segunda-feira, 30 de junho de 2014

rei leão, o musical

Semana passada fui assistir ao musical do Rei Leão no Teatro Renault. Já fazia um tempo que queria ir, mas só consegui agora. 
Sempre fui muito fã do filme, um dos meus favoritos quando criança, apesar de toda história triste que há no filme e tal. 
O resultado é que saí do teatro boquiaberta. O espetáculo é muito grandioso, nem sei direito quais palavras usar pra descrever a peça. Fiquei emocionada em diversas cenas e me surpreendi do começo ao fim. Dá pra dizer que o musical me surpreendeu tanto quanto como se eu estivesse vendo o desenho pela primeira vez. Só que melhor, porque ali, tão pertinho, eu quase me sentia parte daquilo.
A montagem, criação, canções, maquiagem, interpretação, figurino, palco, nossa, nem sei mencionar o que de fato gostei mais.
São 2 horas e meia de espetáculo, mas sinceramente, pra mim poderia ter sido muito mais. Sensacional é pouco!




Saí de lá com uma vontade imensa de conhecer a África, seu povo, sua cultura, sua natureza. Nossa, com certeza um lugar que vai entrar pra minha listinha de lugares a conhecer nessa vida.

O Rei Leão
Teatro Renault
Av. Brig. Luis Antônio, 411
Os preços variam de R$ 50 a R$ 220

imagens: google images

sexta-feira, 6 de junho de 2014

e quem disse que seria fácil?

Há exatamente um ano atrás, perdi o emprego, minha cachorra foi diagnosticada com câncer e morreu duas semanas depois. Levou 2 meses pra eu conseguir me recolocar no mercado e muitas coisas passaram pela minha cabeça, junto com um monte de acontecimentos terríveis que fizeram de 2013 um ano pra ser esquecido.
E eis que agora o cenário se repete, porém com o Ri. Assim como eu, ele rodou num corte, primeira demissão.
A sensação é péssima. Parece que nada do que você fez, tudo pelo que você se esforçou valeu a pena. E não valeu mesmo. Porque pra empresa, você sempre será um número. Sempre. Pro seu chefe você pode até ser uma pessoa, ele pode até gostar de você (ou não), pode até lutar e brigar por você (ou não), mas quando a empresa decide eliminar o número, tchau e bença.
Eu fico chateada porque Ri é um cara super dedicado, que se esforça pra fazer sempre o melhor, que gosta do que faz, enfim, mas isso não serve pra nada. E ele ficou bem pra baixo. Ainda mais porque temos viagem programada e praticamente paga pra daqui a 2 meses e meio mais ou menos.
Mas, deixa estar. Tenho um pressentimento de que mais uma vez o melhor está por vir. Não pode ser por acaso. Se não rolar antes da viagem, dane-se, que role depois. Até lá a gente se vira. 
O duro é tentar passar pra ele um pouco de tranquilidade pra que ele não se sinta pra baixo, estando em casa. Eu sigo incentivando, todo dia. Como se fosse um mantra, repito várias e várias vezes pra ele, até que uma hora acho que vou conseguir convencê-lo. O melhor está por vir.
Tem que estar. Ele merece.
Vamos ver o que esse 2014 reservou pra gente. Preciso acreditar que surpresas boas virão. O pensamento atrai.
Oxalá!

quinta-feira, 5 de junho de 2014

maleficent
















Porque eu gosto mesmo é das vilãs.

Adoro contos de fada. Sempre gostei. E não porque tinha a mocinha que era salva pelo mocinho, que sempre era um rapaz lindo e perfeito que mais me lembrava uma bichola louca e que obviamente não existe na vida real. Mas, porque eu gostava mesmo era das bruxas, das vilãs.

Me inquietava o fato de elas serem más, apenas. Essa coisa do bem que sempre vence o mal e tal, assim simples. Até porque na vida, não é bem assim.

Tal qual não vem príncipe nenhum num cavalo branco te salvar, nem sempre o bem vence assim o mal.

E eu não aceitava e não entendia uma pessoa ser má, assim, sem motivo. Tinha certeza que alguma coisa estava ali por trás e tinha com certeza provocado algo lá dentro daquela pessoa pra que ela escolhesse o tal caminho do mal.
Enfim, também não quero me prolongar muito sobre esse tema, mas o fato é que vilões, bruxas e o povo do mal me interessa muito mais que as mocinhas chatas.
E desde que soube que Malévola viraria filme, numa versão bem mais interessante do que aquela que ouço desde sempre e que ainda seria interpretada por Angelina Jolie, sabia que era um filme que tinha que ver.
Amei.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Rita Lee mora ao lado

Minha mãe é muito fã da Rita Lee e eu queria levá-la pra ver o musical que está em cartaz, baseado em um livro que leva o mesmo nome (Rita Lee Mora ao Lado - Uma Biografia Alucinada da Rainha do Rock), de Henrique Bartsch.
Cresci em meio aos discos de vinil de mamis, que ia de Mutantes, a Secos & Molhados, Caetano, Elis, Geraldo Vandré, Raul Seixas, Titãs, Legião, e lógico, Rita Lee. Mas, confesso que, apesar de conhecer as músicas da Rita e achá-la uma figura ímpar, não me achava fã e nem sabia nada da vida dela.
Pois bem. A peça me surpreendeu e muito. Rita Lee é vivida por Mel Lisboa, que por sinal foi outra ótima surpresa. Não só pela caracterização que em muitos momentos me causou várias ilusões de ótica ao ponto de não saber quem realmente estava ali no palco, mas porque ela interpreta muito bem todos os trejeitos da Rita, e vejam só, ela canta!
Não quero estragar as surpresas dos bons momentos da peça, mas alguns pontos eu preciso destacar. Mel Lisboa é um deles. Sério, é inacreditável a semelhança.


À medida que a história vai sendo contada e a maneira que vai sendo construída, conseguiu prender minha atenção o tempo todo. Vale boas risadas, tem lá sua veia cômica, mas tem também momentos muito emocionantes, principalmente com as passagens que contam um pouco sobre a terrível época da censura e ditadura, as prisões de Caetano e Gil (muito bem interpretados e caracterizados também por Antonio Vanfill e Samuel de Assis).
E assim segue contando toda sua trajetória musical e pessoal, com canções ótimas, de fazer você ter vontade de levantar da cadeira e sair cantando e dançando.





Outro ponto que merece muito destaque é Ney Matogrosso interpretado por Fabiano Augusto (o mocinho da Casas Bahia!!!!). Ele foi ótimo, cantou e interpretou maravilhosamente bem. Tá aí outra boa surpresa da noite.


Outra interpretação que não pode passar em branco é da Débora Reis. Quando ela entrou no palco caracterizada de Hebe, me levou às lágrimas. Era como se a própria Hebe estivesse ali, ao vivo e a cores, com toda aquela sua alegria e simpatia, tão em falta nos dias de hoje. 
Me fez pensar na falta de qualidade dos programas, apresentadores e músicos de hoje.
Quanta poesia, verdade e loucura havia nas letras daquela época. Mas, é como diz na peça e no trecho de uma música da Rita, ah, são coisas da vida...


Enfim, não quero falar muito pra não ser deselegante e entregar todos os bons momentos da peça. Só posso dizer que em 2 horas e meia de espetáculo (que passou sem que eu percebesse), me vi mais fã da Rita do que achava que era. E obviamente acho que vale super a pena ir lá ver essa história.

Rita Lee Mora ao Lado: Teatro das Artes (Shopping Eldorado)
sessões aos sábados (21h) e aos domingos (19h)
Os ingressos vão de R$ 60 a R$ 100



E pra finalizar, fecho esse post com uma das canções que mais gosto da época em que Rita ainda era dos Mutantes. Linda, diva!