sexta-feira, 30 de maio de 2014

coco bambu

Morar em São Paulo é uma eterna relação de amor e ódio. Ao mesmo tempo que é tudo tão maluco, violento, perigoso, também é vibrante, apaixonante e com suas particularidades. Como a gastronomia. Não conheço o mundo todo, mas posso dizer que de todos os lugares que conheço, São Paulo tem sim a melhor gastronomia e variedade (pra todos os gostos e bolsos).
Por isso mesmo resolvi compartilhar por aqui alguns desses lugares (marcados com a tag 'orgia gastrô'), porque, afinal de contas, São Paulo tem muita, mas muita coisa boa.
Vou falar hoje do Coco Bambu, um restaurante especializado em frutos do mar (mas, que também tem carne). Aqui em São Paulo tem no Tatuapé, mas eu só conheço a unidade da JK, onde era o antigo TGI Fridays.
A casa é muito bonita, muito bem decorada, espaçosa, aconchegante e acolhedora. No calor é muito gostoso ficar na varanda, no último andar. Mas, eu prefiro a parte interna.



Apesar de ser grande, costuma ter uma espera bem razoável. Pra ter uma ideia, já esperei quase 2 horas pra conseguir uma mesa. Tanto no almoço, quanto no jantar. Mas, eles fazem reserva, eu é que sempre decidi ir lá de última hora, e como já sabia que valia a pena, o jeito foi esperar.
Lá, na minha opinião, é um lugar pra ir com alguns amigos, pois os pratos normalmente são bem generosos, e se ficar na dúvida, os garçons são sempre sinceros em dizer se é muita ou pouca comida. Aí, os pratos que tem um preço mais salgado, podem ser divididos e aí você come bem e paga o justo.
Vamos falar daquilo que eu já provei (visto que já fui algumas vezes) e que eu mais do que recomendo. Começando pela entrada, como a comida é farta, normalmente eu peço apenas o couvert, que por sinal, já é uma delícia a parte.

O couvert tradicional tem uma saladinha de beringela com passas (delícia demais!), tomate seco com queijo minas (normal), camarão (sem comentários), ceviche de salmão (morri!!!) e tomates gratinados com alho (normal também). Vale a pena e é um ótimo aperitivo pra esperar o prato principal. Acompanha uma cesta de torradas e pão de queijo.

De prato principal, meu predileto é o Camarão Internacional, que nada mais é do que um arroz cremoso, ao molho branco com camarões, gratinado com queijo e batata palha. Simples e delicioso, que dá fácil pra 4 ou 5 pessoas comerem tranquilamente.


Um outro prato que eu gosto muito é o Camarão Jangadeiro. São camarões empanados, recheados com catupiry, com arroz a grega e batatas gratinadas de acompanhamento. Também de comer rezando, os camarões são divinos. Serve bem umas 4/5 pessoas também.


E outro prato que eu sou fã é o Peixe Crocante, que são filés de peixe empanado no côco, com farinha de pão, acompanha arroz de castanha e maionese de batata. Esse é um prato que dá pra umas 3 pessoas. É simplesmente delicioso!!


E pra fechar, eu peço sempre a mesma sobremesa: a cocada de forno. Não tem como explicar, ela vem torradinha por fora, molhadinha por dentro, uma combinação perfeita. Tem a opção de acompanhar com sorvete de creme. Eu já comi as duas versões. É uma sobremesa que dá pra dividir fácil também. De-lí-cia!
Fica aí mais uma dica de um lugar bom, muito bom pra se comer frutos do mar em geral. Com certeza é uma pedida que não tem erro.



Coco Bambu JK - Av. Antônio Joaquim de Moura Andrade, 737 / Itaim Bibi 

*crédito das imagens: site do restaurante

quarta-feira, 21 de maio de 2014

vai ter copa?

Domingo foi dia de conhecer a nova casa do Corinthians. Como todo jogo "importante", os ingressos se esgotaram em minutos e eu quase fiquei sem, sofrendo como sempre naquele site porcaria do Fiel Torcedor, que só dá pau.
Mas, quando tudo parecia impossível, consegui garantir meu ingresso. Local que escolhi foi o tal do Leste Superior, aliás, achei o lugar muito bom. 
Sou corintiana, não é novidade pra ninguém, mas queria falar um pouco sobre minha percepção a respeito do novo estádio (ou melhor, o único estádio) do meu time e a Copa.
Sempre acompanhei meu time, tenho Fiel Torcedor, vou ao estádio com frequência (o que também não é novidade), enfim, acompanho de verdade o time. Pra mim, despedir-me do Pacaembu (embora eu não tenha ido no "último" jogo), vai ser bem difícil.
Afinal, sabemos que ali foi a "casa" verdadeira do  meu time por muito tempo. E também ali foi palco de muitas e muitas conquistas importantes, e também de muitas tristezas. E eu pude estar presente em algumas delas. Já chorei, gritei, enfim, o Pacaembu virou meio que minha casa também.
E tem ainda o fato de ser muito mão na roda pra mim, perto de casa e de fácil acesso (acredito eu que pra todo mundo, uma vez que tem metrô na avenida próxima).
Quando falaram sobre a construção de um estádio próprio, moderno, grandioso e blá, blá, blá, logicamente que fiquei muito feliz, acho justo e merecido ter um estádio pra chamar de nosso. Porém, achei muito oportuno (e inoportuno também), ser o estádio escolhido justamente pra ser a abertura da Copa. Um evento que sou totalmente contra o acontecimento nesse país de meu deus.
Motivos mil pra ser contra não faltam. A favor, não tenho nenhum. Não vou ser hipócrita de dizer que não vou ver, nem que não estou animada com o fato do Brasil parar, mas pararia mesmo que fosse em qualquer outro lugar do mundo. Lógico que vou acompanhar, eu adoro futebol. Mas não concordo com as milhares de coisas que envolvem o assunto Copa no Brasil.
Mas, voltando ao assunto, domingo foi um dia de teste pra FIFA no Arena Corinthians. Que dizem que será chamado de Arena de São Paulo durante a Copa. Whatever. O público do jogo foi inferior a 40 mil pessoas, a capacidade é pra 60 mil. Achei que assim não foi bem um teste de verdade, mas, quem sou eu?
A ida foi bem tranquila, eu moro a uns 10 minutos do metrô Barra Funda, então peguei o metrô vazio e fui sentada o caminho todo, que durou cerca de 40 minutos. Muitos corintianos estavam nas estações, não tive e nem vi nenhum problema.
Alguns outros lugares do estádio tinham acesso pela estação Artur Alvim (uma antes da estação Itaquera), meu lugar tinha acesso pela Itaquera mesmo. É uma caminhadinha até o estádio, mas nada demais. Há ainda a opção do Expresso Copa, um trem que sai da Luz e vai direto pra Itaquera, diz que faz o trajeto em 19 minutos. Observei o trem, que muitas vezes cruzava nosso caminho, e achei que estava bem mais cheio que o metrô.
Bom, sobre o estádio em si, realmente é majestoso, muito lindo, grandioso, modernérrimo, de fazer inveja a qualquer um. Por dentro é melhor ainda. Mármore branco, pastilhas pretas, cadeiras brancas novinhas, banheiro impecável, com descarga automática, TV, enfim, padrão FIFA (é o que falam).
Conheço alguns estádios fora do Brasil, Bombonera (na Argentina) e o Centenário (no Uruguai) não chegam nem aos pés. Camp Nou (do Barça) e o Santiago Bernabeu (do Real), esses sim estão bem no padrão Itaquerão.
Porém, como corintiana e conhecendo a torcida (sem querer generalizar, afinal, faço parte dela), tenho até dó do estádio. Não sei dizer até quando vai durar toda a beleza e as coisas impecáveis. O banheiro então, meu deus, não sei se aquelas TVs vão durar muito ali. Enfim, tenho dó e receio, porque acho que logo mais estará tudo depredado (espero de coração que não).
O público fica bem próximo ao campo, sem proteção nenhuma (como nos estádios de fora), mas com o Corinthians e aqui no Brasil, assim não vai dar certo. Uma pena. Mas, o estádio realmente superou minhas expectativas.
O entorno é um grande deserto. Não tem nada perto, parece fim do mundo mesmo (desculpem-me os que moram por ali, mas é a impressão que tive). A noite, quando saímos, a iluminação era péssima, pra não dizer inexistente. Tomara que isso se resolva logo.
A volta foi tranquila também. Pegamos obviamente o metrô bem mais cheio, mas também não vi nenhum problema. E olha que um cara com uma tatuagem da Mancha Verde na perna e um chaveiro do Palmeiras resolveu entrar no vagão, logicamente recebeu olhares tortos, mas graças a deus, não aconteceu nada além disso.



Se vamos estar prontos pra Copa? Sinceramente, acho que nunca estaremos. Infelizmente não estamos prontos pra muita coisa ainda.
Sobre o jogo, bom, era pra ter sido uma festa e tal, mas é Corinthians né, e sempre tem muita emoção, ou emoção nenhuma, sei lá. 
Corinthians 0 X 1 Figueirense.
É, só quem é sabe.

ps: jogo de meio de semana vai ser praticamente impossível pra mim, dado a distância e meio de se chegar até lá, e antes que me esqueça, vai ser preciso pensar num esquema muito do bem pensado pra dias de clássico, porque definitivamente não faço ideia de como 2 torcidas rivais irão fazer pra chegar/sair daquele lugar *medo*

quinta-feira, 15 de maio de 2014

meu curso de culinária foi pro brejo

O Senac me ligou pra cancelar meu curso. Alegaram que a reforma da cozinha não ficou pronta a tempo e não tinha nenhuma previsão de quando ficaria.
Mentira deslavada. Afinal, e o curso de gastronomia? Duvido que não tenha uma cozinha.
Provavelmente não atingiu a quantidade de alunos que esperavam.
Falta de consideração, na minha opinião, com quem se inscreveu, como eu.
Fiquei tão tristinha... estava contando os dias pra esse curso...

quarta-feira, 14 de maio de 2014

na garagem

Apesar da dieta e tudo mais, uma das coisas que mais amo fazer é comer. E nada melhor do que compartilhar experiências boas de lugares bacanas, com boa comida e preço justo.
É o caso da hamburgueria Na Garagem. Uma amiga minha trabalha lá e como eles estão concorrendo a um prêmio do Prazeres da Mesa, passou um link pra galera votar. Eu votei, mas fui lá conferir se é bom mesmo.
O lugar é literalmente uma garagem, bem apertadinha. Mas é tudo muito aconchegante e bacana. Um balcão dentro da garagem dá pra umas 5 pessoas, lá fora acho que mais uns 5 e ainda tem uns bancos do outro lado da calçada.


O hamburguer é mesmo bem artesanal, e só tem 2 opções de lanche: x-burguer e x-vegetariano. São 130 gramas de hamburguer, queijo, alface, tomate, cebola roxa e o toque especial fica por conta do molho da casa, feito a base de cenoura e mandioquinha. Simplesmente delicioso. O lanche é bem meu número, eu não curto carne muito grossa, nem alface ou tomate caindo pra fora do lanche, então achei bem na medida. Fica um gostinho de "quero mais". A cebola roxa também faz toda a diferença no sabor.
Experimentamos também a versão vegetariana, o "hamburguer" é feito a base de arroz integral, feijão preto, quiabo, coentro e cebolinha. Mas juro que o sabor do quiabo e do coentro (que eu achei que ia estragar), passaram imperceptíveis por mim e eu achei bem saboroso.


A porção de batata é individual, são rústicas com sal e alecrim triturados. Realmente muito, mas muito saborosas. Mais uma vez achei o meu número. Pro Ri, que tem apetite feroz, ele achou os lanches e a batata pequenos, mas aí vai depender da fome de cada um.


A casa ainda tem sucos orgânicos, eu experimentei o de uva branca (delicioso) e de uva roxa. Também tem a cerveja  Mula (da Cervejaria Nacional) e Heineken. 
O Na Garagem fica na rua Benjamin Egas, 301 (é uma rua bem escondidinha, esquina com a Pedroso de Moraes). Os preços, como falei, são bem justos. O "combo" x-burguer + batatinha + coca saiu por R$ 27,50. O vegetariano é um pouquinho mais caro, R$ 19,90.
Pra quem estiver de bobeira, querendo experimentar um bom e diferente hamburguer, vale super a pena.
Lá fecha cedo, às 22h e não abre de domingo. Fui numa terça, estava cheio, mas meu lanche ficou pronto em menos de 10 minutos. Mas, segundo minha amiga, sexta e sábado costuma ter espera. Mesmo assim, eu encararia.

crédito das imagens: gastrolândia

segunda-feira, 12 de maio de 2014

entre a cruz e a espada

De repente aparece uma nova proposta de trabalho que parece ser diferente de qualquer outra que você já teve. Parece que, finalmente, você pode ter uma vida mais leve. Parece que você não vai ter que aguentar tanta incompetência e egos inflados. Parece que você vai ter até horário pra sair, de verdade. E assim planejar uma vida pessoal com mais facilidade.
Parece que pode-se ter um plano de carreira. A empresa parece ser promissora. O desafio seria completamente novo. Pelo menos é o que parece. Você pode até ter uma participação nos lucros da empresa, de verdade e não a palhaçada que existe em agência.
E ah, o desafio agrada porque justamente não é em outra agência.
Porém, o salário é menor. E não é pouca coisa.
Aí você pensa: ah, tudo bem, uma coisa compensa a outra. Mas aí você olha sua fatura do cartão de crédito ou os boletos que chegam toda semana e se lembra que mal está dando pra dar conta de tudo ganhando mais, imagina ganhando menos.
Não está nada certo, por enquanto é só uma entrevista. Não sei se torço pra dar certo ou se torço pra dar errado. Porque se der certo, vou ficar muito na dúvida se aceito ou não, porque parece ser a vida que sempre quis.
Também não sei se torço pra todos esses "parece" apenas ser um "parece, mas não é bem assim". Não sei se é certo essa "auto sabotagem". Talvez eu devesse ter dito não logo de cara. Mas fiquei tão tentada. 
Aí o Ri, que é a voz da minha consciência, me alertou pro fato do dinheiro.
Fosse uns tempos atrás, nem pensaria. Mas nesse exato momento, qualquer um real tá fazendo toda a diferença.
Ai, seja o que deus quiser. Vamos ver o que dá. 
Tenho certeza que vou conseguir tomar a melhor decisão ou que vai acontecer o melhor.
Dedos cruzados.