sexta-feira, 14 de novembro de 2014

trilha

Todo mundo tem uma música especial pra cada momento da vida. A música é universal e tem o dom de te botar pra cima, pra baixo, pra pensar, pra te fazer companhia, mas o que mais me encanta na música em geral é seu poder de te fazer viajar.
E como viajar é algo que, digamos assim, é prioridade na minha vida, a música vem logo na sequência.
Nessa viagem que fizemos nas férias passadas (que foi há 2 meses e que às vezes parece que foi ontem), 3 músicas me marcaram muito. Primeiro porque elas estavam tocando simplesmente em todos os lugares por quais passamos, em todos os lugares que entramos, em todas as emissoras de rádio de lá que escutamos, enfim, grudou na minha cabeça.
Depois porque prestando atenção nas letras, me identifiquei super. A música falou comigo, sabe?
E o mais legal de tudo isso é que quando ouço alguma delas, seja no carro ou em algum outro lugar, imediatamente consigo me transportar pra algum dos lugares que passei. E que sensação boa, lembrar de tudo aquilo, de cada emoção que sentia ao conhecer um lugar novo...
A música funciona assim comigo... é incrível!
E mesmo nenhuma delas sendo assim meu estilo de música predileta, acabei me apaixonando por todas elas, de maneiras diferentes. Cada melodia, som, tom, letra e voz.
Chega de falar e bora ouvir, né? A música fala por si só.






terça-feira, 4 de novembro de 2014

mais babaquices

Saiu uma estagiária aqui da agência. E meu fodástico VP está procurando outra pessoa pra substituí-la. E, pro meu azar, o fodão senta bem atrás de mim, então, escuto tudo o que ele fala.
E ele tão, mas tão maluco e bizarro, que é ele quem escolhe e entrevista as pessoas (normalmente um VP não se dá a esse trabalho porque né, tem diretor abaixo pra isso). Aliás, ele faz muitas coisas que não cabem a ele, mas aí não sei se é incompetência, insegurança ou só babaquice mesmo.
Bom, eu nem lembro se comentei aqui quando ele entrevistou uma amiga minha e disse que ela não podia engravidar porque aqui não tínhamos tempo pra isso. Só registrando de novo.
O fato é que ele estava ao telefone com a candidata ao estágio e dizia assim:
- podemos falar pelo Skype? Porque eu quero ver sua carinha e tô sem tempo... (jesus!!!! se ouço uma coisa dessa eu até desisto da vaga) aí a gente já matava isso sabe... então, como é que é, você tá mesmo afim? (não, eu tô me candidatando porque eu sou idiota, tô com tempo livre e queria conhecer sua carinha também) Porque olha, aqui o trabalho é sério (oi? tem algum lugar que o trabalho é brincadeira? acho que nem no circo né?). Eu não sei, não tô sentido garra na sua voz... porque se estiver sem vontade aqui não é o seu lugar... (sensitivo e vidente)
Aí eu fico pensando, que tipo de pessoa fala e faz isso? Uma pessoa babaca, certo?
Detalhe: ele só contrata merda. Por um milagre do céu, não foi ele que me contratou, apesar de eu ter tido que falar com ele, a pressa dele era tão grande e a necessidade ainda maior, que por falta de opção ele acabou me aceitando.
Mas, desde que estou aqui (1 ano e 3 meses), ele já contratou tanta merda, mas tanta merda mesmo (que já nem estão mais aqui), que não sei como ainda não percebeu como é ruim nisso.
Ah, já sei, é porque é  muito babaca pra isso.
Puta que pariu...

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

doce novembro

Mais um ano que se foi. Dando um tempo nos posts sobre as férias, cá estou eu, de novo, falando de trabalho. Com uma notícia triste: peguei asco da minha profissão, nojo dos publicitários (em maneira geral, salvo raríssimas exceções) e ódio do meu trabalho.
Acredito que a situação seja irreversível, pois acabo de constatar que tem muita gente babaca nesse mercado. E os babacas (a maioria deles) estão bem no poder. Ou seja, aquela máxima de "os incomodados que se mudem" é o que vale pra mim.
Infelizmente como não tá tão fácil assim simplesmente jogar tudo pro alto, tocar um foda-se e vender coco na praia, cá estou eu sendo infeliz profissionalmente por opção (ou falta de).
Quando voltei de férias, estava em um novo grupo na agência. Um grupo melhor, dos principais clientes, com uma chefe um milhão de vezes melhor. Até ia fazer um post todo fofo falando do quanto parecia que minha vida estava melhor e tal. Mas aí né, o tempo trata de mostrar que realmente é tudo a mesma bosta.
Na terceira semana, estávamos fazendo a zilhonésima revisão de um plano de merda, pra uma cliente mais burra que uma pedra, e questionei meu super fodástico VP (ele acha que é tudo isso, mas pra mim é só mais um babaca de marca maior), falei que não tava certo fazer mil alterações sem sentido pra uma pessoa que cada hora queria uma coisa, sem critério, sem objetivo.
O que eu ganhei? uma caneta jogada na minha cara e um cala a boca, nós vamos lamber o cu dela e fazer tudo o que ela quiser sem questionar e sem reclamar. Atitude super digna de um VP inteligente.
Aí após virar 3 madrugadas seguidas, do tipo dormir 3 horas por noite, ainda fui obrigada a ouvir a seguinte conversa mole:
- olha se você não está afim, pode sair. Acho que você não está preparada pra essa agência e nem pra esse tipo de cliente...
pacientemente respondi:
- olha, eu já trabalhei pra cliente muito maior e muito menor também, mas pra cliente que não sabe o que quer, realmente não... eu só acho que ao invés de dizer amém, o certo seria explicar, argumentar...
- não! nós vamos fazer tudo o que ela quiser, sem questionar, porque ela é sobrinha do dono e mulher do diretor financeiro... então, eu não vou admitir reclamação.Vai refazer quantas vezes foram necessárias e pronto!
Depois dessa frase ele disse mais mil e uma groselhas, absurdos, merda, blá blá blá. Dei um "mute" mental e fiquei olhando pra ele, com cara de paisagem, como se estivesse mesmo prestando atenção.
No fim eu sei que ele perguntou se eu tinha alguma coisa pra falar e eu só disse que não.
Tá aí uma pessoa que tem zero da minha admiração, zero do meu respeito, zero de tudo o que posso ter por ele. É tanta babaquice no mesmo ser humano que eu sinto até dó.
Esse é o tipo de líder que temos no mercado publicitário. Acredite, a maioria é assim, infelizmente. Assim ou pior. A "sorte" é que minha diretora da vez concorda comigo e até discutiu com ele sobre isso, mas sabe, não vale a pena. 
Já dizia uma frase que li e agora não me lembro onde, nem de quem é, mas burro é aquele que prefere manter sua ignorância a aceitar uma opinião alheia. Refletir sobre ela, ponderar e se for melhor, por que não mudar?
Enfim, que novembro seja doce e que passe ligeiro. Porque a mim só resta mesmo esperar pelas "férias coletivas" (se é que vai ter isso) pra poder passar mais um tempinho longe dessa nojeira.