quinta-feira, 18 de junho de 2015

o dia que tomei um porre

Não é com orgulho que escrevo, mas sim, finalmente aconteceu algo que eu nunca esperava passar na vida: meu 1º porre.
Sim, aos 32 anos, eu nunca tinha ficado na condição que fiquei. Mas, como disse meu sogro, é mais uma história de vida pra contar.
Tudo começou com mais uma semana tensa e horrível no trabalho. Motivo pra encher a cara eu tinha mais de mil, mas acontece que eu não bebo. Quer dizer, bebo no máximo 2 ou 3 tacinhas de vinho, uma bebericada aqui outra ali e só. Daí já parto pra água, pro suco ou pro refri, o que estiver mais fácil.
Aí eu ganhei um par de ingressos pro show do Backstreet Boys, que eu nem sou tão fã assim, mas sabia cantar de cor todas as músicas. E era dia dos namorados, camarote com tudo na faixa. Queria comemorar e curtir, o suficiente pra esquecer a semana.
E assim foi. Pra começar, Ri e eu brindamos com um prosecco e depois pra curtir o show o Ri preparou uma vodka com energético bem fraquinha pra mim. De tão fraquinha que estava e docinha, fui bebendo, bebendo, Nick Carter disse pra vivermos como há 15 anos atrás, eu fui me perdendo, perdendo até o mundo girar, girar.
Mas, me mantive firme e forte. Rodava e eu segurava a parede, mas continuava cantando, dançando e pulando. A essa altura eu já tinha bebido uns 20 copos de água, mas a tontura não passava e eu não queria perder nada do show, que aliás, foi top demais.
Assim que acabou me tranquei no banheiro e me enfiei na pia. Lá fiquei, girando e girando, achei que fosse morrer. Já tava toda molhada, até que Ri apareceu pra me salvar. Príncipe né? Só que eu realmente não tinha a menor condição. Nem olho eu abria.
A solução foi os bombeiros me tirarem do banheiro numa cadeira de rodas e fui parar na enfermaria. Lá fiquei, mediram pressão, me deram glicose, o mundo rodava, o médico falava, até que vomitei até as tripas. Tá, nojo e tal. Meu deus, que situação patética. 
Pior é que estávamos de moto, e até tudo isso acontecer já era bem tarde. Eu não tinha a menor condição de subir na moto e não queria pegar um táxi de jeito nenhum. Foi aí que Ri ligou pro pai dele vir me pegar. Maior vexame! Mas, o pai dele é tão de boa, que mesmo às 3 da manhã foi lá com sorriso no rosto.
O pior é que todos os portões do Citibank Hall já estavam trancados. Foi maior auê, quando finalmente consegui sair e chegar em casa. Parecendo um zumbi, naquela situação patética. Ainda rodando e passando muito mal.
Ri tirou minha roupa, me deu banho e ainda me colocou na cama pra dormir. Belo dia dos namorados não?
Mas, apesar de todo vexame, hoje damos risada disso, primeiro porque eu não bebo e segundo porque foi ridículo. E finalmente eu posso até dizer que não bebo mesmo por escolha. Porque se tem uma coisa que eu não quero nunca mais na vida é passar por esse tal de porre. Que coisinha chata...
É, história pra contar, vexame e tal, mas foi bem divertido. Pelo menos pra mim, apesar dos pesares... Já  o Ri né, tadinho, tô devendo uma comemoração de dia dos namorados de verdade pra ele.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

a sorte estava lançada

Ontem comecei o dia com o pé direito. Primeiro porque tocou as 3 músicas que tocavam direto no Havaí, enquanto estive lá, e que sempre, sempre que ouço me faz voltar no tempo e me enche de sensações maravilhosas. {sim, eu ouço rádio no trânsito}
Aí, no almoço, fui ao McDonald´s e na raspadinha (na mesma raspadinha) veio apartamento, moto, viagem, McChicken e 1 torta de banana ou maçã. Tá, eu sei que o apartamento, a moto e a viagem não tá ganho, mas pra quem sempre tirava 6 "não foi dessa vez", me pareceu um sinal de bom agouro.
E a Redetv fez um Mega Senha especial pra comemorar o dia do mídia. Eu nem ia, mas resolvi de última hora, me cadastrei e fui. Algo me dizia que eu ia ganhar alguma coisa.
Entre as cem pessoas que estavam lá no estúdio, sortearam 4 apenas, pra participar do jogo. Meu nome saiu logo no primeiro papel. Me enchi de confiança, mas na medida em que as coisas foram acontecendo, a confiança deu lugar ao nervosismo e a sorte deu lugar ao azar.
No camarim, enquanto ganhava maquiagem e cabelo de diva, íamos ouvindo as regras do programa e treinando um pouco o vocabulário. Até aí, tudo indo muito bem.
Na fase eliminatória, faríamos dupla e um eliminaria o outro, até que só 2 dos 4 participantes jogariam valendo grana.
Fiquei totalmente travada! Não sabia nem meu nome. A primeira fase, de 5 palavras, errei todas. Não vinha nada na minha mente, parecia uma idiota. Enquanto isso, meu adversário já estava bem na minha frente. Tanto que ele fez 13 pontos e eu tinha 8. Precisava de mais 5 pra pelo menos empatar.
A dupla de modelos que me "ajudou" tinha que me passar a palavra canastra, as dicas que elas me deram foi jogatina, carta e sul. Eu falei cassino, baralho, mas na hora do sul, travei.
E eu que tinha que passar pra elas Tróia?? Puta merda... As palavras fugiram total... 
Resultado? Fui eliminada. O meu adversário seguiu em frente e ganhou 50 mil reais. E quando jogou valendo 100 mil, só por brincadeira, também ganharia se tivesse topado. Ou não, vai saber.
Adorei ter participado, mas dormi completamente frustrada por não ter conseguido nem sequer acertar mais palavras. Algumas eram bem fáceis até, mas minha mente virou um branco total.


Triste, mas pelo menos fui pra casa linda.
E dia 20 tô na televisão... Pagando mico, mas tô... hehe

segunda-feira, 1 de junho de 2015

que fase hein amigos

Hoje rolou um corte na agência. Mais de 10 pessoas foram demitidas. Parece pouco, mas não é. E o que mais me assusta e me espanta {ainda} é que mais uma vez muitos dos que foram cortados são justamente aqueles que mais trabalham.
Uns e outros que fazem 3 horas de almoço, chegam a hora que querem, vão embora de fininho no meio da tarde, esses continuaram aqui.
Continuaram aqui também aqueles que são encostados, que tem alguém abaixo pra fazer o seu e assim garantir sua vaguinha e seu salário no fim do mês.
Mais uma vez vejo isso acontecer e realmente não entendo os critérios. Porque se a ideia é cortar gente pra cortar custos, primeiro, deveriam ter cortados os salários mais altos que são justamente dessa gente que não faz nada o dia inteiro e se pendura em outros.
Mas, não. Cortam as pessoas mais batalhadoras e humildes, as mais parceiras. Enfim, nunca vou entender a cabeça de quem faz essas escolhas tão equivocadas.
Muita gente boa foi injustamente, enquanto eu ainda vou precisar engolir as outras aqui, que não fazem merda nenhuma e ainda ganham uma nota preta pra isso.
Que mundo injusto...