segunda-feira, 28 de setembro de 2015

teve paladar


Não lembro se comentei por aqui, mas me matriculei num curso de culinária, do tipo técnico, daqueles que se faz em módulos lá no Senac. Já havia me matriculado há um tempo atrás, mas cancelaram por falta de inscritos. Espero que agora, que está mais na moda, não cancelem de novo.
E enquanto não começa, teve um "aquecimento" nesse fim de semana. Rolou o evento Paladar, promovido pelo jornal Estado de São Paulo em parceria com a Universidade Anhembi Morumbi. Já está na 9ª edição, mas foi a primeira vez que fui.
Recebi o convite do jornal para participar de uma aula com o chef Jefferson Rueda (aquele da prova da linguiça do Masterchef). O evento dura 2 dias, além de um "mercado" montado no pátio da faculdade, ainda havia uma programação de palestras e cursos práticos.



Foi uma experiência incrível, o chef é muito simpático, atencioso, simples, talentoso, enfim, foi um dia maravilhoso, pra guardar na memória mesmo.
Começamos com uma divisão de tarefas por grupo, afinal, íamos preparar entrada, prato principal e sobremesa em 2 horas. 
De cara, fiquei com a parte da sobremesa. Mas, depois tratei de ir fazer outra coisa assim que terminei de cortar todos os mil morangos. Daí foi a vez de cada um fritar seu ovo pra poder montar o prato de entrada: ovo caipira com aspargos e cogumelos, fonduta de grana padano (de comer rezando) e um filete de pão. Nem preciso dizer que estava maravilhoso. E meu ovo ficou show de bola (confesso que foi a segunda vez que fritei um ovo e fiquei feliz de saber que tinha feito certo da primeira vez).
Daí foi a vez do prato principal: cozido de porco com frutos do mar. Tá aí uma coisa que eu nunca pensei misturar, porco com vôngole, lula, marisco, camarão, mas olha, ficou show. Tem um certo nível hard de dificuldade, do tipo que talvez eu não consiga reproduzir em casa sozinha, mas prestei atenção em algumas dicas que vão ser muito útil em outros pratos. Ah, pra acompanhar um arroz branco e tartar de banana.
Por fim, a sobremesa, merengue com morango (ao aceto balsâmico e manjericão), toffee de caramelo e bacon. Gente, para tudo! Simplesmente divino (repeti 3 vezes). Todos os ingredientes que eu nunca pensei em misturar na vida, simplesmente maravilhosos juntos. E o bacon, fez toda a diferença.


Comi o prato principal bem rapidinho e fui ajudar o chef na preparação da sobremesa. Afinal, eu já tinha cortado todos os morangos, nada mais justo do que participar de todo o resto. Olha a minha cara, será que estava feliz??


Foi sensacional, inesquecível!! Ainda saí de lá com um presentinho da A Queijaria, uma marca de queijos artesanais que estavam expondo lá no mercado do Paladar. E diga-se de passagem, um queijo melhor que o outro. Comi tudo ontem com geléia de frutas vermelhas. 
Simplesmente perfeito!


terça-feira, 22 de setembro de 2015

moda e maquiagem

Dia desses fiz um post sobre blogs bacanas que sigo sobre decoração, que é um tema que eu gosto muito e tento praticar lá em casa. Afinal, é o único lugar do mundo que pode ser do meu jeito, ter minha cara, ficar brega ou legal, tanto faz, enfim.
E outra coisa que também tenho gostado de acompanhar e até perdido horas vendo vídeos tutoriais é maquiagem. Nunca soube muito bem como fazer, mas de uns três anos pra cá até que venho montando um arsenal de produtos e acessórios bem bacanas.
Depois de horas e horas assistindo vídeos e praticando, até que posso dizer que me viro no quesito maquiagem. E normalmente, quem ensina a se maquiar também fala de moda, looks do dia e tal. Que bem ajuda a gente a ter algumas boas ideias.
De maquiagem, gosto muito dos vídeos da Camila Coelho, mas ela é num nível muito profissa e eu nunca, nunca consigo fazer nada do que ela faz. Assim como nunca, nunca consigo usar as roupas que ela usa, porque né, o preço é quase o mesmo de um carro. Mas, os vídeos de maquiagem são muito bem feitos e até servem de inspiração pra algo que fica um pouco parecido quando eu faço hehe.
Tem também o da Niina Secrets, acho que ela tem um jeito mais fácil de fazer boas makes. Mas, o que eu gosto mesmo e que eu consigo copiar quase que fielmente é da Linda Kramer. Ela tem um jeito super prático e fácil de ensinar vários truques de maquiagem, além de usar produtos bem mais acessíveis e bem bacanas também.
E falando em blog de moda, o meu preferido (acho que já falei aqui) é o Small Fashion Diary. Adoro o estilo da escrita e até de vida (por ser publicitária como eu), me identifico em muitos posts. Mas, o jeito dela encarar a moda, o olhar pra compor os looks, combinar peças, enfim, me abriu muito a cabeça e o ponto de vista sobre vários tipos de roupa que eu achava que nunca pudesse usar e hoje, eu olho com outros olhos.
Eu olho, provo, imagino looks, me inspiro nos posts dela, e sério, me ajudou muito a ampliar meus horizontes sobre moda. Sempre fui muito segura sobre moda, não sigo nenhuma, tenho meu estilo, mas obviamente sou vítima dela. Mas, não uma vítima do tipo escrava e sim porque não dá pra fugir de certas tendências. A menos que fuja totalmente do tipo de personalidade que tenho, aí não uso mesmo.
Mas, parei de torcer o nariz. É bom poder fazer o exercício de experimentar coisas diferentes. Coisas que você nem sequer pensa usar na vida. Pode ser que fique bom, acredite.
A última "loucura" que fiz foi comprar uma saia midi lápis. Eu quase nunca uso saia, não é uma coisa que eu me sinta muito confortável e  tal. Midi então? Loucura né, certeza que vai achatar mais ainda meu meio metro. Lápis? Socorro!
Mas sim, a saia midi lápis - e ainda listrada - ficou linda no meu corpo. Marcou as curvas certas, tem um comprimento confortável e não achatou em nada minha super altura. Comprei sem medo de ser feliz. Agora estou louca pra compor um look incrível com ela.
Enfim, esses são meus blogs preferidos sobre feminices, coisinhas de mulé, maquiagem, looks e tal. Acho que toda boa referência merece ser divulgada

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

de última hora

Sexta tocou meu telefone, recebi um convite pra ir pra Orlando, com passagem, hospedagem, parques e passeios tudo na faixa. Seria uma semana no próximo mês. Tinha que voar pra dar a resposta correndo se eu topava ir ou não.
Só que esse tipo de coisa a gente não pode simplesmente dizer sim, eu precisava ver se iam me liberar aqui na agência. Esse tipo de convite, de viagem, é bem normal no meu mercado de trabalho. Porém, normalmente só rola pra cargos de diretoria pra cima.
Mas, como aqui me colocaram em duas funções diferentes no organograma, acho que a pessoa estava com meu nome no lugar errado e me convidou. Primeiro perguntei pra minha nova diretora, que disse - nas entrelinhas - que era complicado porque eu tinha acabado de tirar férias e blá blá blá. E que era melhor eu ver isso com o nosso diretor geral.
Ele não estava e eu tinha que correr com a resposta. Mandei uma mensagem pra ele, o prazo foi apertando, apertando e nada. Ele até viu a mensagem, mas não respondeu. Liguei pra pessoa que me convidou e disse que não ia. Ela insistiu e disse que esperaria até hoje de manhã.
Na sexta à noite veio a resposta do meu diretor: "Pode dar ok, você é super competente e a agência precisa sempre reconhecer os ninjas. Ok para sua ausência nessa viagem".
Confesso que fiquei muito mais feliz com essa resposta do que com a viagem em si. Acho que eu tenho uma coisa dentro de mim, que me incomoda muito, que é um senso de justiça um tanto quanto exigente demais, e eu sempre acho que reconhecer um esforço realmente não faz mal a ninguém, pelo contrário.
E sim, eu tenho certeza absoluta que eu merecia esse reconhecimento. São só palavras, é claro, mas significou muito pra mim. De verdade.
Sobre a viagem, bem, ponderei alguns fatores e resolvi não aceitar. Primeiro porque nunca fui pra lá e gostaria muito de ir pra Disney acompanhada do Ri. Depois porque acabei de tirar férias e estou falida. Enfim, achei que não era o momento. Acredito que outras oportunidades virão em melhor hora.
E estou feliz com a minha escolha. E também muito feliz com esse reconhecimento, sério, de verdade era a injeção de ânimo que eu precisava pra continuar tolerando algumas coisas por aqui.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

amor nos tempos de crise

Que merda de crise que o país está vivendo. Todo dia vejo o Jornal da Globo e nunca tem uma boa notícia, uma nova perspectiva, uma luz no fim do túnel. Aliás, esse túnel nem fim tem.
Já se foram 1 ano e 3 meses e o Ri continua sem trabalho. Agora as coisas parecem até piores do que antes, porque nem o telefone toca, nada. É desesperador.
Não consigo dimensionar o que se passa na cabeça dele, como ele se sente realmente. Eu já teria pirado, mas ele está sempre sereno.
Quer dizer, nem sempre, mas na maioria do tempo. Claro que tem dias que ele fica bem desanimado, triste, desapontado, decepcionado, mas a área dele é uma das mais afetadas pela crise.
Graças a Deus não nos falta nada, mas ficar em casa às moscas, vendo o ponteiro do relógio passar e nada acontecer é de foder.
E eu penso em quantas outras casas mais a situação não se repete. Em quantas ainda irá se repetir e meu deus, até quando?
Todo dia eu faço uma oração quando acordo e outra antes de dormir, só sei agradecer pelo que tenho e pedir um trabalho pro Ri. Todo dia é a mesma coisa. Confesso que tem dias que dá vontade de desistir, parece que ninguém está te ouvindo, mas a gente precisa acreditar em alguma coisa maior senão pira.
Que buraco estão nos enfiando? Até quando? Até onde?
O desafio desse ano, acredito que pra todo mundo, é chegar em 2016 empregado.
Que fase hein Brasil...

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

a comemoração

Todo aniversário de casamento fazemos uma coisa diferente ou escolhemos um lugar legal pra ir (normalmente pra comer), o escolhido da vez foi o Esquina Mocotó. Queria ir já há algum tempo e porque amo comida nordestina, então queria experimentá-la gourmetizada, porque tá na moda e tal.
O almocinho não poderia ter sido melhor. O lugar é super agradável, aconchegante, atendimento impecável e comida excelente. Me empolguei tanto comendo que esqueci de tirar foto dos pratos pra registrar aqui depois (só tirei do cuscuz).
Chegamos cedo (por volta do meio dia e meia) porque dizem ter uma fila de espera gigante, estava vazio, mas poucos minutos depois encheu de formar fila na porta. Descobrimos que o Mocotó (do lado) é o tradicional com comida nordestina típica e em quantidades generosas (que é do pai do chef Rodrigo Oliveira), e o Esquina Mocotó é a comida nordestina gourmet. Fila gigante e demorada mesmo é no do pai dele, ao lado e onde eu pretendo voltar com paciência pra experimentar.
Vamos ao que interessa. De entrada pedi os famosos dadinhos de tapioca (1) que vem acompanhado de uma geléia de pimenta e o Ri pediu o cuscuz (2). Ambos muito saborosos.
Depois vieram os pratos principais, eu estava louca pra provar o baião de dois (3), que no caso dele leva chips de queijo e é mais cremoso que o tradicional, além da carne ser de angus e não carne de sol, estava divino e o Ri pediu o peixe do dia (4) que era um namorado, acompanhado de vegetais e legumes. Estava maravilhoso também.
E ainda guardamos lugar pra sobremesa, é claro. Ri foi de verrine (5), que era uma mousse de chocolate, caramelo e sorvete de leite queimado, que aliás eu nunca comi nada parecido. E eu fui numa tortinha de cacau com banana e sorvete de creme (6), deliciosa também.
Olha, eu só sei que quero voltar lá mais vezes pra experimentar um pouco de tudo e também ir no do pai, comida nordestina tradicional é comigo mesmo.


À noite, o menu ficou por minha conta. Mais um final de semana frio e chuvoso, coragem pra sair de casa com tempo assim é quase zero. Preparei um risoto de camarão de prato principal e de sobremesa fiz um mini naked cake de chocolate com morango.
Eu queria fazer uma graça na verdade, deu um trabalhinho fazer as camadas e tal, mas valeu porque a gente se divertiu muito e comeu até se lambuzar. Com direito aos nossos noivinhos originais usados como topo do nosso bolo de casamento.
Foi um dia de comilança, mas né, combinava com o tema das nossas bodas: açúcar! 
E que venham os próximos!!!



Esquina Mocotó
Av. Nossa Sra. do Loreto, 1108 (serve almoço e jantar todos os dias, exceto domingo que só tem almoço)

Obs: crédito das imagens (Google), exceto o cuscuz que é de minha autoria

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

de{coração}

Engraçado como ao longo da vida e do tempo vamos descobrindo novas paixões e hobbies, né? Cozinhar e decorar nunca passaram pela minha cabeça, mas de repente virou paixão. Posso ficar horas e horas vendo referências na internet, lendo revistas, seguindo blogs, procurando vídeos, enfim, virou vício mesmo.
Acho que se deve ao fato do casamento. Porque bateu essa vontade de deixar a casa com a nossa carinha, com o nosso jeito. E de fazer uma comidinha gostosa pra compartilhar bons momentos, então acaba virando meio que mania. Cozinhar e decorar é amor. <3
Já tem aqui no blogroll (ao lado) uma série de blogueiras que adoro seguir porque sempre tem uma novidade bacana sobre decoração. A Casa que Minha Vó Queria é ótimo, além de dicas e ideias, eles também tem uma lojinha e vira e mexe disponibilizam alguma coisa bacana pra baixar e a gente fazer em casa. 
Outro cheio de dicas e inspirações é o Casa de Firulas, assim como o Casa Montada. O Casa de Colorir que é da blogueira que dava dicas no Decora (quando era com a Bel Lobo). E neste feriado descobri (não lembro como) o Ricota não Derrete. Achei o nome ótimo e assisti quase todos os vídeos de DIY que tem no canal.
As ideias de decoração com objetos de 1,99 foram "massa", como diz a blogueira pernambucana. Eu amo lojinhas de 1,99 e tô sempre garimpando coisinhas legais e que são baratinhas. É outro vício meu. Tem muita coisa bacana em loja de 1,99.
E se você, assim como eu, curte essa coisa de decorar a casa, tá aí essas dicas de blogs ótimos pra se inspirar e até colocar a mão na massa. Ah, e se você também tiver dicas, compartilha aí nos comentários.
;)

terça-feira, 8 de setembro de 2015

narcos

O que tem de bom pra fazer num feriado chuvoso e frio como esse??? Ficar embaixo das cobertas, comendo e colocando as séries em dia.
Já falei num outro post algumas séries que ando acompanhando, e enquanto as novas temporadas não estreiam, o jeito é arrumar novas paixões.
E foi assim que decidimos ver Narcos, a nova série original do Netflix que conta a história de Pablo Escobar. Vale pela direção do Padilha e atuação monstra do Wagner Moura. Que aliás, li por aí um monte de crítica ao espanhol do cara. Bom, se até eu que não sou ninguém tô cheia de críticos aqui no blog, imagina o Wagner Moura néam? Mas, na boa, tomanocu essa gente que só sabe ver o lado ruim da coisa, dane-se o espanhol do cara, o que importa é como ele tá fazendo o papel e na boa, não tem como criticar.
Basicamente a história é sobre Pablo Escobar, mas narrada pela visão de um cara do DEA (unidade americana anti-drogas) que ajudou a polícia e o governo colombiano na captura dos traficantes de lá.
Eu já sabia que a Colômbia era famosa pelo tráfico de drogas, já tinha ouvido sobre Pablo Escobar, mas nada muito a fundo. E meu deus, esse cara era bem louco. Mas, também tinha uma mente geniosa. Uma pena que grandes mentes da nossa história tenham sido perdidas pro lado negro da força.
Porque há de se admirar ou pelo menos respeitar uma pessoa que veio do nada e de repente passa a faturar 60 milhões de dólares por dia. Sim, por d-i-a! Tá, é droga, mas gente, que puta negócio ele fez. Do mal, claro, mas não se pode negar que ele foi gênio.
A geniosidade pode ter o levado à loucura, à monstruosidade, sei lá. O fato é que sim, pra mim ele era gênio e monstro. Tudo o que ele fez com o povo colombiano é loucura, maldade, monstruosidade. Por vezes eu até olhava pra ele e lembrava de pessoas como Hitler e Bin Laden. Maldade e loucura pura.
E agora, quando estive em Cartagena, em várias barraquinhas de ambulantes haviam camisetas com sua foto estampada escrito "el Patrón", como ele também era chamado. Na época não entendi, achei até engraçado, agora acho triste e continuo não entendendo.
Escobar dava dinheiro ao povo, ajudou a construir casas, escolas, hospitais, mas acho que nada disso apaga o caos e o terror que ele espalhou pelo país, acredito que nunca terá nada parecido. Mas, enfim, talvez tenha gente lá que goste ou admire, sempre tem louco pra tudo nesse mundo.
Mas, a história do cara é interessante e a série é muito bem dirigida. Devorei a 1ª temporada inteira, a próxima está prevista pro ano que vem. Além do Wagnão tem também o Pedro Pascal (o Oberyn de GOT!!!), que também está ótimo. Enfim, acho que vale a pena assistir sim. Eu já fiquei totalmente viciada, com o perdão do uso da palavra.


quinta-feira, 3 de setembro de 2015

as velhas (nem tão) boas novas

Ontem, no trânsito da volta pra casa, estava ouvindo o programa esportivo Estádio 97 (como faço todos os dias) e eles estavam recebendo o Rick Bonadio de convidado especial.
E aí perguntaram pra ele se faz diferença pra um cara que canta bem pra caramba ser tímido ou introvertido. E ele respondeu  que de nada adianta um cara ter talento se ele não tiver alma de artista. Não chega a lugar nenhum.
Daí eu pensei, tá aí, isso é pra mim, essa sou eu. De que adianta meu talento, meu trabalho bem feito, minha dedicação se eu não tenho alma de "político"? Não vou chegar a lugar nenhum.
Melhor tapa na cara que eu levei através de um exemplo muito claro. Realmente eu não vou chegar mesmo a lugar nenhum.
Digo isso porque desde que minha diretora saiu da agência, há 5 meses (não 5 dias ou 5 semanas, mas sim MESES), eu "assumi" todo o trabalho dela, me dediquei, fiz tudo que podia e não podia, entreguei todos os jobs no prazo, segurei a peruca na boa, fiquei sozinha na equipe cobrindo férias da minha assistente, assumi riscos, dei minha cara a tapa.
Mas, não lambi o saco de ninguém, não puxei o saco de ninguém, não me aproximei de ninguém "importante", não fiz a política da boa vizinhança. Eu não sei fazer isso, me enoja.
E  então, descobri que o computador que o TI instalou ao meu lado era pra minha nova diretora. Ou seja, meu VP não teve a coragem de me contar primeiro que estava trazendo alguém, que eu, apesar de ter prestado pra fazer tudo e não ganhar nada, não prestaria pra ser a nova diretora. Melhor mesmo trazer outra pessoa de fora né?
Se eu disser que não estava esperando nada vou estar mentindo. Mas, não tive sequer o respeito que me era devido de saber que chegaria alguém. Soube pelo cara da tecnologia. Bacana, não?
É, esse é bem o meu mundinho mesmo. Nem sei porque eu fui tão ingênua de achar que iria rolar alguma coisa diferente disso. Talvez eu tivesse esperançosa porque meu VP só me elogiava, até disse que eu era a rainha do meu departamento, que eu era um avião, que eu era excelente, blá blá blá blá.
Mais um "cala a boca e trabalha aí sua idiota que daqui a pouco vou trazer alguém que custa o dobro de você". Ok, obrigada. Sim, eu me iludi. Não deu em nada.
E o Bonadio ainda acrescentou a seguinte frase à sua entrevista: "não adianta ter talento se o cara não se relacionar com as pessoas certas".
Então é isso, obrigada Bonadio, acho que dessa vez ficou bem claro pra mim, por mais que eu seja uma grande "artista" parece que jamais irei brilhar mesmo.