terça-feira, 28 de julho de 2015

decorando nossa sala

Uma outra paixão que descobri após meu casamento foi decoração. Só que né, eu sou bem amadora no assunto, mas aproveito a oportunidade de poder decorar minha casa do jeito que eu bem entender (e lógico, com a participação do Ri).
Pra mim uma casa tem que ter a cara do dono. Tem que ter sua identidade, tem que mostrar a alma daqueles que nela habitam. E quando a gente está  na casa dos pais, a casa não é "nossa", no máximo o que vai ter nossa cara vai ser nosso quarto e olhe lá.
Quando morávamos no apezinho, a decoração era simples, mas já tinha um "que" nosso. Só que eu ainda era "podada" pelo Ri. Não podia ter assim, tantas ideias, até porque nem cabia, mas por exemplo, eu era limitada a uma cartela de cores que ia do branco ao bege e ponto. Nem por isso não deixei de ser criativa e tal (você pode ver fotos do apezinho clicando aqui), mas queria ir além.
Assim que mudamos pro nosso castelinho, eu tinha um milhão de novas possibilidades e oportunidades de pirar e pouco a pouco, fui conseguindo. Como a casa era grande, tivemos muitas despesas então a ordem foi fazer devagar, aos poucos e fazer direito. Até hoje, 3 anos depois, ainda não terminamos tudo o que queremos fazer na casa.
Mas, vamos falar daquilo que já está pronto. Não foi o primeiro cômodo da casa a ficar pronto, mas vai ser o primeiro que vou mostrar (já postei antes, mas agora posso dizer que está realmente pronto): nossa sala!


Essa é a nossa porta de entrada. Não mudamos nada nela, é a original. Em breve teremos que trocá-la (uma pena, eu a adoro), mas ela já está abrindo na parte de baixo (não é de tão boa qualidade assim). Então, vamos ter que trocá-la mais por necessidade mesmo. 
Trouxe esse Divino (que ficava na porta do apê também), a diferença é que ele era branco, aí pintei de azul brilhante (dá pra ver por baixo) e finalmente de dourado e ficou assim, nada perfeito, mas do jeito que eu queria. E ele é quem dá as boas vindas a quem entra lá em casa, além de trazer proteção.


Bom, essa é a família que habita o castelo. Originalmente éramos Ri, Luna e eu. Com a partida da Luna, adotamos essas viras encapetadas, mas que fazem a alegria da casa e nossa família completa: Paçoca e Malu.
E agora vamos ao que interessa, a decoração.
Como disse, sou amadora, mas minha casa tem minha assinatura em cada canto e só de entrar você já consegue me achar e achar o Ri em cada pedacinho da casa. Pra começar, trabalhei a mente do Ri pra sairmos daquela cartela de cores básicas e do bege partimos pra um cinza lindo que colore a casa toda por dentro (exceto os banheiros e a cozinha).


Levamos algumas coisas do apê pra lá, mas outras tiveram que ser adquiridas pra compor esse novo "cenário". O sofá foi uma dessas aquisições. Ele tem quase 3 metros de comprimento e é retrátil. É mega confortável e ele te abraça de uma tal forma que você não quer mais sair de lá.
A cortina e o rack também são novos, a gente tinha um armário de cabos de aço suspensos (que o Ri fez), só que não dava pra colocar na nossa sala porque essa parte do teto era de gesso e não suportaria. A cortina também precisou ser nova pela medida da janela que é imensamente maior que da sala antiga. Os espelhos de bolinha são antigos e coloquei eles mais ou menos do mesmo jeito que ficavam no apê, meio que "jogados" na parede.


Esse rack foi um verdadeiro achado. Ele não é lindo, meodeos, mas eu gosto. Agora não lembro se compre na Mobly ou no Westwing, mas paguei 399 reais nele. A parte ruim é que veio desmontado e deu um mega trabalho pro Ri montar e as pontas de cima vieram amassadas (MDF néam, prestar, não presta muito). Mas, eu dei um jeitinho de disfarçar, ninguém nota.
O rack tá cheio de "bugigangas" com histórias pra contar (adoro!). Na lateral, a parede tinha um "vinco" então coloquei um papel de parede que odeio porque não dá pra ver (a ideia era colocar um bem "cheguei", mas o Ri não deixou), e colocamos essa luminária que deixa tudo mais aconchegante, principalmente à noite, pra ver um filminho, é bem delicinha.


Vamos falar das bugigangas. Na parte de baixo temos minha pequena "coleção" de revistas de decoração que servem de apoio para o aparelho da TV a cabo. E a coleção da Fluir do Ri, aparando o nosso roteador. E ali tem duas coisinhas que trouxemos das viagens que fizemos: uma cabine telefônica de Londres (que é um apontador, na verdade) e a Golden Gate de São Francisco.
Adoro comprar essas besteirinhas dos lugares pelos quais passamos, dá sempre um ar de nostalgia, tão bom poder ter essas lembranças boas, né? Do outro lado temos um touro que compramos em Barcelona, alguns CDs e DVDs que ficam em latinhas, um elefantinho que comprei no Templo Zu Lai e que dizem trazer sorte pra casa e alguns álbuns das viagens que eu mesma fiz pela internet.


Na parte de cima, mais alguns souvenirs. Pode me chamar de brega, mas eu amo. Tem essa gravura do gato que comprei em Paris e mandei enquadrar por aqui. Aliás, essa é uma mania, eu tenho gravuras de vários lugares, adoro. No porta retrato tem uma oração de São Miguel, de proteção à casa, às vezes eu paro ali e rezo, afinal, proteção nunca é demais.
Tem a Torre Eiffel que também compramos em Paris, meu budinha verde (ganhei), minha coleção de séries favoritas (Anos Incríveis e Sex and the City), uma coletânea dos Beatles e as baianas que trouxe de Salvador. 
O baleiro retrô (ganhei) que era meu sonho de consumo e vira sempre uma atração pras visitas e um quadrado que era pra colocar fotos, mas eu imprimi algumas gravuras do Romero Britto e coloquei lá. Tá, sei que o RB hoje é considerado brega e tal, mas eu ainda gosto, quando enjoar vou lá e troco.


Essa é a outra vista da sala, dá pra ter uma ideia melhor de toda a composição dela. Como podemos ver, ela é uma sala comprida, retangular. Daí vemos a mesa de jantar que é a mesma do apê e meu aparador amarelow!!!! Nem preciso dizer que ele é o grande astro-rei da minha sala, néam?


A ideia inicial era ter um móvel amarelo, Ri torcia o nariz sempre. Eu queria ter comprado um sofá turquesa, mas não consegui convencer o Ri a sair da cartela branco-bege e acabou ficando bege mesmo. Então, bati o pé pra ter o tal "móvel" amarelo.
Não conseguíamos encontrar um aparador por menos de 2 mil reais e isso estava bem longe do quanto queríamos gastar nesse móvel. Até que numa das dezenas de andanças nossas por Embu das Artes, achamos uma loja que tinha de tudo, inclusive esse aparador, que era branco, mas que o Ri tratou de pintar de amarelo e ficou simplesmente show! O melhor da história? Pagamos 250 reais + 29 reais o spray de tinta amarela.


Dia desses comprei puxadores novos e troquei os amarelinhos de madeira por esses lindos. A ideia era um puxador diferente do outro. Comprei no Westwing e paguei em média de 15 a 20 reais cada. E fez toda a diferença.


Aí está meu aparador lindo que compõe com esses quatro quadros que na verdade são gravuras que comprei em Paris também, juro, comprei tudo numa dessas lojinhas de 1,99 da vida e paguei super barato. Caro foram as molduras mesmo, fiz todas na Arte Própria com vidro anti reflexo e tal. Eu simplesmente amo.
E do outro lado temos nossa antiga mesa que compramos na TokStok, caro mesmo foram as cadeiras. O espelho também é antigo e compramos na Imaginarium. As capas de almofadas são de chita, presente de um casamento que ajudei a organizar.


E esses são copinhos de shots que ganhei da Fox, eu acho eles um charme e mereciam um destaque nesse post. É divertido e eu adoro.


Essa é a parte do finalzinho da sala. É a esquina da escada com o lavabo, onde colocamos nosso antigo relógio (Ri que escolheu lá de Embu também), compondo com esse trio de quadrinhos que trouxemos de Buenos Aires e outros quatro ali no começo da escada que são pinturas dos Gêmeos. Peguei de uma revista e coloquei nesses porta retratos. Pronto, virou quadro.
Sabe, eu não tenho dinheiro suficiente pra ficar comprando obras de arte, então o jeito é dar aquela improvisada, e olha, funciona bem viu.


Esse é outro "souvenir", na verdade é um móbile de bonecos que compramos em Buenos Aires numa lojinha da feira de San Telmo. Não foi barato, aliás, você compra os bonecos que quiser, quantos quiser e vai enganchando um no outro pra montar seu móbile. Esse é o nosso e ele fica bem no cantinho do teto da sala. É outro item que acho um mimo só.


E essa foi a minha decoração da sala do castelo.
Eu amo, simplesmente amo! Somos muito felizes nessa sala onde adoramos fazer nada, ver TV, filmes e receber amigos.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

como é difícil manter a fé

Um ano e 1 mês que Ri está desempregado. O problema não é só esse. Estar desempregado já é uma merda por si só, participar de processos que nunca te dão um retorno é osso. E quando o retorno vem em forma de vaga congelada ou escolhemos outra pessoa? Tá, menos pior que não ter retorno nenhum, tá certo. Mas, é foda levar negativa de qualquer tipo.
Ter que ficar esperando e torcendo pelo telefone tocar. E que não seja um engano, e que não seja um amigo, família. Que seja um emprego! Mas, aí é só uma entrevista. E é isso mesmo que você quer. Fica feliz no momento e daí você já logo desanima: puta merda, de novo essa porra de entrevista...
Porque né, você vai, pensa numa roupa bacana, lava o terno, combina a gravata, engraxa o sapato. Acorda cedo, se programa, bota no waze pra evitar o trânsito e chegar cedo. Chega cedo, toma chá de cadeira. Aí rola a entrevista. Às vezes boa, às vezes uma merda (como todas eu acho). Algumas te dão muita esperança, outras são uma verdadeira incógnita. 
E quando o processo passa pelo RH, diretor, outro diretor, mais um diretor e não dá em nada? E quando tem esses mesmos mil processos, mas só que em outras cidades e você gasta litros e litros de gasolina e pedágio? Pra nada.
Dá vontade de matar né? Será que esses RHs não tem noção? Tá, o Ri precisa do emprego, precisa. Mas, meu, olha o gasto que se tem pra nem um simples telefonema de retorno pra dizer, olha não te curti e tal, valeu. Não, pra que? Deixa o idiota em casa, quase sufocando de tanto desespero e angústia esperando o telefone tocar.
Isso vem se repetindo, mês após mês. Sabemos que boa culpa disso é da crise do país, especialmente no setor automotivo, que é bem o mercado do Ri, mas caralho, que dificuldade. É difícil ver o Ri murchando a cada oportunidade que não dá certo.
Porque dói encher o peito de esperança pra depois ter que matá-la (de novo!). Semana passada Ri participou de mais um processo. No mesmo dia, pelo menos, ele falou com RH que o aprovou e passou pro diretor. Que também o aprovou e disse que ia decidir junto com mais um diretor pelo Ri ou mais outros 2 candidatos. 
E que isso eles decidiriam na segunda e na terça ligariam dando a notícia porque precisam que a pessoa comece em agosto. Aí passei o final de semana rezando, só no pensamento positivo. Acordei segunda pedindo a Deus que ilumine as pessoas que irão tomar a decisão e que decidam pelo Ri. 
Terça acordei e passei o dia de olho no telefone, esperando um sinal positivo do Ri, só mentalizando que tudo daria certo. E hoje, quarta, até agora, nada.
E é difícil chegar em casa e pedir pro Ri continuar acreditando que o cara ainda vai ligar. Que ele pode ter se enrolado no trabalho e que não deu tempo. Que ele ainda vai ligar. Que terça pode ser quarta, que pode ser quinta, que se for a mesma semana ainda tá valendo.
São mentiras que a gente conta pra gente mesmo, só que dói ter que falar tudo isso e ver nos olhinhos dele que ele não acredita em nada do que eu tô falando. Nem eu, mas né... Preciso manter a esperança acesa...
Dá vontade de ligar e mandar tomar no cu. Dizer, escuta seu filho da puta, hoje é quarta e você ficou de me dar um retorno até ontem. E aí, você não tem palavra não?
Mas, né, a gente segue orando pra esse filho da puta ainda não ter ligado por falta de tempo, e pedindo a Deus que ligue, mesmo se for na sexta.
Sigo aqui de dedos cruzados.
Aliás, sexta seria um dia lindo pra ele ligar, aniversário do Ri... Ele merecia tanto...

segunda-feira, 20 de julho de 2015

sensação de dever {bem} cumprido

Rolaram umas reestruturações na agência e um cliente meu foi pra outro grupo. Mandei um email de "despedida" agradecendo a parceria e tal e de volta só recebi elogios, palavras carinhosas, desejos de sucesso e um e outro "ah não!". Um "adorei trabalhar com você".
Estou amando isso! Acho que é sinal de que algo de bom eu realmente fiz.
Me deixa muito satisfeita comigo mesma, com esse sentimento tão gostoso de dever cumprido. De bem comigo, com a consciência tranquila de que fiz o meu melhor e alguém realmente notou.
Sentimento de orgulho, sabe?
Às vezes é tão bom quando reconhecem...


domingo, 19 de julho de 2015

as minhas séries favoritas dos últimos tempos

Gente, se tem uma coisa que me irrita é série. Irrita porque uma vez que eu comece a ver uma boa série, f*deu! Não consigo parar até acabar (quando já tem pra baixar on line) e fico louca se tem um compromisso que coincida com o dia da minha série. Resumindo, é um inferno! Mas, é aquilo né, um inferno delicioso hehe. E já que tô no inferno, abraço o capeta, estilo Felícia mesmo. 
Então, vou falar de algumas séries que estou acompanhando no momento. Já falei de algumas aqui em tempos passados, as clássicas e mais queridinhas pra mim são Anos Incríveis, Sex and the City e Barrados no Baile. Mas, esse post é pra falar das séries imperdíveis do momento (e não tão do momento assim).


Game of Thrones: a série mais fodástica dos últimos tempos. Acho que nunca vi nada parecido antes na vida. É uma série fictícia sobre a disputa do trono dos 7 reinos de Westeros. Clãs de famílias diferentes disputam o poder, mas gente, qualquer descrição que eu der não faz juz à série que é simplesmente demais.
Inteligente, intrigante, surpreendente, tensa, você ama e odeia muito vários personagens. Meus preferidos são Jon Snow, Khaleesi, Arya e Tyrion. Ano que vem estreia a 6ª temporada e eu mal posso esperar por isso! Simplesmente a melhor série dos últimos tempos.


Once Upon a Time: a série mais fofa da história! Conseguiram colocar vários personagens da Disney numa mesma história e todas entrelaçadas. E todas fazendo todo sentido. É uma delícia assistir essa série e ver que nem a Branca de Neve está livre de cometer erros ou até mesmo mentir. São os heróis dos contos de fada sendo gente como a gente. Mas, claro, sem perder o toque de mágica. Esse ano estreia a 5ª temporada e promete ser ainda melhor que a última, que já foi top demais. Meus preferidos são Hook (o Capitão Gancho gato!), Regina (a rainha má) e o Gold (Rumplestiltskin).


American Horror Story: eu amo filmes de terror (quando existe algum que preste) e essa série é bem na pegada que eu gosto. Acabei agora de ver a 3ª temporada, mas eles já vão estrear a 5ª neste ano. O legal é que parte do elenco se mantém a cada temporada, que conta uma história diferente. A primeira temporada chamava Murder House e contava a história de uma casa assombrada onde tinha acontecido vários crimes e os espíritos ainda rondavam o lugar. A 2ª foi Asylum e contava a história de um antigo sanatório comandado por freiras e padres e que também abrigava criminosos perigosos (minha preferida). A 3ª foi Coven, contava a história de clãs de bruxas nos dias atuais. A 4ª é a Freak Show, sobre um elenco de circo bem bizarro e a 5ª parece que vai ser sobre um hotel macabro e terá Lady Gaga no elenco. Aliás, Jéssica Lange tá muito top nessa série e já entrou na minha lista de clássicas queridinhas.


How to Get Away with Murder: estou ansiosa pela 2ª temporada, essa série eu assisti em 2 dias, mas só porque o Ri me obrigava a sair do sofá. Cada término de episódio me fazia querer ver o próximo e o próximo e assim por diante. É a história de um grupo de estudantes de direito selecionados por uma advogada super top (Viola Davis) para fazer alguns trabalhos numa espécie de competição. O melhor ganha um estágio no escritório dela. Porém, muitos crimes, escândalos, corrupção acontecem no meio do caminho. Segredos são revelados, enfim, é de tirar o fôlego!


Bates Motel: depois que assisti a Psicose, comecei a ver Bates Motel. Aí é a coisa inversa, a série conta a história da vida de Norma e Norman Bates, tudo antes do que acontece no clássico. É muito interessante entrar na mente de um psicopata e as histórias são muito interessantes, como por exemplo a relação mãe e filho. Estou terminando a 2ª temporada e já quero baixar a 3ª (que ainda não tem no Netflix). 


Friends: é, pois é. Já faz zilhões de anos que acabou, mas confesso que nunca vi essa série antes. Já tinha visto pedacinhos e tal, mas nunca acompanhei e nem sabia os nomes dos personagens. E confesso de novo, só estou vendo porque uso pra praticar meu inglês assistindo sem legendas. Só por  isso. Mas, outra confissão, estou adorando! E a Phoebe é minha personagem predileta, adoro ela!

É isso! Tenho uma outra listinha de séries que quero ver como House of Cards, Orange is the New Black, Breaking Bad, Ressurrection (que já vi a 1ª temporada), enfim, muita coisa boa por aí, mas o que falta é tempo. Então, o jeito é priorizar algumas e aproveitar as "férias" das outras pra poder viver também néam??

sexta-feira, 17 de julho de 2015

a tal busca da felicidade

Em 2008, enquanto planejava meu casamento, acabei me apaixonando pelo mundo encantador do casamento. Porque né, estamos apaixonadas, vivendo um momento incrível e blá blá blá.
Casamento com festa bacana e tal voltou a ser "modinha" de uns poucos anos pra cá e acabou virando uma puta indústria de extorsão.
Qualquer coisinha que você precisa pro seu casamento (naquela época), não saía por menos de mil reais. Parecia o único valor mínimo que existia. Mil reais pra lá, mil reais pra cá e você apaixonada por cada detalhe ia gastando mais do que devia (e podia).
Depois que o casamento passou, senti falta daquela coisa toda e como tinha montado um blog na época, com dicas de casamento e tal, muitas pessoas pediam pra eu assessorá-las em seus casamentos. Eu achava que não tinha nada a ver até que uma amiga me pediu pra fazer o casamento dela.  
Topei e foi maravilhoso. Entendi então, que ali podia estar o tão sonhado "plano b" da vida. Fazer o que se gosta, com prazer e ainda ganhar por isso. Só que entre fazer um casamento de uma amiga da qual você gosta e tem afinidades e fazer pra qualquer outra pessoa tem um abismo de diferença.
Usei meu blog, que até foi parar no iCasei como blog parceiro e concorreu a um prêmio da revista Yes Wedding, como uma ferramenta pra divulgar meu novo trabalho. Fiz mais 3 casamentos fora o da minha amiga e me decepcionei um pouco em cada trabalho.
Realmente ganha-se dinheiro, mas isso porque era um trabalho totalmente informal, sem a burocracia de abrir uma empresa real e tal. O dinheiro todo entrava pra mim, que não tinha nenhum gasto e não emitia nenhuma nota, ou seja, dá dinheiro, dá. A ponto de largar meu trabalho, sim eu diria. Mas...
Mas, sempre tem um mas... 
Me decepcionei porque as pessoas com quem trabalhei tinham o péssimo hábito de me tratar como se eu fosse um zé ninguém, um zero a esquerda. Falta de educação mesmo. Humilhação às vezes até. E não era só comigo não. As pessoas da cozinha, as faxineiras, os garçons, todos tratados como lixo por algumas pessoas. E na boa, embora faça parte encontrar pessoas escrotas pelo caminho, eu não estava disposta a passar por isso. Até porque já passo demais por isso na agência.
E aos poucos fui desistindo do sonho. Desse sonho. Naquele momento. Até o blog eu parei de alimentar, mas isso por falta de tempo mesmo. A agência me consome muito tempo e energia, acaba que pouco sobra pra fazer o que realmente gosto.
Na época muitas pessoas me diziam pra não desistir, pra largar a vida de publicitária e tentar ir atrás de algo que me fizesse feliz, só que gente, não é bem assim. Hoje não posso mais simplesmente ir atrás do sonho, os boletos vão continuar chegando e aí? Sonho não paga conta, infelizmente.
Não é fácil seguir um sonho, viver o sonho, ter coragem de continuar nele e mais ainda, talvez reconhecer que não dá mais. Voltar atrás, seguir adiante, enfim, pra tudo isso requer muito mais do que apenas coragem.
Tô falando tudo isso porque li esse texto de uma blogueira que gosto muito (e que anda me inspirando muito) sobre esse tema. E me identifiquei muito em várias partes dele. E aí lembrei que um dia, não muito longe, também tive esse impulso de tentar viver o plano b, o tão sonhado e almejado.
E é isso que ela fala no texto dela, que não é fácil. E olha que eu nem fui tão longe quanto ela. Só dei um pequeno passo. Dei esse passinho e depois voltei tudo pra trás.
Sem arrependimentos, sem neuras. Apenas tentei. Porque eu acho mesmo que o que vale nessa vida é tentar, ainda que se fracasse ou se triunfe, a tentativa é que faz valer a  pena. Nem posso dizer que fui um fracasso, acho que desisti antes disso mesmo. Mas, o importante é que tentei.
E eu acho que toda tentativa é válida e digna de méritos. Conheço gente que nunca tentou nada de novo a vida inteira, aí eu acho bem triste mesmo.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

na pegada do masterchef

Já tem um tempinho, pra ser exata logo depois que mudei pra casa nova onde tenho uma cozinha maravilhosa e inspiradora, que descobri uma paixão pela culinária. Me atrevendo a preparar a ceia do natal do ano passado pra família toda a fazer o almoço de Páscoa desse ano, com direito a bacalhau no cardápio.
Gosto de arriscar e experimentar coisas novas. Vejo muito programa culinário e sigo receitas que vejo na internet ou em livros, mas a verdade é que adoro cozinhar. Seja pros amigos ou só pra mim e pro Ri, já faz qualquer refeição ser especial.
Cozinhar é um ato de carinho, e sempre que faço coloco muito amor. Meu maior presente é ver o prazer de quem come minha comida.
Peguei um punhado de fotos do meu insta dos pratos que fiz esse ano (exceto da Páscoa, percebi que não fotografei) e fiquei feliz com o resultado. Claro que no meio de tudo isso tem coisas que dão errado, mas é assim que se aprende né?


Me arrisco no doce, no salgado, em coisas malucas como uma costelinha ao molho barbecue, por exemplo. Uma simples caprese leva meu toque com um fio de melado de cana. O recheio de ratatouille lindo pra minha lasanha vegana, aprendi a fazer salmão e batatas ao murro. Um sorvetinho de Nutella de comer rezando e até a crepioca pro café da manhã.


Franguinho com molho agridoce picante, um simples espagueti ao limão e parmesão, a tapioca pro café da manhã, um frango ao curry com maçã e minha clássica torta de chocolate com banana que o Ri ama.
Cozinhar é muito amor! Cada dia me dedico um pouco mais. Até já me inscrevi em um curso no Senac, mas por falta de turma acabaram cancelando.
Assim que o Ri voltar a trabalhar vou tentar fazer um curso. Quero aprender mais coisas teóricas pra não ser mais tão amadora na cozinha. Adoro encher a casa de aromas que aguçam os sentidos, torna nossas refeições uma verdadeira experiência.
Tô apaixonada por isso!!!

terça-feira, 14 de julho de 2015

eataly

Inaugurou em São Paulo uma filial da já renomada e famosa Eataly, que tem mais de 29 lojas espalhadas pelo mundo. A ideia é muito boa, reunir o melhor da culinária italiana em um mesmo lugar, onde você pode comprar, comer e ainda ter aulas.
Escolhemos uma emenda de feriado pra conhecer o lugar, ideia péssima, uma vez que paulista não sabe esperar, logo, estava mais do que lo-ta-do! Estava insuportável. Fomos tarde até, já era umas oito da noite sei lá. A fila pra entrar no estacionamento estava parada a km de distância, então o jeito foi parar o carro na agência - que é perto até, e ir andando mesmo.
Lá é um galpão que vende além de comidinhas, alguns eletrodomésticos, porém todos carésimos. Tem também alguns utensílios pra cozinha, livros de gastronomia, chocolate, etc.
No andar de baixo funciona uma espécie de "feira livre", com frutas, legumes, cogumelos, carnes, queijos. E tem também alguns restaurantes e um quiosque da Nutella. Tudo lotado e com filas enormes.
No andar do meio tem bebidas, massas, molhos, temperos, especiarias e mais restaurantes. Novamente com filas e tal. E no último andar tem um outro restaurante, com uma fila de espera de 2 horas.


As coisas na feira não estavam tão caras (no Mercado Municipal estavam mais caras ainda), e a qualidade era muito boa, além da diversidade de opções. Não resisti e acabei comprando massas, molhos, sopas orgânicas, temperos, queijos e uma caixinha de trufa, que emboloraram durante a semana. Fui lá pegar meu dinheiro de volta. Levei as trufinhas verdes pra comprovar que eu não estava mentindo hehe. Mas, nem foi uma pena porque eu não gostei do chocolate mesmo. 
Estava rolando uma degustação de vodka também, aliás, o clima lá é bem agradável, faz mesmo você querer ficar por horas e horas. Mas, só que não de pé na fila néam?
Tentamos alguns restaurantes e acabou sobrando o do térreo mesmo, que como a comidinha era mais "natureba", não tinha tanta cara de italiano, tinha uma filazinha que levou no máximo uns 10 minutos. E fez valer a pena.
Pedi uma bruschetta de burrata com tomate cereja, azeitonas pretas e mini rúculas (divina!) e o Ri pediu o salmão que vinha com cream cheese, alcachofra num molinho de limão siciliano simplesmente de comer rezando! E de quebra, um vinhozinho pra arrematar, afinal, a noite estava bem propícia pra isso mesmo.


Adorei a experiência, quero voltar mais vezes pra experimentar os outros restaurantes e comprar mais coisinhas. Lá também tem workshops com chefs renomados, me interessei por várias aulas, mas no momento a grana está curta, então não vai rolar por enquanto.

Eataly
Av. JK, 1489
Funcionamento: todos os dias das 8h às 23h (os restaurantes tem horários diferentes)

sábado, 11 de julho de 2015

o bife vira

Esse era o lema de uma colega aqui da agência, demitida há pouco mais de um mês. E não é que é bem verdade essa história...
Aqui na agência atual, já tive milhões de altos e baixos, muito mais baixos do que altos. Já fui tachada de avoada, sem vontade, desconfio até que de burra, fraca, sabe de nada, etc e tal. Um VP inclusive não sabia meu nome, nem quem eu era e me chamava de "menina da tatuagem do cachorro".
Mas, hoje o tal do bife virou. E virou pro meu lado. Houve uma troca na direção geral da agência e finalmente puderam ver meu talento, minha dedicação, meu trabalho e "reconhecer" meu trabalho.
Finalmente alguns "importantes" sabem meu nome, quem sou, o que faço e pelo que sou responsável. Até um antigo diretor que voltou pra cá, hoje, me trata com consideração e respeito. Pode até ser forçado, e que seja, mas que seja.
Escrevi reconhecer ali em cima entre aspas, porque reconhecer, reconhecer do tipo promover ou aumentar o salário, isso não aconteceu. Mas, ao menos conquistei meu espaço e meu VP considera minha opinião e confia muito em mim. Tá, isso não paga conta, mas pra situação tosca que era, melhora, quer dizer, ameniza bem a coisa toda.
E escrevi importantes entre aspas, porque são importantes pra empresa, não necessariamente pra mim. Essa ordem de importância de pessoas tem outro sentido e relevância na minha vida profissional. Por exemplo, a recepcionista é muito mais importante pra mim do que um ou outro diretor(a) daqui.
Enfim, o bife virou e tô adorando essa ideia.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

turistando na terra da garoa

Dia desses estava montando meu roteiro da próxima viagem e me dei conta de que nunca fiz um roteiro pra conhecer os pontos turísticos de São Paulo.
Nasci nessa cidade, cresci nessa cidade e não conheço quase nada do que chamamos de pontos turísticos. Aí, resolvi montar um roteiro pra fazer pelo centro da cidade e enfiei o Ri nessa parada, claro!
Há alguns anos atrás, minha sogra organizou na empresa que trabalha (que é do governo), uma city tour pelo centro antigo, mas confesso que pelo frio que fazia e pela hora que começou (7h da madrugada de um sábado cinza), fui a contra gosto e não prestei muita atenção como devia.
Então, montei um roteiro que começava com a gente parando o carro no estacionamento da sogra (grátis), pertinho da Estação da Luz. E já começamos dali mesmo, entrando na estação. Juro, já andei muito de metrô por São Paulo, por várias regiões e tal, mas na Luz eu nunca tinha pisado e é realmente encantadora. Uma viagem no tempo, com certeza, história e arquitetura na veia, coisa de que gosto pouco #sqn.
Ali do lado, aproveitamos que estava sem fila e a entrada era gratuita, e visitamos o Museu da Língua Portuguesa. Outro lugar incrível e que me surpreendeu pelo vasto acervo e também pela organização do lugar e tal.
Li um pouco sobre a história de como as línguas surgiram, como era a comunicação e sua evolução pelo tempo. Paramos um pouco pra ver alguns vídeos dos poucos povos indígenas que ainda existem no Brasil, na língua original. Muita cultura, o Brasil é realmente um país incrível, a miscigenação da galera, gente, sério, é muito legal. Vale a visita.


Quando estacionamos o carro era umas 10h. saímos do Museu por volta do meio dia e já estávamos com uma fominha. Mas, atravessamos a rua e fomos conhecer o Parque da Luz, que aliás, eu nem sabia que existia (confesso, vergonha total). O parque é lindo, de verdade, achei também uma grande viagem no tempo e poderia ficar ali, sentada num banquinho o dia inteiro vendo a vida passar.
A Pinacoteca tem suas costas voltada pro parque, é uma coisa linda de se ver. E depois de passearmos por lá, foi a vez de conhecer a Pinacoteca. Sim, outra confissão, nunca tinha ido. Nem quando aconteceram as grandes exposições, aliás, preguiça total daquelas filas imensas e tal. Mas, não pegamos fila e pagamos R$ 6 a entrada.
Depois de passear pelas várias galerias e constatar que demoramos muito tempo pra conhecer esse lugar, fomos comer um lanchinho na Flor Café, a cafeteria que fica no andar de baixo da Pinacoteca e que é muito aconchegante, charmosinho, do tipo que também passaria o dia ali.
Sentamos numa mesinha do lado de fora, que dá pro mesmo Parque da Luz, e juro, ali eu me perderia no tempo e no espaço com certeza.


O dia estava bem agradável, mas a gente ainda tinha a outra parte do roteiro pra fazer, então de lá partimos para a Praça da Sé.


No meio do caminho, já que fizemos o roteiro todo a pé, passamos pelo Pátio do Colégio, mas esse era um dos pontos que conheci, juntamente com o Museu de Arte Sacra e o Mosteiro de São Bento quando fiz a city tour da minha sogra, então só paramos mesmo pra apreciar a vista, mas seguimos a caminhada.



Chegando na Praça da Sé, parecia que era um outro mundo. Além de muitos moradores de rua, haviam prostitutas de todos os tipos, voluntários tentando ajudar os moradores de rua, catadores de lixo, bêbados e rodinhas de pessoas em volta de alguém pregando alguma palavra de algum santo salvador.
E lá, bem ao fundo estava ela, uma das igrejas mais lindas que vi na vida, mas nunca tinha pisado antes: a Catedral da Sé. Igreja linda, entramos e estava rolando uma missa, estava lo-ta-da!
Não sou católica, mas adoro o clima das igrejas, me sinto muito bem dentro delas e claro, aproveito pra agradecer, porque nunca é demais.


De lá, fomos rumo ao Mercado Municipal, cujo objetivo maior era almoçar por lá. Isso já era quase umas 3 da tarde. O Mercadão eu já conhecia de outros carnavais, mas acho lá um super charme. Queria comprar algumas coisinhas, porque agora estou numa pegada "gourmet" e tal, mas achei os preços beeeeeem carinhos. 
Acabamos tomando uma cerveja, levei uns queijos, azeites, temperos e especiarias. Todos os restaurantes estavam lotados e com fila de espera muito demorada, então acabamos indo embora e almoçando perto de casa mesmo.


Todo esse trajeto foi feito a pé, tirando a parte que temos que atravessar a Ladeira Porto Geral, o caminho é bem tranquilo e desde que você esteja usando roupas e sapatos confortáveis, é super de boa fazer.
Recomendo!

As imagens são retiradas da internet (Google) e algumas são de minha autoria (coreto do Parque da Luz, fachada da Pinacoteca e fachada da Catedral da Sé)