terça-feira, 31 de março de 2015

parece até mentira (pré 1º de abril!)

Sexta foi o último dia da minha diretora. E ela repetiu um gesto de um querido em sua despedida há um tempo atrás: me mandou  um email cheio de carinho que dizia assim...

Ju, 

Você é uma linda...competente, centrada e muito companheira, foi especialmente excepcional ter você comigo. Conhecia uma Juliana e essa Juliana me surpreendeu. Você teve garra e determinação, arregaçou as mangas e assumiu a sua função no nosso grupo. 
Sem dúvidas nenhuma, que quando eu assumir novamente uma equipe, vou querer ter você ao meu lado. Enquanto isso, vai treinando em Flora a postura mais gerencial. (rsrs) 
#orgulhodevocê 
MUITO OBRIGADA POR TUDO! 
bjo, Dé


São esses pequenos gestos que fazem {ainda} valer a pena toda essa loucura. Os pequenos sinais de que pra quem realmente importa, eu esteja fazendo a coisa certa.

segunda-feira, 23 de março de 2015

pequena sessão de nostalgia

Sexta fui fazer uma entrevista num lugar onde fui muito feliz, minha maior escola profissional. Bateu uma nostalgia gostosa olhar pra tudo aquilo, pisar lá de novo, entrar pela mesma porta depois 4 anos...
Tô torcendo pra dar certo, de fato seria muito bom voltar, principalmente por ter pessoas do bem e por ser bem pertinho de casa.
Enfim... bateu uma saudade boa daquilo tudo ali...
Enquanto isso, sigo aqui, de dedos cruzados.

domingo, 22 de março de 2015

sil, sil, sil!!!!!


Coisa chata é essa tal de política. O Brasil está passando por mais uma "pior fase". Mais uma porque já teve várias, mas a memória do povo é curta e não se lembra do que aconteceu na semana passada. Prova disso é ver quem ainda continua no governo, quem ainda está solto por aí roubando ainda mais.
O fato é que nós, os brasileiros, sempre damos um jeitinho pra tudo. Ninguém quer se indispor, sempre tem alguém que vai fazer por mim. E assim vamos levando, afinal, temos a cerveja, o churrasco e o futebol  no fim de semana.
Mas, agora (depois de um tempo), a coisa ficou "séria" mesmo. O atual governo, do qual um dia fui muito simpatizante, fez o favor de acabar com a raça do Brasil, a imagem do país lá fora tá uma piada, o risco confiança é enorme, os investidores estão fugindo, a moeda desvalorizando, a inflação aumentando, o desemprego batendo à porta, o negócio tá bem caótico.
Eu cresci numa família classe média baixa, graças a deus nunca faltou nada, mas a situação também era tensa. Vivíamos com o salário do meu avô, que era metalúrgico, e com o da minha mãe, que era publicitária e até então, profissão bem instável.
Então eu via no Lula e no PT a salvação pra todos os problemas. Na primeira eleição que pude votar, votei no Lula sim. E acredito que naquela época foi bom pro Brasil, tivemos avanços, pequenas mudanças, notáveis inclusive.
Não tem como negar que as classes sociais mudaram de configuração e tiveram novas possibilidades. Enfim, o problema é tudo que veio com isso. Hoje, dá vergonha de ver o que fizeram com o país, com o povo e com a imagem do país lá fora.
O verbo certo é fuderam o Brasil.
De novo né?
E não tô falando de PT porque calhanice, sacanagem, bandidagem é coisa de pessoas e não de partidos. Tem esses tipos transitando em todos eles. Aliás, não sei por que ainda não jogaram uma bomba no Senado... Acabava com boa parte do problema.
Por outro lado, tenho dúvidas sobre essas manifestações, panelaços e etc que vem rolando. O que de fato muda? Muda mesmo?
Porque há mais de décadas ouço algumas músicas que falam de coisas tão atuais. Ou seja, que ilusão é essa que a gente tem que um dia as coisas realmente serão diferentes?
É Brasil, quero ver quem paga pra gente ficar assim...

sexta-feira, 20 de março de 2015

quase passou em branco

Em fevereiro fez 1 ano que fiz minha redução de mama.Um ano!!!!! O que repito sempre é que é uma coisa que faria de novo quantas vezes fossem necessárias. Sou outra pessoa depois dessa cirurgia. Meu guarda roupa mudou, não preciso mais me esconder em roupas largas, não preciso ficar corcunda nas fotos pra não parecer redonda, posso usar roupa sem sutiã, frente única, pular, correr, bíquini sem alça, tomara que caia, nossa, são tantas vantagens que eu nem sei dizer.
Só sei que todo dia e toda hora que me vejo nua em algum espelho, ou quando coloco uma roupa que ainda inconscientemente acho que não vai servir e serve, me sinto tão, mas tão feliz e realizada que não paga o quanto gastei na cirurgia.
Melhor gasto (investimento, vai) da vida, com certeza.
Fiquei mais feliz, mais segura, mais bonita, mais tudo.
E não podia deixar de registrar o quanto isso mudou minha vida, mesmo. 

quinta-feira, 19 de março de 2015

{des}encontros da vida

Depois que expliquei mais ou menos como eu me relaciono com o mundo (mais ou menos porque sempre é complexo), achei que cabia registrar aqui o encontro que tive com meu pai.
Meu pai é um cara bem parecido comigo fisicamente. Eu me lembro pouco dele como pessoa, como exemplo, como qualquer coisa. Depois que ele e minha mãe se separaram, passei os finais de semana com ele por um tempo, até que nasceu meu primeiro irmão.
Depois ele e a família se mudaram e eu só tive notícias um tempão depois, quando já tinha nascido meu segundo irmão e quiçá até o terceiro (só que com outra mulher).
Aí um belo dia, depois de um pouco de insistência, topei ir na casa dele conhecer a nova família (e os dois novos filhos). Reconheci a mulher dele, que era funcionária dele enquanto ele ainda era casado com a segunda esposa.
Aí eles se mudaram e sumiram por um tempo. Alguns anos depois, ele me achou e pediu pra visitar sua mãe que estava doente, em Minas. Como eu mantive contato (virtual) com uma prima da parte dele, topei em nome dos velhos tempos. E fui com o Ri pra Minas, revi minha avó (acho que tinha  mais de 20 anos que não a via) e ficamos reunidos, meu pai, meus quatro irmãos e eu.
De todos os irmãos, acabei me identificando com o 3º. Ele é inteligente, esperto, educado, enfim, me identifiquei (modesta!). E a gente realmente se fala mais (ainda que virtualmente porque ele foi morar na Califórnia e no Brasil mora em Salvador).
E sempre que ele tá em São Paulo fica na casa do nosso pai e tenta encontrar comigo. Eu sempre topo, mas nunca estendo o convite ao nosso pai.
Não que eu tenha raiva dele, na verdade eu sou bem indiferente com relação a ele. Nesse caso, no caso dele, eu sou bem indiferente. Não gosto e nem desgosto, é como se um fosse alguém que conheci no trabalho.
Culpa dele? Não sei. Acho que ele nunca fez sua parte como pai, pelo menos não comigo. Os meus outros irmãos - todos - o adoram e tem um convívio bem próximo com ele. Mas, comigo não rolou. Um dia isso até foi um problema, mas faz tempo que passou a ser qualquer coisa sem importância. De verdade.
Aí que meu irmão chegou dos Estados Unidos e estava por aqui, quis me ver e dessa vez, chamei ele e nosso pai pra comer uma pizza em casa.
Matheus (meu irmão) e eu dividimos uma garrafa de vinho cabernet franc, enquanto meu pai bebeu uma sozinha de tannat. Comemos a pizza, tomamos um sorvete e conversamos como se conversa com um conhecido e tal, sem tanta intimidade.
E percebi que sim, talvez a gente tenha muito mais em comum do que eu imagine. E sim, talvez a gente pudesse ter se dado muito bem e ter tido um puta relacionamento bacana. Mas, quis a vida, o destino ou qualquer outra coisa que não fosse assim.
Ainda dá tempo? Até dá, mas não faço questão. Como eu disse no outro post, vivo muito bem assim, então tá bom. Se rolar um próximo encontrinho, ótimo, se não rolar, ótimo também. Tanto faz.
É por essas e outras que me acham fria. Mas, a verdade não é bem essa. Só achei que valia registrar porque realmente foi bem agradável.
Não sinto que tenho pendências, rancor, mágoas, nada. Pra mim já foi o que tinha que ser. Talvez pra ele seja pior, porque ele tem que conviver com o que sobrou pra ele de mim. Paciência. A gente colhe aquilo que a gente planta, né?
Ainda bem.

terça-feira, 17 de março de 2015

como me relaciono

Acho que até um pouco por culpa da minha criação, muitos me acham {e confesso que também me acho} fria. Mas, não fria no sentido de não ter nenhum sentimento, apenas não sou aquela pessoa que demonstra com tanta facilidade.
Minha mãe, não que fosse ausente, mas trabalhava muito e o pouco tempo que tinha comigo não era pra me mimar ou fazer coisas de menininha ou de mãe e filha e tal. A vida foi um pouco dura conosco, então ela ralava muito, eu ajudava no pouco que dava e a gente se curtia da maneira que restava.
Ela também quis me criar um tanto "independente", não tão presa a relacionamentos e tal. Muito talvez porque ela mesma não tinha dado certo em nenhum relacionamento (até hoje, aliás).
Meus pais se separaram quando eu tinha, sei lá, uns 2 anos no máximo. Então, não tenho lembrança da minha infância com uma família feliz com suas imperfeições e tal. E meu relacionamento com meu pai nunca foi lá essas coisas. A começar por ele nunca ter ajudado na minha criação em termos financeiros e nem em qualquer outro termo. Ele nunca ajudou em nada mesmo.
Depois de um tempo, sumiu. Aí ele teve mais 4 filhos por aí, que eu só conheci depois, ou seja, zero de relacionamento. Meu tio era separado da primeira mulher, depois separou da outra, os primos foram morar em outro estado, e mais uma vez, zero de relacionamento.
Então eu não tenho essa coisa de família, esse negócio de carinho, mimimi e tal. E na verdade, um pouco pela criação e histórico familiar, mas um pouco também pela minha personalidade, acho um saco.
E aí as pessoas me acham fria. Mas, não é assim. Eu tenho sentimento, mas não tenho frescura, essa coisa de ternura, mimo, agradinho, carinho. Eu demonstro meu sentimento de maneiras diferentes. E vivo muito bem assim. Só que a maioria das pessoas não entende.
O Ri mesmo, coitado, ele não entende. Me atura, me aceita, mas não entende. Eu consigo amar alguém e viver longe. Sinto falta? Às vezes, às vezes não. Às vezes um telefonema resolve, um sms, qualquer sinal de fogo. Eu não preciso do contato físico pra ser feliz, pra me sentir amada ou dar meu amor.
Mas, sim, eu amo. De uma maneira peculiar, que seja, mas é minha maneira. Estou e sou super bem resolvida com meu jeito de ser. Sou feliz assim, nessa tal frieza minha.
Eu não me considero fria, eu me considero prática. Acabou um namoro, acabou. Tem que se separar, separa. Precisa se despedir de alguém, despeça. O sentimento não vai morrer por causa disso. Mesmo dos amores que acabam, pra mim não acabam, se transformam em outra coisa, memória, lembrança, que seja.
E eu lido muito bem com tudo isso aqui dentro. Eu não preciso gritar pra todo mundo o que sinto, por isso não cobro nada de ninguém. Isso não significa frieza na minha opinião. Mas, acho que é porque eu tô acostumada comigo mesma. 
E tudo isso pra poder escrever sobre um encontro inusitado que aconteceu recentemente na minha vida e que vale registrar por aqui.
Comigo é assim, sem frescura e sem mimimi.


sexta-feira, 13 de março de 2015

reconhecimento numa sexta-feira 13

Faz um tempo que não venho aqui reclamar do meu trabalho. O motivo é que desde que voltei das férias do ano passado, em setembro, mudei de grupo na agência e passei a atender os dois principais clientes, além de finalmente trabalhar com uma pessoa decente acima de mim.
E desde então, mesmo com a loucura do dia a dia, as coisas ficaram mais tolerantes e flexíveis. Acontecia uma troca de experiências, uma divisão de tarefas, um aprendizado, um companheirismo. Finalmente era um trabalho em equipe de verdade.
Só que tudo que é bom dura pouco. E agora, essa pessoa vai sair da agência. E então, hoje, veio uma conversa muito bacana, que foi muito, muito reconfortante pra mim. Depois de quase 2 anos na agência, finalmente alguém reconheceu minha capacidade e competência profissional.
E inclusive me foi lançado um novo desafio: ela vai brigar por mim lá dentro pra que eu possa ter uma nova visibilidade, ainda que no mesmo cargo, mas que possa ser a oportunidade pra coisas maiores na minha vida profissional.
Lógico que, tanto ela quanto eu sabemos (e não é de hoje) que pra isso eu preciso mudar minha postura. Preciso começar a criar aquele tal estômago (que eu não tenho) pra aturar certas atitudes e pessoas. Fazer tudo aquilo que eu morro de preguiça como social, cara de paisagem pra certas coisas que me enojam, um pouco de "puxa saquismo" (que eu abomino) e otras cositas más.
Dificílimo pra mim, confesso. Mas, de tudo, fica a minha satisfação de finalmente alguém ter me enxergado e ter me reconhecido como aquilo que eu já sabia que era, mas que graças a algumas pessoas do mal, às vezes me colocava em dúvida.
Enfim, não sei o que será daqui pra frente e tenho quase certeza de que as perspectivas não serão boas, graças ao atual momento da agência, da atual gestão e a saída dessa pessoa. 
Mas, seja como for, agora tenho a sensação de dever cumprido.
Muito bom isso.

sexta-feira, 6 de março de 2015

e começa tudo de novo

Hoje de manhã, no mesmo caminho esquizofrênico e parado de sempre para o trabalho, vi duas moradoras de ruas dançando sem música, rindo, fumando seus cigarros.
Pensei na hora: caramba, elas não tem nada e estão assim, tão felizes... como?
E então lembrei que pra ser feliz não é preciso muito mesmo. Afinal, já aprendemos - a essa altura da vida, que felicidade não é um estado permanente de espírito e sim momentâneo. Bem momentâneo, diga-se de passagem. E normalmente vem e vai tão rápido que nem dá muito tempo de saber o que de fato provocou. Raramente é algo de valor alto.
Eu mesma só me lembro de momentos felizes resultantes de coisas muito simples como poder dormir até mais tarde numa segunda chuvosa de rodízio, receber um afago das minhas cachorras inesperadamente, ver um filme que há tempo não passava e que de repente faz todo sentido naquele momento, chegar em casa e ter uma jantinha toda especial me esperando, ter reconhecimento por algum trabalho que fiz, ver fotos antigas, encontrar com os amigos, encher a casa de gente, receber uma ligação inesperada, trocar de emprego, meu casamento, minhas promoções...
Claro que também tem aqueles momentos felizes que o dinheiro proporciona como poder comprar aquele vestido que você namora há meses, melhor ainda quando você consegue pagar a metade do preço (aí é o dobro de felicidade!), conhecer lugares incríveis ao redor do mundo, comer bem...
Mas, no fundo, tirando esses prazeres que vem com uma etiqueta de preço, as outras coisas que não custam nada também podem trazer muita felicidade. Rápida, momentânea, como essa que pegou as meninas de rua hoje cedo.
Que bom que pra ser feliz não se paga nada. 
Ainda.
E que venha março, e que me traga trinta e uma novas chances de recomeçar tudo de novo em busca de mais "drops" momentâneos de felicidade.