quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

o exercício da mente vazia

Tô pra escrever faz tempo sobre isso, mas a recorrente falta de tempo não havia me permitido. Pois bem, toda terça tem massagem na agência, daquelas tipo quick, então é bem rapidinho mesmo, coisa de 15 minutos.
Aí toda vez eu tento, com todo esforço do mundo, relaxar de verdade. Deixar pra fora da salinha todos os problemas, perrengues, dor de cabeça, preocupações, pendências. Só que eu simplesmente não consigo desligar. 
Minha cabeça não para. Eu tento me concentrar nos movimentos da massagem, na frequência, na intensidade, na respiração. Não funciona. Tento me concentrar na musiquinha que toca, na que imita cachoeira, na que imita passarinho.  Não funciona também.
Eu começo a pensar nas pendências do trabalho, em como posso melhorar meu plano de mídia, que eu tenho que agendar aquela conta, passar no mercado, lavar o cabelo, preparar a salada, separar a roupa da academia.
Aí eu paro mentalmente e tento apagar tudo. Não funciona. Funciona nos 3 primeiros segundos e depois eu já tô pensando que preciso marcar médico, marcar exame, imprimir uns documentos.  É um verdadeiro inferno. Eu penso até em como escrever esse post sobre minhas tentativas falhas de tentar esvaziar a mente.
Pra mim, impossível. Acho que nunca consegui ficar realmente sem pensar em nada. Alguém já alcançou essa glória? Penso que deve ser uma maravilha ter uma mente vazia, um completo blackout, sem problemas, pendências, nada, nada, nada.
Bom, toda terça eu tento o mesmo exercício. Até o momento, sem sucesso. Se conseguir, corro aqui pra contar a novidade. Pra mim vai ser como se eu tivesse ganhado na loteria.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

it´s not fair

Não que eu leve essa coisa de zodíaco muito a sério, mas se tem uma coisa que bate muito com relação ao meu signo é meu senso de justiça. Não suporto ver/presenciar/ouvir injustiças. Pra mim, por exemplo, justiça divina não rola. Aqui se faz, aqui se paga, olho por olho, dente por dente é mais a minha cara.
Mas, como pra se viver bem e em harmonia (sem grandes problemas judiciais hehe), às vezes tenho que engolir as injustiças que vejo. E pra mim, particularmente, é uma tarefa bem, mas BEM árdua. Eu simplesmente não consigo digerir a história e aquilo fica me remoendo, remoendo, remoendo. Eu praticamente não sossego enquanto não vejo a justiça sendo feita.
Só que nem sempre ela vem ou demora demais pra vir. Eu não esqueço, pelo contrário, vibro, mesmo que ela tarde a chegar, o importante é que chegue.
De qualquer maneira, Ri, que é um ser humano muito mais evoluído do que eu (e agradeço a Deus todos os dias por ter colocado alguém assim pra dividir a vida comigo) sempre me dá o mesmo conselho: isso não é problema seu!
Simples, puro, direto, curto e grosso. E não é mesmo, eu sei que não é, mas é mais forte do que eu. Na última “filosofada” que tivemos (é assim que ele chama as conversas “sérias” que temos), ele falou por horas sobre como isso é um veneno que só eu tenho a cura, porque as injustiças existem, sempre existiram e sempre vão existir. E eu não posso sofrer tanto toda vez que vejo uma.
Porque né, praticamente eu sofro o dia inteiro, todos os dias. E isso só me faz mal, realmente. Porque às vezes, nem quem está sendo injustiçado se incomoda tanto quanto eu. Sim, é nesse momento que eu fico mais puta e mais incomodada, mais amargurada e tal. Mas, Ri tem razão, isso não é problema meu.

Pro que estiver ao meu alcance, pra mudar, impedir ou consertar uma injustiça, beleza, vamos lá. Mas toda injustiça do mundo é  peso demais pros meus estreitos ombros.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Costa da Califa

Este é o último post sobre as minhas férias do ano passado: a costa da Califórnia! Como contei no post de São Francisco, acabou que tivemos que fazer o roteiro em 1 dia e meio ao invés de 2 e meio, então foi meio corrido.
Alugamos um carro grande no aeroporto de São Francisco mesmo, com GPS em português e tudo, mas ficou o olho da cara, recomendo alugar o carro por aqui mesmo, acho que deve sair muito mais em conta, além de você poder parcelar o valor final.


Bom, seguimos pela Highway 1 sentido Santa Bárbara e nossa primeira parada foi em Halfmoon Bay (a 50 km de onde partimos). A paisagem é deslumbrante, passamos por várias plantações de abóboras, daquelas bem típicas de Halloween (não deu tempo de tirar foto para minha eterna tristeza). 
De lá seguimos para Monterey, outra cidadezinha linda, porém com praia. Linda, linda, linda. Paramos o carro num estacionamento pago, dizem que lá é meio perigoso parar na rua. Ao longo dessa viagem, fizemos diversas paradas, algumas programas e outras porque achamos que valia a pena. Carmel foi a próxima parada e já estava programada. A paisagem de toda a costa é de babar. Carmel é tipo a Riviera da Califa, mas vale super a pena, é toda charmosinha.



Seguindo viagem, percorremos toda a extensão do que eles chamam de Big Sur, são praias e praias ao longo da costa. Todas lindas e deslumbrantes. Por várias vezes, olhando aquela imensidão azul, eu só conseguia agradecer a Deus por me permitir vivenciar aquilo. É uma dádiva mesmo. 


Após uns 300 km percorridos, paramos em San Luis Obispo e procuramos um hotelzinho pra ficarmos. Desses de beira de estrada, estilo Psicose (hehe), mas onde fomos super bem tratados e pagamos bem baratinho. Foi só mesmo pra passar a noite e tomar o café da manhã. Saímos super cedo de lá, só deu tempo de jantarmos e tomarmos um sorvete na cidade.
Depois fomos direto pra Santa Bárbara, onde desviamos  o caminho pra fazer uma degustação de vinhos. A costa da Califa tem inúmeras vinícolas pra todos os gostos e bolsos. Escolhemos a Kalyra Winery, paga-se USD 10 e pode-se provar até 5 vinhos pré determinados. Valeu super a pena, fora a paisagem que sempre é um espetáculo a parte.


De lá fomos até a Solvang, conhecida como a Dinamarca californiana. Uma graça, um charme. Almoçamos num restaurante ótimo, não lembro o nome do prato, mas comi uma salada com queijo e nozes simplesmente divina!!!


Não deu muito mais tempo de fazer outras coisas, então seguimos rumo a Los Angeles, pois nosso vôo seria naquela noite. De São Francisco até lá são uns 800km, por isso é recomendável dormir em algum lugar, fazer uma pausa.
E passamos pela clássica Malibu, paisagem linda pra variar.


E estes foram meus últimos dias pela Califa. Sensacional essa viagem, super recomendo!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

se eu ficar

Daí que eu não vou ser estraga prazer de contar o filme (livro) por aqui, mas vi esse filme no domingo e bateu um desesperozinho. De como não temos o menor controle sobre absolutamente nada.
De como sua vida é agora e que em um instante, tudo pode mudar.
A gente acha que tem o controle, planeja cada passo com todo carinho e zelo desse mundo, e de repente, acontece algo que muda tudo.
Por isso que eu nem me preocupo muito com coisas que não dependem somente de mim. É tanta coisa acontecendo que não dá pra ficar maluca o tempo todo querendo controlar tudo e todos. É perda de tempo, de saúde.
Mas, que dá um certo pânico pensar assim, dá. Acho que é por isso mesmo que a gente se engana, achando que estamos mesmo no controle.
E não ter o controle também pode ser bom. Afinal, é como o conselho da mãe da personagem principal que diz o seguinte: "a vida é uma grande, uma gigantesca confusão. Mas, essa é também a beleza dela."