sexta-feira, 28 de agosto de 2015

yoga, a nova paixão

Um pouco antes do meu casamento, há quase 6 anos atrás, fiz umas duas aulas de yoga, prática que sempre tive curiosidade e interesse em fazer. Gostei, mas minha experiência na academia durou uns três meses no máximo e acabei desistindo.
Agora, já há quase dois anos de academia, com frequência e gosto pela coisa, acrescentei mais uma atividade às que eu já faço, o yoga.
Finalmente consegui conciliar minha agenda com o único horário disponível na academia e posso dizer que agora sim faço yoga.
E digo mais, não quero ficar só na prática da academia, quero estudar mais a fundo. Dei uma pesquisada por aí pra entender os diferentes tipos de yoga e hoje o que faço é o do tipo Hatha Yoga, que associa a prática de posturas com exercícios de respiração.
Cara, a parada é sinistra. Pra quem acha que yoga é moleza, devia fazer umas aulinhas pra ver o quanto é punk. A respiração pra mim é a parte mais difícil, tem que ter concentração. O equilíbrio do corpo requer força e juntar tudo isso a também um equilíbrio da mente é power.
Tô curtindo. Acho que me ajuda em uma série de processos. Escrevi aqui já, por exemplo, que toda vez que faço massagem não relaxo. Minha cabeça não para e eu penso em mil coisas. No Yoga a gente treina a mente pra deixá-la vazia de pensamentos. Isso é uma tarefa bem difícil. Mas, a prática leva à perfeição {dizem}, então vou continuar insistindo nisso.
Acho que faz bem pro corpo e pra alma ter a mente vazia em alguns casos. Meu objetivo é sim ter melhores posturas, maior equilíbrio físico e mental e força, porque olha, tá aí uma atividade que requer bastante força.
Uma outra coisa que acho bacana é que as posições trabalham os órgãos internos, então você não tá lá pra perder peso, tonificar a bunda ou ganhar músculo. Você trabalha coisas que só o Yoga alcança dentro de você e eu acho isso fantástico.
Além disso, as posturas podem te ajudar em outros problemas como ajudar a diminuir a dor de cólicas menstruais ou te dar mais independência, confiança. Ou seja, é uma parada que trabalha tudo na sua vida. Eu tô amando essa nova atividade, no que depender de mim, quero ir mais e mais fundo nela.
Porque trabalhar mente e corpo ao mesmo tempo é pra poucos. É só olhar o povo na academia, uns malham só braço e saem com as pernas finas, outros malham só bunda e saem com a barriga murcha, outros até malham direitinho, mas cuidar do interior do corpo e da mente, tá aí uma coisa que poucos estão fazendo.
Adoro começar coisas novas e aprender sempre. É a evolução do ser humano, pelo menos pra mim funciona muito bem.


segunda-feira, 24 de agosto de 2015

faça o bem, não importa a quem

Desde que adotei a Malu, resolvi "amadrinhar" um outro cachorrinho lá da ONG que ela veio, a ABEAC. Conheci o trabalho dessa ONG através de algum conhecido da minha mãe que já tinha sido voluntário por lá ou algo assim, e achei o trabalho deles bem legal.
Lá o cachorrinho é tratado com dignidade, respeito e carinho. São mais de 1000 cachorrinhos, todos são vacinados, vermifugados, as meninas são castradas (não sei se os meninos também são, mas acho que sim), enfim, o animal é bem tratado.
Mas, só que nada cai do céu né gente. E aí eles promovem algumas campanhas de arrecadação bem legal ao longo do ano, assim como feiras de adoções e visitas ao canil. E uma dessas campanhas é a de apadrinhamento.
Você escolhe um animalzinho pra apadrinhar e contribui com um valor mensal que ajuda na compra de ração e despesas veterinárias. Bacana, não? Bom, eu sou super suspeita porque a causa animal é algo que acredito muito e faço a minha parte, ajudando como posso.
Depois eles te mandam um prontuário do animal com tudo o que vem sendo feito graças à sua ajuda. Já faz mais de um ano que sou madrinha da Bombom e fico muito feliz em ajudar a mantê-la bem enquanto não arruma uma família definitiva.
Caso queira ajudar, apadrinhe um cachorrinho(a) você também. São várias opções de contribuições e qualquer ajuda já vale muito. Pra escolher seu afilhadinho, entre no blog da ABEAC clicando aqui, escolha aquele que mexe com seu coração e envie um email para apadrinhe@abeac.org.br informado o tipo de pagamento (pode ser depósito, boleto ou PagSeguro). 
Lembrando que a contribuição de padrinho é mensal, mas você também pode ajudar esporadicamente com qualquer valor.
Para mais informações, acesse o site ABEAC.
Vamos ajudar, se não puder colaborar agora, quem sabe amanhã. Ou ajude a divulgar também, qualquer ação é bem vinda.
Obrigada!

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

a inquisição do século XXI

Tá engraçado ler os comentários da galera aqui no blog sobre minha viagem de férias. Os inquisidores, em pleno século XXI, desapontados com o fato de duas pessoas casadas terem suas próprias vidas. Me sinto como se me quisessem queimar numa fogueira. Eu só posso rir mesmo.
O fato é que, até alguns de nossos amigos, torcem um pouco o nariz pro nosso casamento. Não é comum ter um casal que respeita a individualidade de cada um mesmo, eu não entendo. Acho digno de pena, mas mesmo não entendendo procuro respeitar.
Cada relacionamento/casamento funciona de um jeito pra cada casal e o meu, graças a deus, funciona muito mais do que bem assim, do jeitinho que é.
Eu e o Ri jamais teríamos atitudes que impedissem o outro de fazer aquilo que lhe dê prazer e que seja seu de direito. Nós não temos isso no nosso relacionamento. Ele sabia que eu merecia viajar porque é algo que eu amo fazer e ele não pôde ir, paciência. Temos a vida inteira pra viajar juntos novamente.
Nós fazemos coisas juntos, sabe. Mas, também fazemos separados. Cada um tem sua vida, seu espaço, sua individualidade, seus gostos. Pasmem, o Ri também viaja sozinho. E eu não vejo problema nenhum nisso.
Se ele quer ir pra praia surfar com os amigos e eu não estou com vontade, ele tem que ir mesmo. Quem sou eu pra impedir? O mesmo é o inverso.
A gente bebe junto, a gente bebe sozinho, a gente bebe com os amigos. A gente viaja junto, a gente viaja separado, a gente viaja com os amigos. A gente vive junto e a gente se dá bem, não desejamos mal a quase ninguém hehe...
Tem um monte de coisa que a gente ama fazer juntos e outras que ok fazermos separados, até mesmo uma viagem pra um lugar romântico ou qualquer outro lugar, por que não? Qual o problema?
Cada um tem suas regras e no nosso casamento as coisas são assim. Somos, antes de ser um casal, indivíduos com gostos (por vezes) diferentes, anseios diferentes, momentos diferentes. Nós nos respeitamos tanto que jamais seríamos capazes de podar a liberdade do outro.
Temos um casamento de 6 anos bem sólido, estruturado, cheio de romantismo, amor, tesão, amizade, companheirismo, respeito, confiança, parceria. Sério, tanta coisa bem pior na vida pra fazer com alguém do que simplesmente viajar sem a pessoa.
Não entendo porque isso choca tanto as pessoas. Mas, agradeço a preocupação e espero ter "explicado" um pouco como funciona lá em casa. No nosso casamento vai tudo muito mais do que bem, obrigada.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

a linda Cartagena

Ah, como eu amo viajar! Acho que viajar é um investimento inverso, pois quanto mais você "gasta", mais retorno você tem. E é mesmo um negócio que vicia, eu já quero planejar a próxima.
O destino da vez foi Cartagena de Índias, na Colômbia. E sim, recomendo super.
Cartagena é uma cidadezinha apaixonante e bem pequena, dividida em Bocagrande e a Cidade Amuralhada (que abriga 4 bairros: Centro, San Diego, Matuna e Getsemani).


Peguei esse mapa na internet pra ilustrar um pouco como funciona Cartagena e é praticamente isso mesmo. Pequena, porém encantadora.
Nós chegamos numa quarta à noite e como minha amiga e eu temos muito medo de avião, chegamos praticamente mortas de fome e destruídas, física e psicologicamente. Só saímos mesmo pra comer alguma coisinha (no Hard Rock, porque era meio que já conhecido e a gente não queria pensar muito, mas recomendo comer em qualquer outro lugar).
Ficamos hospedadas no Puertas de Cartagena, bem no fervo do centro histórico mesmo. Tudo dá pra fazer a pé por lá. Eu adorei o hotel, é bem simples, mas o serviço é muito bom e um dos funcionários, o Jorge Luís, era muito simpático e prestativo.
Bem localizado, bom chuveiro, boa cama, ar condicionado dos deuses, café da manhã delícia e ainda trocava dólares com uma cotação bem acima das casas de câmbio.


Falando em grana, levei uma parte pequena em dólar e outra em reais. Uma parte do dólar troquei no aeroporto pra poder pagar o táxi até o hotel. Aliás, os táxis lá são preço fechado. Pagamos 10 mil pesos na ida e 12 mil na volta. O restante do dólar troquei no hotel. Os reais troquei em casas de câmbio de Cartagena mesmo. O que sobrou (que foi pouquinho) troquei no aeroporto na volta por dólar e gastei no freeshop mesmo. Pra ter uma ideia, um real vale uns 700 pesos (dependendo de onde você trocar). Já o dólar vale quase 3000 pesos rá!


No primeiro dia, saímos por volta das 10 da manhã (aliás, combinamos de não sair muito cedo, afinal, férias é também pra descansar néam) e partimos pra fazer um walk tour pela cidade. Cara, eu já tinha visto, mas não tinha acreditado no sol que faz em Cartagena. Simplesmente acredito que o tinhoso deva controlar o termômetro daquilo ali bem próximo do calor que deve fazer na terra dele, um inferno!
O termômetro marcava uns 32 graus, mas a sensação térmica era sempre acima dos 40! O céu é aberto e limpo o tempo todo, o vento é quente (quando tem) e o calor é de matar. Não acreditei, saí sem protetor e me lasquei já logo no primeiro dia.
Andamos o dia todo e conhecemos praticamente tudo bem superficialmente, depois escolhemos onde queríamos explorar melhor e voltamos com calma nos outros dias. Sério, o calor é de matar mesmo. Não dá pra ficar sem água, sem protetor e sem chapéu. Ah, e era inverno tá?



Acima tem a praça da Torre do Relógio (onde antigamente chegavam os escravos e ali mesmo já eram negociados) e Las Bóvedas (que já foi um lugar pra guardar armas e também prisão e hoje funciona o comércio local).
Eu me apaixonei por todas as portas, janelas e casas coloridas de Cartagena. Eu queria morar num lugar igual!!!


Fomos abordadas por um guia turístico que nos ofereceu um tour, que não aceitamos, mas caímos na conversa mole dele que ia nos contar um pouco da história "de presente". Tá, ele até contou coisas interessantes sobre a construção da muralha e sobre as bandeiras de Cartagena e Colômbia, mas depois veio com um papo de que vendia pulseiras e era muito pobre, tinha cinco filhos, blá blá blá. 
Como a gente é meio idiota mesmo, ficamos com dó e como não tínhamos ainda muita noção do valor das coisas, compramos 2 pulseiras e "ganhamos" outra por 50 mil. É caro, tá?
Mas, tudo bem. A gente decidiu pensar que pagamos pela história também e decidimos acreditar que ele tinha 5 filhos e tal. E seguimos em paz com nossa consciência.


Para a nossa surpresa, a noite em Cartagena é bem quente, com vento quente, tudo quente, só não tem o sol. Mas, é uma noite linda, linda! Puro charme, encantadora. Outra coisa deliciosa pra fazer em Cartagena é comer.


Fomos em 2 restaurantes bem top de Cartagena: El Santíssimo e La Cevicheria. Gostei dos dois e não achei assim tão, tão caro (dá uns 60 reais mais ou menos por pessoa), mas meu preferido mesmo foi o Crepe & Waffles. Lá, qualquer coisa é boa e num preço bem justo (uns 35 reais em média por pessoa).
A comida é muito, muito boa mesmo. Amei o arroz com coco que eles fazem, o sabor me agradou muito. Outra coisa que amei foi a limonada de coco, todas que tomei eram deliciosas e muito refrescantes. E outra coisa que descobrimos não viver sem por lá eram as paletas, que não tem nada a ver com aquela tal da mexicana-brasileira.
Comeria todas na boa, várias vezes. Experimentei a de banana split (top!) e a de iogurte com morango. Minha amiga comeu de tamarindo (acho beeeeem azedo) e de uva. Sério, recomendo super essa Paleteria (fica no Centro).


No segundo dia, estávamos mais do que exaustas e decidimos nos dar um dia de diva, de rainha, de ryca!!! E assim fizemos. Seguindo uma dica que vi por aí, fomos até o Movich Hotel e nos demos um "pasadía" ou day use mesmo.
Funciona assim, lá você pagava 150 mil pesos por pessoa (uns 200 reais mais ou menos) e podia usar a piscina do terraço o dia inteiro e ainda consumir 50% desse valor. Só pela piscina já valeu, mas ser servida e tratada como princesa, comer como rainha e ter a senhora vista, valeu cada centavo. Esse dia foi o mais perfeito da viagem! Glória a deus!!! 


Aí no terceiro dia fizemos a merda de ir pra tal da praia mais linda de Cartagena, a tal da Playa Blanca. Primeiro não acreditamos quando falaram que não valia a pena e depois quando perguntei pra tonta do hotel, ela não falou nada, só me "ajudou" a comprar o passeio do terror, mais nada.
A dica da mula do hotel foi pra que fôssemos bem cedo até a Torre do Relógio e comprar com alguém por lá. A minha dica é não façam isso.
Sim, lá na Torre tem uma galera vendendo passeios, agora que é baixa temporada o valor é 50 mil pesos por pessoa (pra pessoas trouxas como a gente, porque umas cariocas pagaram pela mesma droga de passeio só 30 mil), incluindo o trajeto ida e volta em *cof cof* lancha e um *cof cof* almoço.
A pegadinha já começa aí, porque no dia seguinte tem mais uma taxa de seguro que você tem que pagar (que eu acho que o cara até avisou, mas esqueci). Aí te levam pro píer de onde saem todos os passeios. O nosso iria até Playa Blanca e também pras Ilhas do Rosário.
A lancha é um barco velho com um motor mais ou menos, que eles entopem de gente e beleza. Chegamos a Playa Blanca e eu estava passando muito mal, acabei ficando por lá mesmo, minha amiga foi pras ilhas e depois voltava pra gente almoçar.
Bom, chegando lá, eu com a pressão lá embaixo, aquele calor do cão, vem uns mil ambulantes em cima de você oferecendo até a mãe, só sei que nessa falação topei uma barraca com sombra e uma massagem pra depois saber que iria custar 110 mil.
Minha dica é, se puder, não sorria, seja grossa e não aceite nada, absolutamente nada. E se precisar de uma barraca com sombra, não aceite o valor que te cobrarem na hora. Pode chorar. Eu paguei 30 e a mulher do lado 12, pra se ter uma ideia.
Bom, o barco que minha amiga estava quebrou, ela levou mais de 2 horas e meia pra chegar em Playa Blanca, almoçamos essa comida linda da foto acima (que chupinhei da internet porque tentei achar a imagem mais bonita da refeição que servem por lá), tá, era feia, mas até que tava saborosa, aí também não sei se era a fome que ajudou...
Enfim, decidi voltar de ônibus (sim, dá e custa mais barato), paguei mais 30 mil, mas não pisava no barco vomitado de novo. Sim, quando ele quebrou em alto mar, as pessoas vomitaram nele todo. Minha amiga voltou de lancha, o que foi o show do horror porque quebrou de novo, enfim, foi um dia terrível.
A praia é bonita, vale pela paisagem, mas dizem que tem outras ilhas privativas por lá que valem muito, MUITO mais a pena. E você pode comprar diretamente no píer. 
Mas, pra nós, o episódio já deu de praia e decidimos fazer outras coisas nos demais dias.



No dia seguinte, nós resolvemos andar novamente pela cidade, agora com mais calma. Foi dia também de fazermos comprinhas. Comprei uma mini wayuu, que são aquelas bolsas feitas à mão super coloridas, comprei algumas cervejas colombianas pro Ri, café Juan Valdez (que é bem famoso por lá), ímã de geladeira pra mamis (clássico), uma camiseta do James Rodrigues falsa (chorei um pouco e ganhei desconto), umas bonequinhas em miniatura também feitas à mão e pasmem, jóia.
A gente foi trocar dinheiro numa casa de câmbio e no fundo tinha uma joalheria (que aliás, tem mil a toda esquina), lá é comum porque é o país das esmeraldas. Aí a gente já tava lá né, resolveu dar uma olhada. E tinha coisas baratas até, bem acessíveis digamos. Não resisti e acabei comprando um colar de prata com esmeralda.


No outro dia ficamos de boa na maior parte do dia e no final da tarde fomos até o Castelo San Felipe de Barajas. Sério, vá no fim do dia porque a caminhada por lá é de matar tanto quanto o calor e o sol. A vista é a mais incrível da cidade e o pôr do sol é maravilhoso.
Fica aberto até às 18h e custa 17 mil pesos a entrada. Vale cada centavo e cada gota de suor. O lugar é incrível mesmo. Fomos a pé, dá uma bela caminhada, o caminho é feio, mas dá pra ir de boa. Na volta passamos ainda num shopping que tem lá por perto só pra dar uma voltinha no ar condicionado.


No último dia fomos ao Museu da Inquisição, só que não valeu muito a pena porque estava em reforma, então as peças de tortura e tal estavam expostas no pátio, e a gente queria entrar nas salas customizadas e tal. O ingresso foi um pouquinho mais barato por conta disso, mas não valeu muito a pena não.
Lógico que pela história sim, mas a gente queria ter visto mais.


No mais, visitamos algumas igrejas que estavam abertas, fomos de novo nas Bóvedas pra minha amiga comprar uns presentes pra família e uma jóia porque ela ficou com inveja da minha hehe...
Acabei me ferrando porque enquanto ela escolhia um anel, eu me apaixonei por um brinco de esmeralda lindo de morrer e acabei comprando (OMG!).
O bom é que pedi o retorno dos impostos pagos nas jóias lá no aeroporto (pra quem paga com cartão é só solicitar no aeroporto, guarde bem as notas e o comprovante do cartão), e zaz! Em 90 dias recebo uma grana que vai ajudar a pagar as minhas jóias!!! Ueba!!!


Nós simplesmente amamos Cartagena, mesmo com o dia da praia do terror, tudo valeu a pena, tudo é história pra contar. O lugar é mágico, encantador, inesquecível. Cheio de história (que eu amo!), cultura, romantismo, enfim, é um lugar privilegiado nesse mundão de deus.
Cartagena me apaixonou!

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

quando acaba

Cheguei de viagem e no dia seguinte acordamos com a notícia que um amigo do Ri falecera. Pra nós, foi tudo muito rápido. Ri descobriu que o amigo estava doente há pouco mais de um mês. Deu pra passar o dia com ele no hospital na véspera de sua cirurgia.
Infelizmente o câncer é uma doença maldita, que acaba não só com quem a tem como com todos a sua volta. E sempre que alguém se vai, assim, tão de repente ou tão inesperadamente, porque mesmo quando a palavra é dura como o câncer, a gente tem aquela velha mania de acreditar em certos "milagres", eu penso em como a vida é nada ao mesmo tempo que é tudo.
Ano passado estávamos num churrasco, bebendo, comemorando. Esse ano fomos a um enterro. E quanto aos nossos planos? Aquilo que pensamos fazer no ano novo, nas próximas férias? Onde vai parar tudo isso?
Que raro viver e saber viver quando na verdade tudo pode acabar a qualquer instante.
Sei que é um pensamento mórbido, mas penso nisso muito quando vejo alguém falecer assim. Me dá medo, me dá angústia. Me faz questionar mil coisas, a maneira que escolhi viver, o que escolhi fazer, os amores que tenho, a raiva que guardo.
A gente sempre acha que vai ter tempo de sobra pra tudo, mas a verdade é que nunca teremos. Ainda que vivamos 100 anos, nunca teremos. Sempre vamos querer mais, sempre vai ficar aquela pendência. 
É tão triste ver tudo acabar assim e pensar que poderia ser qualquer um.
Não sei... a morte me provoca pensamentos estranhos, questionamentos e medos que não gosto de sentir. Mas, acho que é sinal de que estou viva.
Que bom.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

férias

Em janeiro comecei a planejar minhas férias desse ano. Na época, havia 7 meses que o Ri estava desempregado. Então, conversei com ele pra ver o que ele achava de eu fazer uma viagem curta com alguma amiga, afinal, férias é o motivo principal pelo qual trabalho (outros motivos são pagar as contas e poder ter o que tiver vontade e couber no bolso hehe).
Naquela época eu pensei que a essa altura Ri estaria trabalhando, então nem seria assim tão problema. Ele topou na hora, achou justo que eu viajasse sim, mesmo que ele não pudesse ir por conta do trabalho novo e tal. E portanto, decidi tirar 20 dias picados: 10 agora pra viajar com amiga e 10 depois pra tirar com ele (e 10 vendidos é claro).
O problema é que minha viagem chegou e nada do Ri estar trabalhando. Dá um nózinho no peito deixá-lo sozinho enquanto vou me divertir sabe? Mas é justo comigo mesma e até com ele não posso dizer que é injusto. 
Mas é que os planos eram outros né... Enfim, viajo na quarta com o coração apertadinho (mais do que nunca), na torcida pra que esse mês traga algo de bom pra ele também.
Tomara meu Deus, tomara!