quinta-feira, 27 de março de 2014

confessando

Parei com a academia no dia 24 do mês passado. Hoje já se completam 30 dias da minha cirurgia. Mamis tá em casa, e ela é a pessoa que tem a alimentação mais errada do mundo, usa muito sal, muito açúcar, muito óleo, muita fritura, muito refrigerante, enfim, tudo errado.
E ela está meio que responsável pela comida lá em casa, durante esse tempo que ela está cuidando de mim. Então, além de eu estar parada, fazendo nenhum exercício, ainda tem a comidinha super calórica da mamis me esperando lá em casa, todo dia.
Logo, o que tenho feito é comer quantidades menores porque morro de dó de não comer a comida dela. Chego em casa do trabalho e ela diz: tem janta fresquinha que eu fiz pra você. Tem como não comer??
Tá bem difícil, mas tô tentando. Mas, o resultado ainda tem sido positivo. Consegui perder 1 kg nesse período e tenho conseguido manter o peso abaixo dos 55 kg.
A meta da dieta é chegar aos 51 kg. Mês que vem volto pra academia, volto pra dieta (mamis vai embora) e acho que vou conseguir chegar no objetivo.
Que dureza hein!



















Por enquanto, - 3,4 kg, e já consigo sentir diferença real em roupas, calças que não entravam, não fechavam. Sorte minha que guardei algumas peças. Com as blusas também, graças a minha nova numeração de seio, a maioria agora fica larguinha, fecha, abotoa, tá uma maravilha.
Feliz, feliz!!!

terça-feira, 25 de março de 2014

pequenas "liberdades"

Usei aparelho fixo em dois momentos da vida: quando era criança, por uns 3 anos jogados fora (a dentista era pilantra e não adiantou nada), e depois já adolescente, por mais uns 3 anos. A coisa que eu mais sentia falta era passar a língua nos dentes. Que sensação deliciosa.
Se você nunca usou aparelho, tenho certeza que nunca percebeu como é gostosa a sensação de passar a língua pelos dentes.
Aí que com a cirurgia que fiz, algumas outras pequenas "liberdades" me foram tiradas: tomar banho, por exemplo, e dormir de lado.
Vocês não imaginam como é duro acordar no meio da noite pra ir ao banheiro e voltar com aquele soninho, cansada e ter que dormir imóvel, numa posição que você não gosta. E alguém te dando banho? Mesmo sendo a sua mãe, é bem chato.
O banho eu já consigo sozinha, sábado foi a primeira vez. Como já posso levantar o braço parcialmente, já foi possível tomar um belo banho sozinha, lavando o cabelo e tudo. É demais! Sério. E amanhã eu estarei liberada pra dormir de lado.
Tô contando cada segundo. Acho que vai ser a melhor noite da minha vida em muitos anos.
Meu sono e minha coluna agradecem.

domingo, 23 de março de 2014

sobre mim

Às vezes recebo comentários bem mal criados aqui no blog, uns me chamando de metida, outros de fresca, e por aí vai. Isso me irrita um pouco, porque acho muito estranho julgar alguém que a gente nem conhece só por um post que a gente leu por aí.
Então, resolvi postar algumas coisas sobre mim que talvez uns saibam, principalmente se tiver alguém aqui que acompanhe o blog ao longo desses 9 anos, mas que pra quem cai aqui do nada, de repente possa surpreender.

1. Comecei a trabalhar aos 14 anos. Ganhava R$ 250 por mês pra trabalhar de segunda à sexta das 14h às 22h e aos sábados das 10h às 22h. E tinha que estudar pela manhã.
2. Minha mãe só pagou meu colégio, faculdade eu mesma que me virei pra pagar.
3. Eu e minha mãe morávamos com meus avós e quando fiz 15 anos, decidimos finalmente ter o nosso próprio canto. A vontade de morar só com a minha mãe era tão grande, que dei pra ela todo o dinheiro que consegui juntar do meu super salário de R$ 250, e com essa grana minha mãe comprou nossa TV e nosso sofá à vista.
4. Tudo o que conquistei: casa, carro e viagens vieram do esforço do meu trabalho. Nunca ganhei nada de mão beijada na vida.
5. Meu primeiro estágio em publicidade foi no Brooklin, eu entrava às 9h, morava na zona norte e estudava na Paulista. Dormia 4 horas por noite e ganhava R$ 400!!!! Sorte minha que eu tinha bolsa de 50% na faculdade.
6. Falo inglês, espanhol e francês (não fluentemente ou perfeitamente, mas o suficiente pra entender e me fazer entendida). Todos os cursos pagos por mim.
7. Colaboro mensalmente com uma ONG de animais.
8. Ninguém paga as minhas contas, nunca tive o nome sujo e nunca devi pra ninguém (nem banco ou coisa parecida).
9. Meu pai nunca me deu nada, nem sua presença, e minha mãe me deu o que pôde, dentro de suas limitações (que eram muitas), mas nunca me faltou nada. Apenas mimos e presentes caros hehe
10. Nunca pisei em ninguém, enganei ninguém, puxei o saco de alguém ou menti pra chegar onde cheguei. Realmente foi tudo mérito do meu esforço e capacidade.

Não, eu não preciso provar nada pra ninguém, mas às vezes é bom repetir pra gente mesmo o quanto a gente deu duro de verdade pra ter o que tem. Fico puta quando alguém me julga por patricinha ou mimadinha. Não sou nada disso. Tudo o que tenho, ninguém me deu. Eu fui atrás e conquistei. Tenho orgulho da minha história e de tudo o que tenho. Posso ser fresca? Sim, posso, e às vezes eu sou mesmo. Mas, pelo menos eu sou o que sou e me garanto. Será que quem me julga também pode pensar assim de si mesmo?

sábado, 22 de março de 2014

tirando o visto - parte 2

Esqueci de mencionar a parte mais importante: o pagamento da taxa! ui!
Quando você se inscreve no CASV, ele vai gerar o boleto de pagamento da taxa, que é a bagatela de R$ 400!!! Com a opção de ser paga em uma única vez, assim, pá!
Somente depois do pagamento efetuado é que você vai conseguir dar o prosseguimento em todo o processo, conforme eu descrevi no post anterior.
Infelizmente, em caso do seu visto ser negado, você terá que dar nova entrada no processo e pagar novamente a taxa. O dinheiro não é reembonsável.
O processo todo - entre preencher, pagar, agendar, ir e retirar, durou mais ou menos 2 meses pra mim. Isso porque eu não tinha disponibilidade de ir a qualquer momento no CASV e no Consulado. Mas se você tiver tempo livre, deve levar menos tempo.
Mas, recomendo agendar pra tirar o visto com um tempo razoável até sua viagem. Vai que dá alguma merda, né? Nunca se sabe.
Minha viagem é em setembro e eu dei início ao processo mês passado, pego o visto semana que vem.
Ufa, é isso. Boa sorte pra nós!

sexta-feira, 21 de março de 2014

tirando o visto

Pra você, que assim como eu, nunca tinha ido pros EUA, infelizmente é preciso tirar o tal do visto, que te dá direito a entrar no país. Na minha opinião, palhaçada, mas, é a vida.
Bom, primeiro você precisa ter um passaporte que não esteja próximo de vencer, pelo que me lembro, se faltar 6 meses pra vencer, é melhor tirar outro porque corre-se o risco de não ser aceito.
Com o passaporte em mãos, você vai precisar preencher um formulário gigante e super chato, em inglês, no site do CASV. Além de chato e gigante, achei o formulário bem estúpido, pois me perguntava se eu era terrorista, se eu já tinha contrabandeado drogas, se eu tinha intenção de vender drogas, enfim, coisas que obviamente quem faz, não vai dizer que faz. Mas, mais uma palhaçada do processo que a gente tem que seguir.
Depois de preencher, você vai precisar agendar sua entrevista, o que vai acontecer em 2 etapas distintas: primeiro você precisa agendar a ida ao CASV e depois agendar a entrevista no Consulado. Porém, muita atenção nessa hora porque a tela que abre primeiro é a do Consulado, e se você agendar primeiro a entrevista antes do CASV, vai dar merda.
Então agende o tal do CASV. Até aqui é bem tranquilo. Imprima a tal da página chamada DS160 e leve junto com seu passaporte no dia agendado. Bobagem chegar antes da hora agendada. Pede-se pra não levar celular e acreditem, não pode mesmo e não tem onde guardar. Então, não leve mesmo.
Lá é super rápido, mal olham na sua cara, tiram uma foto sua, gravam suas digitais e te devolvem o passaporte com um adesivo com um código de barras colado. Esse processo levou 3 minutos.
Aí é só aguardar o dia da entrevista. 
Não chegue antes também porque de nada vai adiantar. Chegando lá também tem uma série de restrições, até o cinto você tem que tirar, então leve o mínimo de coisas possíveis. Enfrentei uma fila gigante, mas todo o processo levou 1 hora.
Levei todos os documentos que achei importante, como: CNH, passaporte, bilhete da passagem comprada, itinerário da viagem, orçamentos dos hotéis, comprovante de residência, carteira de trabalho, comprovante do meu financiamento da casa, boleto do carro, imposto de renda, certidão de casamento, enfim, levei tudo e mais um pouco.
Tudo o que me perguntaram foi:
- já esteve nos EUA?
- pra onde vai?
- com o que você trabalha?
- boa viagem!
Aí é só aguardar o CASV lhe enviar um email dizendo que o seu passaporte e visto estão liberados. Aí você pode optar por receber em casa ou retirar no local. Escolhi a opção de retirada e agendei pra ir pegar num domingo.
E zaz! Parece ser mais complicado, mas até que foi bem tranquilo. Não sei se tive sorte, mas foi realmente bem sossegado.
Pra começar o processo de tirar seu visto é só clicar nesse link aqui.

quarta-feira, 19 de março de 2014

por uma vida mais interessante

Com esse negócio de dieta e tal, abri os olhos e fiquei mais atenta ao que ando comendo e preparando em casa. Sempre me diverti na cozinha (já até postei umas receitinhas de invenções minhas por aqui), mas queria me envolver de verdade nesse assunto.
Ando assistindo muito GNT, amando o Tempero de Família, que traz Rodrigo Hilbert sempre com uma receitinha bacana, o Cozinha Prática com a Rita Lobo, o próprio Jamie Oliver, até o Claude Troisgros ganhou minha simpatia e o charmosão do Olivier Anquier, todos me mostrando o quanto cozinhar é legal.
Agora estreou mais um programa bem bacana, o Bela Cozinha, com receitinhas pra lá de naturais e que estou amando {e louca pra testar umas receitinhas lá em casa}.
Aí, como ando tão sem inspiração, tão sem motivação, sem desafio, sem graça, sem nada, resolvi procurar um curso legal e que além de caber no meu bolso, caiba também na minha agenda maluca.
E não é que consegui!
Começo dia 10 de maio um curso livre de Cozinha Rápida e Descomplicada, lá no Senac. Serão 5 sábados (perfeito pra mim!), e que vou aprender a fazer refeições completas: entrada, prato principal e sobremesa. Já dei uma olhada no programa do curso e estou animadíssima! Tudo é uma delícia. Já estou até me imaginando cozinhando aquelas maravilhas todas pro Ri, pros amigos, pra família.
Ai que delícia! Finalmente encontrei uma coisa pra me dar prazer e trazer de volta a minha motivação. Agora é contar os dias.
Aliás, 2014 tem sido uma eterna contagem de dias pra mim.
Que bom!

segunda-feira, 17 de março de 2014

profissão perigo

Não é de hoje que ando descontente com a minha profissão. Não é raro me pegar com a seguinte pergunta na cabeça: mas que merda eu escolhi pra mim? {normalmente faço essa pergunta todos os dias de manhã enquanto estou no banheiro me preparando pra ir trabalhar}.
Eu sou uma boa profissional, a mais rápida que já vi inclusive, não tem um job que eu não consiga entregar bem feito dentro do prazo. Com qualidade e sem erros de português ou digitação, porque sou muito chata nesse ponto. Tais qualidades que não vejo fácil por aí.
Além disso, tenho uma puta bagagem com pesquisa de mídia, fiz todos os cursos de softwares possíveis ministrados pelo Ibope e pelo Marplan (outra coisa raríssima por aí), enfim, eu sou uma profissional muito boa, obrigada.
Mas de uns tempos pra cá, todas essas virtudes estão sendo desperdiçadas. E aí que eu sou uma pessoa que odeia rotina e odeia estar num grupo em que não tem motivação, não tem nada e nem ninguém pra agregar conhecimento, dividir ou ter um pensamento enriquecedor. Isso chega até a doer.
Eu AMO desafios, não é a toa que em 9 anos de carreira, sempre que motivação acabava, lá ia eu atrás de um novo desafio, um novo trabalho. Mas, infelizmente, percebi que o que está ruim, pode piorar.
Onde estou agora, há 7 meses, já passei por várias coisas. Nos primeiros meses havia muita motivação, porém o trabalho era demais e eu quase tive um treco. Depois acalmou um pouco, mas o desafio continuou. Porém, há um mês estou vivendo um marasmo intelectual horroroso. Vontade zero de ir pra agência.
E pior que isso, vontade zero de ir atrás de um novo desafio. De novo?? Que merda! Isso faz com que eu comece a achar que o problema sou eu.
É que apesar de eu ter tantas qualidades profissionais {melhores que muitos que já estiveram acima de mim, inclusive}, eu não sou uma pessoa de relacionamentos. Odeio fazer tipo, caras e bocas, puxar saco ou ficar de mimimi no corredor da agência. Sou legal com que eu gosto e simpatizo, com quem não, apenas sou educada. Isso, pra minha profissão, é uma merda.
Sei que se eu fosse tudo o que já sou e um pouco mais política, estaria numa posição muuuuuuuuuito melhor. Mas, como não tenho interesse em mudar meu jeito de ser, pasto.
E agora que me vejo num beco sem saída, pois se todo lugar é igual, só muda o endereço (uns melhores, outros piores), não sei pra onde ir. 

sexta-feira, 14 de março de 2014

rótulos e beleza

Lá se foram 2 semanas desde que fiz minha cirurgia dos sonhos. E nesse meio tempo, tive 3 retornos com a médica. Nessa fase, tenho que ir umas 2 vezes por semana lá no consultório pra ela dar uma olhada e ver se está indo tudo bem.
Tirando um ponto que ela teve que drenar e eu quase morri de dor nesse processo, vai tudo muito bem, obrigada. Se tudo der certo, semana que vem já tiro a "colinha" (os pontos são internos).
Mas o que me deixa mais intrigada é que aquele consultório vive lotado. Não importa o dia ou a hora que eu vou tá sempre cheio de gente. E não é só mulher não. Ontem mesmo tinha um cara, que deve ter feito lipo porque ele estava de cinta.
Claro, a vaidade não é um pecado {ou seria uma virtude?} exclusiva das mulheres, mas a quantidade de gente que faz cirurgia plástica me assusta.
No meu caso, esperei praticamente 15 anos pra ter coragem de fazer uma intervenção na minha mama que não resolveria de outra forma. Nenhuma dieta ou exercício que eu fizesse faria minha mama ficar em pé, dura e reduzir os 750 gr que eu tirei.
Mas sei lá, gordurinha localizada é uma coisa que até dá pra resolver se a pessoa tiver disposta a seguir uma alimentação mais balanceada e fazer exercício. Lógico que o resultado vai demorar muito mais pra aparecer. Eu mesma já me desanimei muito ao ver que depois de tanto esforço, diminuía 0,2 cm. Mas, devagar se vai longe. Pelo menos eu penso assim. 
Nada contra quem vai atrás de um peito que não tem ou do peito ideal, como eu fiz, ou alguém que sofre muito com um nariz torto, grande, uma orelha de abano, sei lá. Mas o negócio tá desenfreado, uma loucura.
As mulheres com quem conversei lá no consultório estavam fazendo a vigésima cirurgia. Oi?
Uma estava trocando a prótese do silicone pela quarta vez. Primeiro porque achou grande, depois porque achou pequeno, aí depois sobrou pele então agora ia botar um grande de novo. A outra tava com a cara cheia de ponto, toda roxa, mas já tinha trocado o silicone umas 2 vezes.
A outra já era a terceira lipo. E uma outra tinha feito tudo junto: lipo de queixo, braço, perna, barriga e vagina {sim, vagina!}, enfiou tudo isso que saiu na bunda (de verdade) + redução de mama. Não tinha nem um mês e já tava querendo aumentar o peito.
Sério, ou as pessoas são muito fortes ou eu que sou muito mole. 
Estou detestando esse pós cirúrgico, em que eu não consigo esticar as costas direito porque dói a cicatriz, o que por sua vez faz com que eu tenha MUITA dor nas costas. Não posso dormir de nenhuma posição que não seja barriga pra cima, o que faz com que eu acorde com MUITA dor no pescoço. Tenho que tomar um monte de remédio, passar cicatrizante, trocar curativo, usar um sutiã que aperta até a alma e que causa MUITA dor na minha costela, fora o dia da cirurgia, que vomitei pra caramba.
Eu espero nunca mais ter que fazer uma cirurgia. Tomara deus eu nunca tenha uma doença que PRECISE de uma cirurgia. E o povo fazendo cirurgia como se fosse tomar um copo d´água.
A menina da recepção estava toda orgulhosa exibindo sua nova barriga. E todas aplaudindo, dizendo que tá certa. Que não vale a pena passar vontade de comer alguma coisa por causa da barriga. Depois é só ir lá e fazer uma lipo. Pronto. Resolvido.
Olha, sinceramente eu não sei até onde vale a pena ir atrás da perfeição. Pra mim, em caso extremo vale, mas quando vira bagunça, aí pra mim já tem outro nome: falta de vergonha na cara.

quarta-feira, 5 de março de 2014

a tal da mastopexia

Hoje completam-se 7 dias da minha mastopexia. Aprendi o nome correto da cirurgia na semana passada. Pra mim, sempre tratou-se de uma redução de mama.
A cirurgia foi um sucesso, graças a Deus. Estava morrendo de medo da anestesia, do procedimento, enfim, nunca havia feito nenhuma cirurgia.
Internei no Hospital São Rafael às 6h da manhã. A recepção estava lotada de mulheres, todas esperando por sua cirurgia dos sonhos. Não sai da minha cabeça quanta gente que se submete às cirurgias plásticas.
Enfim, fui muito bem atendida, o anestesista veio conversar comigo e me dar uma acalmada. Me explicou direitinho como seria feito o procedimento. Eu tomaria uma peridural alta com sedação. Pediu pra eu me trocar e esperar minha médica.
A dra. Cíntia chegou por volta de umas 7h e pouco, fotografou e desenhou todo o meu peito. Disse que aquela era a parte mais difícil da cirurgia, o resto seria moleza. Em poucos minutos, duas enfermeiras entraram pra me dar um tal de Dormonid na bunda que doeu pra cacete. Mas uma das enfermeiras ficou conversando comigo e tentando me distrair. Dali, me carregaram de maca até uma sala cheia de gente, lembro de ter encontrado o Ri no meio do corredor, ele tinha ido colocar a folha de zonha azul no carro. Depois disso, feito um estalar de dedos, acordei já no quarto.
 
- mãe, já foi?
- já, já foi sim.
 
Tive a impressão de ter piscado os olhos e tudo aconteceu. Não sei bem que horas eram, mas lembro que na TV estava passando alguma novela da tarde. Não sentia nada, apenas sono. Vomitei muito, dizem que por reação à anestesia. Fiz muito xixi naquela merda de comadre, puta coisa desconfortável.
No fim do dia, a enfermeira me deu um remédio pra cessar o vômito e sugeriu que eu começasse a fazer xixi no banheiro, pra dar uma andada e tal. Bem melhor, o problema é que eu fazia xixi de meia em meia hora.
Tinha uma bota que me calçaram pra evitar trombose, de dez em dez minutos ela inflava e desinflava, um inferno que não me deixava dormir. Aos poucos fui retomando a "consciência" e ficando um pouco mais acordada.
Jantei, tomei café, tomei um monte de remédio na veia, não dormi direito, enfim, mas no dia seguinte tive alta pela manhã. A médica foi me ver, mostrou meus novos peititos pra mamis e pro Ri (eu não quis ver), e disse que estava tudo certo.
O trajeto do hospital até em casa foi um horror, doía muito, mas não tinha jeito. A recuperação é bem tensa. Só consegui ver meu seio mesmo na sexta. No banho da quinta passei mal. Quando tiro o sutiã cirúrgico tenho a sensação que meu peito vai desgrudar do corpo e cair no chão.
Aliás, colocar e tirar o sutiã é um sufoco só. Mas meus novos peitos estão ótimos. Um pouco inchados, o que é absolutamente normal, mas nada inflamado, enfim, estão ótimos. Dá um pouco de aflição, porque tá tudo costurado, remendado, preto, sangue pisado, mas já dá pra ficar feliz com o novo tamanho deles. Um sonho.
Dormir é que tem sido cruel, tive que pedir um remedinho pra médica. Não acho posição confortável, odeio dormir de barriga pra cima, e parece que vai ser assim ainda por mais um tempo. Como não posso levantar os braços e nem colocá-los pra trás, imaginem, não consigo tomar banho direito e nem vou ao banheiro sozinha.
Imagina a situação...
Sério, é nessas horas que a gente dá ainda mais valor a pessoa que escolhemos partilhar a vida. Minha mãe veio de mala e cuia pra casa, ela e o Ri se revezam pra cuidar de mim. Praticamente não faço quase nada, o que também é muito chato.
Enfim, essa foi minha experiência com cirurgia plástica. Dizem que isso vicia. Tô fora. Só fiz porque nem reza, nem malhação brava diminuiria meu peito. Nunca mais pretendo fazer nenhuma cirurgia.
Não quero julgar quem vive fazendo, cada um com seus problemas, mas eu estou detestando esse pós cirúrgico. Enfim, pra mim, é nunca mais.