segunda-feira, 18 de maio de 2015

enquanto isso

A vida que segue.
Segue no compasso do desespero, com os dias cada vez mais longos, as noites cada vez mais curtas, mas na velocidade da luz. O ponteiro do relógio teima em correr bem rápido, apontando cada vez mais pra uma direção bem obscura.
Mês que vem completa um ano, exatamente 365 dias que o Ri perdeu o emprego. Logo ele que é a pessoa mais dedicada e comprometida que conheço, mais apaixonada pelo que faz, um ano em casa.
E o que mais me dói é vê-lo esmorecer e ir perdendo aquele brilho nos olhos que eu tanto admiro. Dói quando o telefone toca pra uma nova entrevista, porque eu sei que dói mais ainda nele novamente se encher de esperança pra depois ter que matá-la.
Esses "erreagás" da vida que não dão a mínima pros candidatos... prometem que vão ligar, que estão interessados, que tem pressa, e nunca mais dão sequer uma satisfação que seja. Isso me dói também.
Dói porque conheço o Ri, tanto como pessoa quanto como profissional e sei o quanto ele é bom naquilo que faz. E me dói pelo talento desperdiçado, pelas horas gastas, dói vê-lo conter seu desespero bem lá no fundo daquele coração enorme que ele tem.
Dói quando alguém o recusa, dói quando ele se sente perdido. Dói a crise pela qual o país passa e que atinge bem em cheio o setor automotivo, que é bem aquilo que o Ri faz. Dói ver os amigos planejando vôos altos, enquanto nós temos que calcular se a conta vai fechar no fim do mês.
Lógico que graças a deus não está nos faltando nada. Mas, é aquilo, não dá pra ter a mesma vida de antes, fazer planos, sair pra jantar sem pensar no quanto vai sair a conta. E eu tento animá-lo, encorajá-lo, digo palavras que possam acalmá-lo, tranquilizá-lo, mas a cada dia riscado do calendário, mais me dói vê-lo nessa espera.
Todo dia eu peço a Deus pra abrir os caminhos, fazer aparecer algo bom logo. Tem dias que até a fé parece esmorecer. A cada entrevista eu desejo sorte, rezo um pai-nosso e mando um trevinho no whatsapp. E depois dói vê-lo grudado no telefone, esperando pelo toque salvador.
Todo dia eu peço que não chegue o mês que vem. Ou que se chegar, que traga um emprego novo em folha pro Ri, tal qual ele merece, fazendo espantar toda essa urucubaca feia e moribunda que paira no ar. 

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Wayra

Semana passada fomos ao espetáculo Fuerza Bruta, em cartaz aqui em São Paulo. Parece que já é a segunda apresentação aqui no Brasil, dessa vez da versão chamada Wayra. 
Eu nunca tinha visto e nem ouvido falar (a desligada), mas como dessa vez ouvi e vi muita coisa boa a respeito, além de ter ido como convidada, fui conferir.
O espetáculo é realmente muito diferente de tudo o que eu já vi. Wayra tem direção argentina, mas nada se fala nessa peça, apenas há música e encenação.
A platéia fica o tempo todo de pé e participa de certa forma de tudo o que acontece. É totalmente sensorial e não faz o menor sentido, mas mesmo assim é bem interessante e eu recomendo.
Wayra significa vento em quechua, e a música cantada pelo elenco repete um refrão que gruda na cabeça e que realmente dá vontade de sair dançando. É contagiante.



video

Fuerza Bruta
de quinta a domingo, até 31 de maio
Ginásio Mauro Pinheiro (parte do Ginásio do Ibirapuera)

quinta-feira, 14 de maio de 2015

conhecendo o Templo Zu Lai

Há algum tempo eu queria conhecer o Templo Zu Lai, um templo budista que fica em Cotia, grande São Paulo. Eu sou uma pessoa muito aberta no tema religião. Acredito em muitas coisas, muitas mesmo. E acho que todas meio que se completam.
Frequento desde igrejas católicas a templos de umbanda, e antes que alguém torça o nariz, sugiro entender melhor do que se trata a umbanda. E sempre me interessei pelas práticas orientais, principalmente o budismo. Então, resolvi conhecer o maior templo que se tem por aqui.
Na entrada do templo existe um jardim lindo, que é conhecido como o Jardim dos 18 Arhats. Arhats são monges iluminados e arhat significa merecedor, digno, honrado. A diferença entre um Arhat e um Buda é que o Buda alcança a iluminação por si mesmo, enquanto o Arhat segue os ensinamentos de outra pessoa. 


Lá é um lugar muito lindo e muito tranquilo. E até onde eu sei, demos sorte, pois fomos em dia vazio. Assim que chegamos demos uma volta por todo o templo, visitando todas as salas que eram possível entrar.
Tem algumas imagens budistas e explicações a respeito dos ensinamentos e tudo mais. Tem também um museu budista bem interessante, que você pode visitar.



Estava rolando uma cerimônia, mas como já havia começado, optamos por não entrar. Odeio atrapalhar, além do mais, as cerimônias budistas são muito silenciosas, então eu não quis mesmo atrapalhar. Acompanhamos um pouco pelo lado de fora mesmo. Acendemos incensos, meditamos um pouco, e fizemos alguns pedidos em papéizinhos decorados que depois são pendurados nas árvores do lado de fora da sala de cerimônia.
Eu acredito em tudo aquilo que se coloca boas energias e um pouco de fé, então não custa nada tentar não é mesmo?


Lá tem um estacionamento gigante, não é cobrado nenhum valor nem pra entrar, nem pra estacionar. Lá tem uma espécie de cafeteria, com alguns produtos orgânicos e alguns salgados, chás, etc. E também uma lojinha, onde acabei comprando um livro pra entender um pouco melhor sobre o budismo, além de algumas bugigangas orientais que eu adoro! 
E tem também um restaurante que você paga, se não me engano, uns 25 reais e come a vontade. Porém, a comida não me agradou não. É comida chinesa, meio que vegetariana, então achei tudo muito sem gosto, mas, como já estávamos lá, resolvemos almoçar por lá mesmo.
Eles pedem algumas doações, então eu e o Ri deixamos uns 30 reais, mas você pode deixar o quanto quiser.


Depois que almoçamos, acho que gastamos umas 3 horas no total por lá, ficamos algum tempo sentados no laguinho que tem próximo ao estacionamento. É muita paz que você sente. A energia boa daquela natureza toda, enfim, é um verdadeiro alívio pra alma e nós estávamos mesmo precisando dessa revigorada mesmo.
É um passeio que certamente recomendo e que ainda voltarei mais vezes.


Templo Zu Lai
Estrada Fernando Nobre, 1461

Funciona de terça à sexta das 12h às 17h, sábados, domingos e feriados das 9h30 às 17h e às segundas não abre mesmo se for feriado.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

tanta coisa mudou e continua igual

Mil coisas pra postar por aqui, mas pra variar o tempo não colabora. Andei visitando muitos lugares bacanas e que quero dividir por aqui, mas no trabalho, o tempo está curto demais.
Com a saída da minha diretora, meio que me "promoveram" só que não. Funciona assim, eu trabalho como diretora, tenho as responsabilidades da diretora, respondo direto ao cliente, participo das reuniões da diretoria, mas continuo como gerente e ganhando como gerente.
Então, além de trabalhar duas vezes mais que antes e ganhar o mesmo salário, tempo é algo que me falta e muito. 
E enquanto a vida segue sempre muito justa pra ambos os lados, eu sigo recolhendo os restos de tempo que me restam.