal. Santa Mônica também tinha uns malucos, mas vale a pena pra conhecer o píer, que tem vários restaurantes e um parquinho de diversão.




No terceiro dia, fomos pro parque da Universal Studios. De metrô, super fácil também. A linha é a mesma de Hollywood (a vermelha), mas aí descemos em Universal City. O preço é bem salgadinho, mas quem tá na chuva, né? (US$ 90). O parque é bem legal, apesar de a maioria dos brinquedos serem simuladores 3D ou 4D. Cheio de lojinhas com os personagens mais famosos, acabei não resistindo e levei o ET pra casa (<3)!!!
No parque tem uma parte cheia de restaurantes legaizinhos e lojas de roupas de marca, o preço não é tão bom, mas vale a passada.

E no último dia, deixamos pra ir pra Disney, que fica em Anaheim, uma cidade vizinha a LA. Também fomos de ônibus, que passava num ponto perto do hotel, cujo ponto final era na Disney mesmo. Levamos cerca de 1h30 no trajeto.
A entrada no parque foi presente de uma amiga que trabalha numa empresa do grupo Disney, ou seja, não pagamos nada!!
Sinceramente, Disney não é muito lá minha praia, e talvez a Disney dos sonhos seja a original e não essa, não sei, pra mim foi só mais um parque normal, sem muita firula e tal. E como foi na faixa, ok.



E assim foi nossa passagem por Los Angeles. No quinto dia, partimos rumo ao paraíso: Havaí!

terça-feira, 30 de setembro de 2014

voltando

O mais difícil das férias (ou provavelmente a única coisa difícil) é ter que voltar. Voltar à realidade nunca é tarefa fácil. Seja ela qual for.
Tenho muita coisa pra contar, registrar por aqui pra nunca mais esquecer. E também pra servir de ajudar pra quem quiser viajar pra onde fui. Mas, antes de começar os posts sobre a viagem, queria deixar esse com algumas constatações.
Adorei os Estados Unidos. Não mais do que a Europa, mas superou minhas expectativas. As pessoas são educadas, generosas e solícitas. Os turistas dos outros lugares do mundo já não. Muita gente mal educada.
Nós, brasileiros, somos o povo mais idiota do mundo, a gente não tem real noção do quanto somos roubados, até vermos o preço que realmente é justo por cada coisa que compramos. Brasil, seu governo me envergonha. Sua impunidade me envergonha.
Educação, tá aí uma coisa que os EUA também estão anos luz na nossa frente. As pessoas tem consciência do coletivo, atravessam na faixa, respeitam pedestres, respeitam praticamente tudo.
A Starbucks está para os americanos, como cada padaria de esquina está para nós. E cá entre nós, qualquer padaria daqui mata a pau qualquer Starbucks de lá.
A comida americana é bem pesada. Muita gordura, fritura e muita, MUITA pimenta. Bacon no café da manhã era o cúmulo do absurdo para o meu paladar. Mas, experimentei muita comida boa também. Porém, arroz com feijão e bife é sim a melhor comida do mundo. Senti falta, muita falta.
Basicamente é isso. De primeiras impressões, ou das impressões que ficaram mais claras. De cada lugar que passei, tenho peculiaridades pra contar e detalhar por aqui nos próximos posts.
A viagem foi uma delícia, inesquecível, como todas.
E, ah, claro, voltei disposta a procurar um psicólogo pra tratar meu problema com aviões. Que, aliás, será assunto de outro post também.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

fui

Chegaram minhas férias!!! Danada, demorou demais e aposto que vai passar como um foguete. Mas, tudo bem. O importante é que venha e seja muito aproveitada.
Por falar em muito aproveitada, uma amiga descolou um ticket de entrada na Disney da Califórnia. Ou seja, nem estava nos planos, mas agora além de estar, vai ser de graça.
Tomara que ainda venham boas surpresas como essa pela frente.
Volto logo.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

das coincidências da vida

Mandei um email pro nosso hotel de LA pra confirmar se tá tudo certinho (já que é o primeiro que vamos usar) e pedir umas infos pra saber qual a melhor maneira de chegar lá a partir do aeroporto e tal.
Aí a pessoa que te responde não só tem o mesmo nome que você, como também é brazuca!
Brasil, em todo lugar do mundo tem alguém daqui. Tomara que nos ajude com super dicas de LA.
E agora faltam só Q-U-A-T-R-O (já posso contar em uma mão!!!) dias!!!!

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

counting down: 8 days

É, tá chegando a hora! Bom, eu sou aquele tipo de pessoa que não tem dinheiro suficiente pra resolver um destino em cima da hora, do dia pra noite, então toda grande viagem que faço é planejada com meses de antecedência.
Pra mim é muito melhor, porque quando viajo já estou com tudo pago e volto só com as dívidas mais leves, como comprinhas e tal. Pesa bem menos.
Então eu tô planejando essa viagem desde janeiro ou dezembro passado, não lembro bem. Tudo pago, exceto o hotel de São Francisco que resolveu cobrar apenas os 10% do sinal.
E eu não queria já estar tendo calafrios pela quantidade de avião que tem nessa viagem (deus sabe o quanto tentei fazer tudo de carro, mas otimizar o tempo era questão de sobrevivência e economia, então ao todo serão 7 vôos).
Não quero pensar nos furacões que estão pra chegar/ou chegando no Havaí (procurei por notícias e não achei nada, então espero que tenha desviado o caminho), nem pensar no super terremoto que deu a 70 km de São Francisco #omg!!! 
Eu sou muito cagona e tô morrendo de medo. Maaaaaaas, o prazer de conhecer novos lugares é tão indescritível e tão inesquecível, que todo esse pavor vale a pena no final.
E, voilá, meu roteiro final ficou assim:



E além de todos os aviões, notem que tem um helicópterozinho rosa ali perto do Grand Canyon. Pois é, já que tamo na chuva, bora se molhar direito néam?

Bom, tô na contagem regressiva, cheia de borboletas no estômago e ansiedade a mil. Cansadíssima do trabalho, mas ainda preciso de forças pra aguentar semana que vem. Aí é só alegria!
Férias, venha sua linda, que eu quero lhe usar.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

saúde é o que interessa

11 de Janeiro foi meu primeiro dia na academia, depois de uns 5 anos sem pisar em uma. Foi também o início de uma reeducação alimentar. De lá pra cá, já se passaram 8 meses, dos quais eu fiquei parada 2 por conta da cirurgia.
2014 foi o ano pra cuidar da minha saúde. Resultados percebidos de uma vida mais saudável: não só os quilos a menos, mas mais disposição e novos hábitos interessantes.
Comecei a comer de uma maneira mais regrada, sem tantos exageros. E quando há exagero, tem também a compensação. Incluí mais frutas, verduras e legumes, coisas mais naturebas e acreditem, ontem mesmo me peguei preparando um bolinho vegano porque eu queria um doce de qualquer jeito.
Semana passada, consegui ir 5 dias seguidos na academia, com direito a 2 aulas de boxe, 2 aulas de pilates, uma de hidro e um treino de musculação focado no abdômen.
Comecei a brincadeira com 58 quilos, já cheguei aos 54, mas hoje estou nos 55. Acredito que esse 1kg seja da tal massa boa, músculo mesmo, e não gordura. O objetivo é chegar a 51kg. Difícil. Mas, mais difícil que perder peso, é manter. E isso, até que estou conseguindo.
E de tanto incorporar atividades no meu cotidiano, agitei a galera toda pra fazermos um SUP na Represa de Guarapiranga, em pleno domingo de manhã.
Sempre tive vontade de fazer, mas no mar tenho um pouco de medo. É bem difícil conseguir remar numa mesma direção num dia de vento forte, como domingo passado. Mas, minha estreia no esporte foi boa. Consegui ficar em pé um bom tempo e caí uma vez só, mas isso porque passou um jet ski por perto e balançou demais a água. Cansa pra caramba, remar é a parte mais difícil, mas a sensação é boa, compensa.
O aluguel da prancha e equipamento saiu por R$ 40 a hora. Pra entrar lá você paga R$ 20 e se parar o carro lá dentro + R$ 10. Não é uma brincadeira barata, mas também não é algo que vá fazer sempre. Nos prometeram um treinamento, mas não deram não. Aliás, o atendimento foi bem ruim, parecia que o pessoal não estava nem aí pra nada. A única coisa que insistiram foi pra usar o colete e só. E a única instrução que recebi foi pra remar contra o vento. Como se eu soubesse remar a favor ou de qualquer outra maneira.
Enfim, valeu a brincadeira, mas é cada um por si, vale lembrar.


Essa sou eu, ainda de joelhos. Acho que é assim no começo, perto da margem. Quando estava mais pra dentro da represa, fiquei em pé, o que é bem mais legal, é claro.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

não foi dessa vez

Ontem conversamos muito sobre a tal proposta que recebi de um querido. Foi difícil aceitar, pra nós dois, que esse - embora seja oportuno - não é o momento certo. Porque não resolveria meu problema e nem o problema dele. Então, achamos melhor dar tempo ao tempo, sempre ele, o senhor das coisas.
Acredito sim que ainda vai rolar, mas de uma maneira muito melhor, tenho certeza. Aí, depois de desligar o telefone, recebo a seguinte mensagem:
"Ju, meu coração ficou partido agora... me perdoe por não te chamar ainda... saiba que sou muito grato a você e além de tudo adoro trabalhar com você, pois é uma pessoa muito inteligente... vou torcer pra conseguirmos a vaga mais pra frente e poderei te chamar... mas desejo que vocês vivam só alegrias agora na viagem... aproveite, pois isso é o que de melhor teremos... viajar e conhecer lugares novos... beijos, Gui"
Tem como não amar uma pessoa dessas?? Melhor chefe que tive na vida e que se deus quiser, terei de novo.
E agora, bora renovar as energias nessa tão esperada viagem. O melhor está por vir, sempre!

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

o segredo


Um post publicado no tal do Secret (que já nem dá mais pra baixar por aqui), vem causando certa "polêmica" no fantástico (#sqn) mundo da publicidade. O site da Adnews publicou o post e todos os comentários e lógico que eu fui ver.
Senti um certo aliviozinho em ver que mais gente do que eu pensava também está cansada desse lixo. Que bom! Pena que ninguém está muito a fim de botar a boca no trombone de verdade e lutar pelo que é certo. Porque sim, somos tratados como escravos, não ganhamos nem 1 centavo por cada hora extra que fazemos (e acredite, fazemos  pelo menos uma hora a mais TODO dia). Trabalhamos aos finais de semana, madrugada, não podemos ter compromisso porque nunca sabemos se vamos conseguir chegar e na nossa conta não cai nada a mais por isso.
É escravidão mesmo. Só que somos escravos com glamour, vestimos Diesel e comemos no Paris 6. Então, vamos levando, porque tá ruim, mas parece que tá bom.
Um dia, se deus quiser, vou conseguir mudar de vida e dar um adeus à essa profissão que escolhi tão erradamente. 
Ah, só pra saberem, trabalho na agência que está no segundo comentário... hahahahaha
Vamos rir, pra não chorar.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

tá chegando a hora

O que me resta - e não é pouco - é esperar pela viagem de férias. Ou melhor, "A" viagem! Quem acompanhou por aqui o planejamento todo, desde o início, mudamos um pouco a ordem dos roteiros, a maneira de fazer os trajetos, mas saiu. Saiu e tá super chegando.
Dia 7 pego um vôo para  Los Angeles, onde ficaremos por 4 dias e partimos para Honolulu, no Havaí. Lá, pretendo fazer uma "cerimônia" comemorativa de 5 anos de casada, já que vamos chegar bem no dia do nosso aniversário.
Depois de 4 dias, partimos para Las Vegas, onde o bicho vai pegar!!! Também pretendo fazer um "casamento" naquelas capelinhas que tem em qualquer esquina. Tô muito romântica. Não vamos mais passar dias no Grand Canyon, mas pretendemos visitar a cidade sim. Só não definimos ainda se fazemos o tour de ônibus ou de helicóptero. Porque né, somos rycos! #sqn
Bom, aí depois de 4 dias partimos para São Francisco, onde esperamos que pelo menos o tempo esteja bom pra nos ajudar com as melhores vistas da cidade. E depois de mais 4 dias, pegamos o carro pra conhecer toda a costa californiana, entre San Francis e LA.
Ufa! Tem tanta, mas tanta coisa boa pra fazer, tanta energia boa, tantos planos, tantas vistas que serão inesquecíveis, tantas belezas naturais, sol, mar, jogatina, sexo e rock´n roll, que eu até consigo suportar mais alguns dias de trabalho.
Faltam 15 dias!!!!!

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

há um ódio me consumindo

Eu juro que queria falar só de coisas boas, em como a vida é bela e linda, etc e tal. Mas, infelizmente, meu senso de justiça não permite. E aqui, neste blog, é onde encontro maneira de aliviar um pouco toda a raiva que sinto ao ter que conviver diariamente com pessoas tão imbecis.
Especificamente uma que - infelizmente - está acima de mim. Que deveria ser líder, engajar a equipe, promover harmonia, dividir experiências, ensinar coisas, ter humildade pra aprender, repartir, compartilhar, agregar, mas só que não.
A pessoa passa os dias resolvendo problemas pessoais, o divórcio, questões das milhares de empresas que ela tem fora da agência, problemas com banco, pagamentos, trabalho escolar da filha mais nova, trabalho da filha mais velha, milhares de médicos, problemas com o condomínio, e blábláblá.
O trabalho dela mesmo, não faz. A idiota aqui faz tudo. Até aí, foda-se, mas a merda é que essa velha gosta de "trabalhar" além do horário. Ela adora quando vem pedidos malucos do cliente, principalmente sem prazo, pra fingir que tem tanto trabalho, que é necessário ficar até de madrugada.
Não tem respeito por ninguém. Até porque se tivesse, primeiro trataria de saber se as pessoas podem ficar. Eu sempre fico. Já perdi dezenas de compromissos sérios e de viver a vida, simplesmente, por causa disso.
E ontem tratei de tocar um foda-se, porque eu já sabia que tinha coisa pra fazer e sabia que ela estava esperando dar 19h pra passar pra galera. Disse que tinha que buscar meu marido no médico. O que ouvi foi o absurdo seguinte:
- encontra com ele e pede pra ele te deixar aqui, depois você vai de táxi.
Sabe, se ela fosse uma pessoa decente, a qual eu admirasse e respeitasse profissionalmente e como pessoa, talvez eu até fizesse isso. Afinal, não tinha médico nenhum, eu só queria ser respeitada e poder sair no meu horário pra poder fazer o que eu quisesse. Mas, não. Eu deveria ter ouvido: ah, vai lá, afinal nós somos uma equipe e se você não pode ficar, eu e a outra pessoa te cobrimos.
Só que como ela também não sabe fazer um monte de coisa, logicamente que no seu egoísmo e maldade, nunca me diria isso. Até porque, dias atrás, o cachorro do meu coordenador morreu e eu o liberei pra ficar em casa. Pra mim, bicho vale mais do que gente, inclusive qualquer cadela vira lata vale mais do que ela. E ela ficou puta. Zombou do menino, perguntando se ele ia fazer luto de 7 dias. Que era absurdo faltar no trabalho por um motivo tão pequeno.
Logo ela que não faz porra nenhuma e só tá presente fisicamente, porque não faz e não contribui com absolutamente nada.
Meu grau de ódio por essa pessoa está tão grande, que não suporto ouvir sua voz, olhar pra sua cara. E ontem, toquei sim um foda-se. Peguei minha linda bolsa e disse tchau, hoje não posso.
O problema é que isso foi me remoendo até chegar em casa. Como se eu estivesse fazendo algo errado. Mas fui me convencendo de que era um grande foda-se que isso tudo merecia. E foda-se mesmo.
Hoje cheguei e vi que ela terminou o trabalho à 1h16 da madruga. Foda-se, bem feito. É bom trabalhar de vez em quando pra justificar a fortuna que ela ganha.
Só queria mesmo era não sentir esse ódio todo, que só faz mal mesmo pra mim. Mas, como tudo isso fere o meu senso do que é certo, pra mim é muito difícil. Tá aí um exercício pra ser trabalhado.
E quero tocar o foda-se mais vezes. Foda-se.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

sobre mortes e pessoas mórbidas

Caiu o avião do Eduardo Campo. Robin Williams se enforcou com um cinto. Imagens de corpos dos integrantes do avião começam a circular pela internet. O mesmo acontece com Williams. As pessoas tem essa necessidade mórbida de ver gente morta.
Quem dera a vida gerasse esse mesmo interesse. Afinal, enquanto Eduardo Campos era vivo, não via ninguém comentar o quanto ele era bom. Honestamente, eu pouco sabia sobre ele e realmente não estava nem um pouco interessada. Ando cansada dos políticos brasileiros. Da ignorância e cegueira política que assola os eleitores. 
E agora me cansa essa mesma gente se fazendo passar por grande entendedora de quem foi Eduardo Campos. E enquanto sua viúva chora, alguns políticos se beneficiam. Não sei quantos por cento da população acabou de mudar sua intenção de voto.
A solução seria sair matando os candidatos? Só assim as pessoas se interessariam em saber algo, em pensar um pouco, em ver outras perspectivas dessa mesma merda?
E o querido Robin Williams? Um puta ator, pelo menos de vários filmes preferidos meus como Sociedade dos Poetas Mortos (em que ironicamente seu personagem enfrentaria um suicídio de um aluno desesperado). Que desespero o levou a fazer isso? Se matar... um cara que - aparentemente - tinha tudo. O que lhe faltava será? Ninguém podia lhe dar? Ninguém pôde lhe salvar a tempo?
As pessoas não querem saber o que ele fez e nem pensar no que fez, elas querem ver seu pescoço marcado pelo cinto que o levou. Que morbidez nojenta e estúpida. Pra quê? Prefiro guardar na memória as cenas dos filmes que me fizeram rir ou chorar, ou sentir raiva, ou simplesmente sentir.
Quando alguém morre assim, de maneira tão inesperada, seja num acidente ou porque resolveu botar um ponto final em sua história, penso que a vida é uma coisa tão frágil, a qual não temos o menor controle. Mesmo quando alguém tira a própria vida, vejam só, isso é perda total do controle.
E de repente ele tá lá, mas pode não estar a qualquer momento. É duro pensar que a gente sai de casa, mas às vezes pode não voltar. É bem blasé, eu sei, mas a vida é isso. Em um segundo já foi. E o que me dá mais medo é pensar no tempo que eu perco com tanta bobagem.
Que coisa...

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

vamos falar de coisa boa

Fim de semana  nunca é suficiente pra fazer tudo aquilo que a vida nos rouba em tempo o que deveria dar pra fazer nos dias úteis. Dessa forma, passa tão voando que a gente nem percebe. Além do fator que é bem mais gostoso um fim de semana do que uma segunda cinzenta e fria.
Bom, o meu finde foi bem gostosinho e bem gordinho. Saí total da dieta e de quebra não fiz nenhum exercício. Mas, como o negócio aqui é falar de coisa boa (ainda mais depois da semana de cão que tive), comecei com um sábado sem pressa, acordando depois do meio dia.
Aí fui com o Ri a uma "exposição" sobre Anne Frank. Anne Frank é um capítulo a parte. Já vi filmes, documentários, sabia a história dela, recentemente li seu diário e de quebra ela tornou-se nome de um projeto pessoal meu (que um dia, talvez, eu coloque por aqui). E faz parte da minha listinha conhecer seu esconderijo quando eu for pra Amsterdã.
E então anunciaram no guia da Folha que estava rolando uma exposição sobre sua vida no Senac da Lapa, bem pertinho de casa. Fui lá conferir. Decepção total. Na verdade não era uma exposição.Haviam 2 "pôsteres" ou totens, como queiram chamar, com algumas informações (bem comuns) sobre sua história  e o resto eram trabalhos escolares feitos com Anne de inspiração. Trabalhos bem mal feitos, por sinal, com pouquíssima informação relevante ou nova. Achei lastimável. Super válido como trabalho escolar, mas pra divulgar e abrir ao público? Bem pobre. Saí de lá bem decepcionada, ainda bem que a entrada era gratuita.
Bom, aí aproveitei que era perto de um boteco que eu amo, e fomos almoçar no A Lapinha, na Coriolano. Picadinho delícia,  super recomendo (esqueci as fotos, culpa da decepção da "exposição").
Saímos del lá e fomos pro MIS, onde eu tive a ilusão que conseguiria ver a exposição do Castelo Rá Tim Bum. Eram 4 da tarde e desde às 10 da manhã já estava tudo esgotado.
Domingo foi dia de visitar a Feirinha Gastronômica, no Butantan Food Park. Cheio, bem cheio, mas com diversas opções delicinhas pra experimentar a um preço bem ok.



Experimentamos o queijo camembert frito, com geléia cítrica e torradinhas (R$ 20), delícia!! A polenta com ragu (R$ 20), o tal do burako loko que é carne louca num mini pão italiano com cobertura de parmesão com gorgonzola - hummmmm (R$ 15). Ah, comi também um brownie de amêndoas bem delicioso. Só não comi mais porque queria tentar ir no MIS de novo. E porque eu já estava de pança BEM cheia. Mas queria mesmo ter comido tudo!




A ida ao MIS foi novamente inútil. A informação que recebi é que pra conseguir comprar algum ingresso, preciso chegar lá às 5 da manhã. Ou tentar ir durante a semana (o que pra mim é praticamente impossível). Enfim... vamos ver que plano vou ter que bolar pra conseguir ir nesse raio de exposição.
E foi assim. Quer dizer, a noite rolou mais gordices em casa. Fiz um filé de frango ao molho de laranja e um crumble de banana com chocolate branco de sobremesa. 
E hoje o jeito vai ser morrer na academia.

crédito das imagens: facebook