quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

para 2017

Desejo um ano bem - BEM - menos filho da puta pra todo mundo.
Venha!

domingo, 25 de dezembro de 2016

alguma mágica, por favor

Estou aqui apenas na esperança de que com a mudança do ponteiro no relógio de meia-noite-e-um do primeiro dia de dois mil e dezessete, haja alguma mágica poderosa.
Talvez porque tenhamos muitas pessoas emitindo somente boas vibrações, bons pensamentos, talvez algum alinhamento de planetas, sei lá, talvez apenas a possibilidade de um novo ano, branquinho, todo novo, possa ser capaz de deixar pra trás toda a urucubaca deste ano.
Que essa força vibracional, que esse anseio por coisas boas e novas possa acontecer como num passe de mágica. Como quando a gente assopra as velinhas do nosso bolo de aniversário. Que o universo possa receber nossas intenções e nos devolver magicamente em forma de desejos realizados.
Amém, amém, amém!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

pro pior não há limites

Não sei se já mencionei a frase que dá título a este post antes por aqui, mas ela era um mantra que um antigo louco diretor costumava emanar todo santo dia pra fuder um pouco mais com a vida cruel que a gente tinha. Ele achava legal atrair energia mais negativa pra lama que estávamos afundados.
Mas, o pior não era ter que conviver com isso. O pior é constatar que ele tinha razão. Esse ano, que foi tão, mas tão filho da puta comigo, insiste em continuar me lascando. É impressionante. Se minha vida fosse um filme, não sei se colocaria na prateleira da comédia ou da tragédia, porque realmente está inacreditável.
Uma das poucas boas surpresas da vida que me aconteceu neste ano se transformou na maior decepção de todas. Daquelas de dar nó no estômago, de fazer você querer vomitar. A vida tem dessas, a gente sabe.
Assim como as boas surpresas vem, as péssimas vem também. Agora, ter tudo misturado no mesmo pacote, foi um pouco novidade pra mim, confesso. Tenho tentado digerir novamente mais essa rasteira que levei. Tentar tirar alguma lição, sei lá. Embora isso só com o tempo.
Eu e a minha eterna mania besta de acreditar nas pessoas, confiar, achar que todo mundo vai ser tão gentil e responsável com as expectativas dos outros como eu. Enfim, vou levando, caindo e levantando. Uns tombos piores que outros, mas é o que temos pra hoje.
Eu que pensei que nada pior podia acontecer nesse ano tão fatídico, sim, pode. Afinal, ainda faltam 11 dias pra acabar o ano.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

#yearinreview2016

O Facebook veio me lembrar que é chegado o momento de fazer uma retrospectiva do nosso ano. Mas, como lidar com um ano em que a gente, na verdade, só quer apagar da memória?
Lembro, como se fosse ontem mesmo, da noite da virada em que fiz um milhão de planos e pensamentos positivos na esperança de um ano melhor. Sonhei com novas metas, esperei por certos milagres. A primeira rasteira veio na primeira segunda-feira do ano: uma demissão mais do que injusta.
Mas, aprendi a exercitar ver o lado bom das coisas. Talvez tivesse sido a maneira que deus encontrou de tirar certas pessoas da minha vida. E no fim isso só veio a fazer bem pra minha saúde e pra minha paz de espírito.
Mergulhei um pouco nos ensinamentos budistas e de fato aprendi a ser mais grata pelas coisas. Não fiquei nem sequer uma semana desempregada, acabei conseguindo um freela de 3 meses numa agência em que sempre sonhei trabalhar.
Foi um passo importante pra conhecer novas pessoas e adquirir novas experiências. Aprendi que uma ajuda pode vir de onde a gente menos espera e aprendi a deixar o orgulho de lado. Meu freela acabou e dois dias depois eu estava empregada novamente.
Não era o emprego dos sonhos, mas também aprendi que talvez nunca será. E não porque não exista, mas porque é algo que não está certo em mim. Então o jeito é a gente se encaixar e tentar tirar o maior proveito das oportunidades. E desse jeito, consegui cumprir a meta de não reclamar mais por aqui. E sim, funcionou.
Ri não conseguiu voltar pro seu mercado de trabalho, a crise pegou feio, não só lá em casa, mas em todo o país. Mesmo assim, sempre tem alguns anjos no nosso caminho e uma nova oportunidade surgiu pra ele: abrir seu próprio negócio.
Não tem sido fácil, mas também não podemos reclamar. Na verdade, o que temos mesmo que fazer é agradecer. Devagarinho as coisas estão acontecendo. 
Eu não tive um ano repleto de coisas boas, ao contrário. Eu ainda me questiono porque tudo o que estávamos acostumados a ter nos foi tirado assim, de uma hora pra outra, mesmo entendendo que a vida é assim mesmo. Nada é tão nosso ou tão certo que não possa mudar sem aviso prévio.
Vi sonhos nascerem e morrerem na mesma velocidade. Me decepcionei, me perdi, me deixei afundar na minha própria inconformidade. Tive planos e projetos que já abandonei. Perdi o tesão em uma série de coisas que antes eram super paixões da minha vida.
Ainda não recuperei o prazer de tê-las ou fazê-las de novo. Ainda continuo ranzinza e sem fazer questão de ser simpática com todo mundo (educada sim). Enfim, o ano está pra acabar e eu estou contando os minutos. Este ano, de fato, foi um daqueles poucos que eu gostaria de apagar de vez da vida.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

comer, rezar, amar

De um dos filmes preferidos, daquele que faz todo o sentido do mundo pro momento da vida, um trecho pra inspirar.

No fim, comecei a acreditar em algo que chamo de “a física da busca”. Uma força da natureza governada por leis tão reais quanto a lei da gravidade. A regra da “física da busca” é algo mais ou menos assim: tenha coragem de largar tudo o que é familiar e confortante, que pode ser qualquer coisa como a sua casa ou arrependimentos e saia em busca de uma jornada pela verdade, seja ela externa ou interna.
Se considerar uma pista tudo o que acontecer nessa jornada e aceitar que todos que conhecer ao longo do caminho serão como um professor, e se estiver preparada, acima de tudo, pra enfrentar e perdoar realidades duras sobre si mesma, a verdade não será retida de você.


segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

a vida é um sopro

Quando perdemos pessoas, assim, do nada, começamos a pensar um pouco mais em como a vida é frágil, rara e que pode acabar num sopro. Simples assim. Sem tempo pra despedidas, desculpas, olhar pra trás e repensar no que teria sido feito se tivesse uma nova chance. Na verdade nunca haverá.
E eu, com minha cabeça turbilhada de pensamentos nos últimos dias, só consigo me questionar se vivo a vida que gostaria. Se fosse eu naquele vôo, teria ido em paz com tudo o que havia feito até agora? Satisfeita comigo mesma e não arrependida pelo que deixei de fazer?
Confesso, não sei.


segunda-feira, 28 de novembro de 2016

férias da vida

Ultimamente, quando observo minha vida, não consigo entender onde me encaixo. Eu olho e não me encontro em nada do que eu faço. No trabalho mesmo, eu só vou porque é uma obrigação, porque eu tenho que pagar minhas contas, mas não sinto menor tesão e nem a menor vontade de sair da cama e ir para o trabalho.
Não tenho motivação, inspiração, nada. Ao contrário, sinto raiva de não poder fazer algo de que me orgulhe, que signifique algo na vida de alguém (nem que fosse a minha, ao menos), algo que eu sinta prazer, amor, nada.
E parte dessa motivação meio que vem contaminando outros aspectos da minha vida. Como a minha vida deu um looping de 360 este ano e até agora está longe de voltar a ser o que era, muita coisa mudou e tive que me adaptar a diversas novas realidades.
O fato de ganhar menos e trabalhar a mesma coisa é uma das coisas que mais me desmotivam e me jogam pra baixo. Eu tentei ver os pontos positivos das coisas, encarar o desafio como um aprendizado, mas na teoria é tudo tão lindo, na prática eu choro todo dia de pagamento.
A grana curta me tira os prazeres e objetivos principais da minha vida: viajar, comer e me mimar (sim, me julguem, mas eu gosto de comer bem, me vestir bem, cuidar de mim e viajar). E não, não dá pra fazer tudo isso sempre sem gastar dinheiro. E sim, dinheiro compra um pouco de felicidade.
E aí eu olho, olho e vejo que eu estou vivendo pra pagar contas (e olhe lá) porque todo mês eu tenho que tirar dinheiro da poupança pra poder completar a renda. Até aí, graças a deus que tenho de onde tirar, mas esse dinheiro vai acabar. E aí? 
Cortei todos os gastos que podia, mas ainda me permito - mais raramente - alguns pequenos deleites. Só que nada, absolutamente nada tem me dado tesão na vida. Aos poucos venho perdendo o tesão nas coisas. Cozinhar já não me encanta mais, cuidar da casa, decorar, passar horas vendo vídeos de maquiagem ou ideias DIY, nada. Eu só estou no automático.
Até meu casamento entrou nessa lambança toda e ultimamente sou a pessoa que menos tem a capacidade de fazer alguém feliz. Às vezes, eu sinto vontade de sumir. De sair sem rumo e não voltar nunca mais.
Sei que parece papo de louca, mas olhando pra maneira como estou vivendo, sem paixão, sem tesão, sem propósito, só consigo pensar: meu deus, como faço pra tirar férias da minha vida???

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

repetindo o mantra: que ano puxado!

Gente, eu tenho tentado tirar todas as lições possíveis de tudo aquilo que venho passado, mas confesso: estou cansada.
Porque por mais que eu tente realmente ver o lado bom de tudo, perseverar e acreditar que os bons pensamentos trarão boas coisas, vem merda atrás de merda. Fica difícil manter a perspectiva e a fé, até.
E faltando tão pouco pro ano acabar, ainda tenho medo do que pode acontecer, porque aconteceu e ainda acontece tanta coisa e de maneiras tão inesperadas, que virar a página de dois mil e dezesseis seria um alívio e tanto.
Contando as horas aqui...

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

é chegado o fim?

Há onze anos escrevo neste blog. No começo tinha outro nome, era em outro endereço, hospedado via uol, com um template super quadrado e bem infantil, entre as opções que existiam disponíveis pra eu escolher. Era o começo da era dos blogs e lógico que nem se compara ao que hoje é chamado até de profissão.
O blog era um diário onde a gente compartilhava com qualquer pessoa um pouco daquilo que a gente vivia, dos nossos pensamentos, sonhos e até banalidades cotidianas. Pelo menos essa era a ideia pra mim. Inclusive que continua até hoje.
Nunca tive medo de me expor e nem de ser chacota ou alvo de muitas críticas em alguns comentários que já apareceram por aqui. Nunca usei nome fictício ou me escondi de alguma forma. Sempre fui bem transparente no que escrevi aqui. Com sentimento e verdade.
Lógico que já sofri consequências. Até emprego perdi. Teve gente que se sentiu  humilhada ou ofendida com algumas coisas que escrevi, o que não me arrependo porque é o que eu penso. Só posso sentir muito por quem tenha se ofendido, mas tenha continuado a passar por aqui.
Teve gente bacana também. Gente querida, gente que nunca vi, mas que o mundo digital tratou de estreitar as "relações". Gente que me mandou recados positivos, gente que eu nunca vi e que estava passando ou tinha passado por algo parecido, gente mandando vibração, gente torcendo. E isso sempre fez valer a pena.
Escrever sempre foi como terapia pra mim. Mas, hoje me pergunto se além de servir como um escape, ainda me deixa feliz? A resposta é não sei. Como a maioria das respostas pra muitas perguntas da minha vida atual, aliás.
Eu gosto da nostalgia de reler algum post antigo. Ver o que passei, aprendi, cresci e mudei. Ou não. Rir com algumas coisas do passado, chorar até de saudade, sei lá. São onze anos da vida aqui nesse pedaço de "papel".
Estou pensando seriamente em terminar o blog. Não sei se está valendo a pena, não sei se tenho o mesmo tesão de antes e nem sei se serve pra mesma coisa de antes. Mas, ultimamente, pela falta de tempo e de vontade, essa é uma ideia que me passa pela cabeça.
Talvez eu me arrependa, talvez não. Vou pensar mais um pouquinho, mas acredito que em 2017 não terei mais esse blog que vos falou (e fala) durante tanto e tanto tempo.
Veremos.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

mudança

Aconteceram tantas {mais} coisas nos últimos tempos que eu ainda não processei toda a informação e, consequentemente, os aprendizados que vieram com elas. O que eu pude perceber, no entanto, é que tudo o que aconteceu {e continua acontecendo} tem me levado à tantas novas reflexões que às vezes eu não me enxergo mais em nada do que eu acreditava antes.
Muitas coisas, como falei repetidas vezes aqui no blog este ano, me tiraram do lugar comum e me fizeram repensar antigas verdades. Mudei alguns hábitos, ainda que pequenos, e passei a praticar um exercício de paz comigo mesma.
Pode parecer pouco, mas não é não.
E como a vida não pára -graçasadeus- um turbilhão de coisas novas aconteceram e estão mexendo as estruturas de novo aqui dentro. Se eu pudesse dar um nome pra definir o que esse ano representou, eu diria "tsunami". 
Não lembro de nenhuma outra época da minha vida em que tenha passado por tantas coisas e por tantas transformações num curto período. E tal qual um tsunami, cada dia mais estruturas são abaladas e mais coisas vão se recolocando no lugar aqui dentro. 
E coincidentemente (ou não, porque eu não acredito muito em coincidências) recebi uma chuva de posts, gifs e mensagens falando sobre mudanças. Parecia o universo me enviando pequenos drops de encorajamento, meio que dizendo que apesar de tudo, o caminho é esse mesmo.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

drops dos últimos dias (ou semanas)

Andei reclamando (não por aqui porque essa foi uma meta de vida minha pra esse ano) que não tinha muito o que fazer na agência nova, pouca demanda pra muita gente. Acontece que de um mês pra cá, nossa equipe de 10 perdeu 5 integrantes e o trabalho acabou sobrando pra quem ficou.
Por conta disso, e também da vida em si, o tempo tem sido escasso nesses últimos dias. Aliás, tempo, o que é isso? Onde vive? Quem controla? Quem conhece? Quem aproveita? Enfim...
O bom é que neste último mês fiz aniversário e resolvi fazer um bolinho em casa. Que a princípio era pra ser docinhos e bolinhos, mas minha mãe estava em casa e achou absurdo eu servir apenas isso pros meus convidados e acabou virando uma festa mesmo.
Não vou reclamar não porque amo receber pessoas em casa, ainda mais se for pra comemorar meu aniversário. E fiz tudo com muito carinho, bolos e docinhos ficaram por minha conta, e foi simplesmente delicioso ver a satisfação das pessoas ao comerem meus quitutes. Afinal, cozinhar é um ato de amor.
Ganhei muitos presentes, tanto materiais como emocionais, mas nada paga a presença de quem pode estar lá. Continuei ganhando muitas coisas ainda nesses últimos dias, inclusive lições de vida e experiências inesquecíveis e incríveis.
Mas, queria registrar aqui uma frase que ganhei do meu ex diretor (que me contratou onde estou hoje) que dizia assim: a melhor coisa que fulano fez neste último ano que trabalhou aqui foi ter te indicado pra mim.
Cara, sério, esse tipo de coisa faz valer a pena, me faz ganhar o dia e vale mais do que muita coisa. Ouvir isso fez minha quarta-feira brilhar e deu ânimo pra aguentar os dias que seguiram pela frente. 

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

das coisas que eu quero fazer e ainda não fiz

Junto com meus três-ponto-quatro chegou, obviamente, uma série de novas inquietações e dúvidas aqui dentro. Dois-mil-e-dezesseis tem sido um ano e tanto, caramba. Cada marretada na cara, cada rasteira safada, cada surpresa repentina.
O bom é que, apesar das decepções e expectativas fracassadas, sempre pude tirar algo positivo de tudo que passei e continuar sendo grata. Não posso dizer que foi um ano de todo ruim não. Conheci pessoas novas, adquiri novos hábitos, aprendi novas coisas, me reconheci e conheci tantas vezes.
O negócio da casa foi só uma das coisas que não deram certo. Aparentemente. Porque né, não conhecemos os planos que o Universo tem pra nós. Eu só posso acreditar que é sempre a melhor das opções que acontece com a gente.
E aí com essa notícia lá se foram meus planos de fazer uma viagem, porque né, a vida é bela, mas o dinheiro não dá em árvore, infelizmente. E me peguei pensando em todos os lugares que quero conhecer ainda, as coisas que ainda não fiz e que quero fazer, se a vida que eu levo é a vida que eu sonhei pra mim. E por falar em sonhos, quantos sonhos abandonei pelo caminho e quanto outros ainda me acordam na madrugada com frio na barriga?
Cadê aquela juliana de dezoito anos? Ou aquela de doze? Ou aquela de trinta e três de tão pouco? O que ainda resta dela? O que ainda existe nela? Quem sou, pra onde vou, o que será?
Um dos filmes que não sai da minha cabeça nos últimos dias (e que é um dos meus preferidos) é Comer, Rezar, Amar. Sempre penso na história daquela mulher que tinha "tudo" e desistiu desse tudo pra ir atrás de um outro tipo de "tudo", de tudo que lhe faltava. Quanta coragem! Sempre penso: que inveja.
Coincidência ou não, quando terminei de arrumar as coisas lá em casa depois que meus convidados foram embora no dia do meu aniversário, sentei no sofá e liguei a tevê só pra ver o tempo passar. E o filme que estava passando era justamente esse.
Vi uns cinco minutos e me dei por vencida: o amor era grande, mas o sono era maior. Fui dormir. Na segunda tive day-off na agência, então marquei um dia de princesa como presente pra mim mesma. E quando voltei da massagem, de novo deitei no mesmo sofá, liguei a mesma tevê e lá estava ele: o mesmo filme que eu tanto amo.
Assisti tudo de novo como se fosse a primeira vez. Porque na verdade é como se fosse. Cada vez que eu vejo esse filme, enxergo uma lição nova, uma mensagem diferente. Vai ver que é o momento da vida, afinal, a juliana que viu esse filme lá na estreia há alguns bons anos atrás, não é mais a mesma que viu agora. 
Enfim, sigo pensativa e inquieta. Na busca de alguma coisa que eu nem sei o que é. É, essa sou eu com certeza.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

é primavera

Essa semana fiquei um ano mais velha. Fim do tal do inferno astral. Assim espero. E dizem que quando fazemos aniversário, começamos um novo ciclo, um novo ano "pessoal". Gosto de acreditar que sim.
Afinal, recomeços sempre costumam trazer chances novas de fazer as coisas. Nem que seja tudo de novo, porém, de formas diferentes. E meu ano novo é regido pelo número 3, que diz que terei um ano de expansão e crescimento (como se eu já não tivesse tido até aqui).
Pois bem, diz-se que é um ano bom pra expandir várias áreas da minha vida: tanto material quanto profissional, mas também as relações afetivas como família e amigos. Diz que é um ano em que terei sucesso em tudo o que fizer. Diz também que eu devo colocar minha felicidade em primeiro lugar.
Enfim, o que sei é que com a chegada de mais um ano, senti a necessidade, ainda mais urgente, de viver tudo de uma vez. Como se de fato não houvesse amanhã.
Uma ânsia de não perder nada, de não deixar nenhuma oportunidade escapar, de viver os sonhos mais loucos, enfim, viver. Porque quando eu olho pra algumas pessoas eu só consigo pensar essa não é a vida que quero pra mim.
Eu não vim pra ver a vida passar, eu não vim à toa. Eu quero viver a vida.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

pero sin perder la ternura, jamás

Entre tantas e todas as lapadas que tomei nesse ano, meio que aprendi a não dar importância desnecessária pra tudo aquilo que "aparentemente" não tenha dado certo. Treinei minha mente e também minha alma pra acreditar que tudo tem um motivo, embora a gente leve um tempo pra compreender qual é.
Tudo tem sido uma grande lição e estou, de fato, aprendendo com todas elas. Me dou o direito de sentir raiva e indignação sim, afinal, sou humana, com sentimentos à flor da pele. Mas, nada como uma noite bem dormida pra perceber que não vale a pena gastar energia com esse tipo de coisa.
Nada como deitar a cabeça no travesseiro sabendo que nunca enganei ninguém, nunca menti ou prometi algo a alguém que não pudesse cumprir, nunca fui filha da puta com ninguém, nunca dei minha palavra e depois voltei atrás, enfim, nada como ter a consciência tranquila.
Porque agir do lado do bem, com boas e reais intenções, fazer o bem e ser fiel a você mesmo é o que faz tudo valer a pena. E o universo se encarrega do resto depois. Tudo o que vai volta, exatamente como minha vó costumava me dizer. Só que as coisas não são na hora e nem como a gente quer. Só que depois, quando a gente para pra analisar, a gente percebe que é sempre melhor do que a gente esperava e na hora certa que tinha que acontecer.
Por isso, acredito que tudo o que vem acontecendo tem sim um motivo. Nem que seja me ensinar muita coisa. Porque apesar de todo desgosto e decepção que tive esse ano, cara, quanto aprendizado! Tomei no cu, tomei, mas ainda assim consegui aprender alguma coisa com tudo isso. Então, agora é ter calma e paciência, perseverar porque tudo está na mão de um cara lá em cima, que vê e sabe de tudo. E tudo que a gente merece, uma hora a gente recebe. Tanto de bom quanto de ruim. Portanto, estou à espera. O que tiver que ser, será.


terça-feira, 27 de setembro de 2016

palavras não valem nada

Pois é. Tanta euforia, tantos planos, expectativas e blá blá blá. Esqueci que esse ano podia me surpreender negativamente também, foram tantas vezes, por que não mais uma né?
O que acontece é que fechamos o acordo na troca da casa pelo apê, mas os bancos entraram em greve, então tudo ficou parado. Mas, saí vendendo uma série de coisas da casa porque obviamente não teria espaço no apê novo.
Aí, do nada, recebemos uma mensagem que dizia que o comprador recebeu uma proposta melhor no apê dele e que era irrecusável. O que é irrecusável quando se dá sua palavra né?
Pessoas de palavra hoje em dia estão cada vez mais raras, burra fui eu de não ter feito um contrato, colocado multa e car****. Por que eu tenho essa mania besta de acreditar na palavra dos outros? Só porque eu tenho palavra e pra mim isso basta, valendo mais do que papel assinado, as outras pessoas não são como eu.
Ao contrário. Quantas vezes mais eu vou ter que me ferrar pra aprender essa lição??
Enfim, coloquei os planos na pastinha do "qualquer hora a gente vê", botei embaixo do braço junto com todas as expectativas que tinha e cá estou, escrevendo esse texto num misto de raiva, desgosto, decepção.
Não sei o que vai ser, só sei que por enquanto é isso aí.
Obrigada mundo por colocar pessoas desse tipo na minha vida e me mostrar como eu ainda sou ingênua. Mais uma lição pra conta nesse dois mil e dezesseis sem fim.

domingo, 18 de setembro de 2016

eu sei que a vida devia ser bem melhor e será!

Agora é fato: estamos de mudança! 
Pra quem esperava viver pra sempre no nosso castelo, aqui vai uma lição pra vida: nada é para sempre!
Estou ainda em processo de desapego, pela casa, pelas coisas que não vamos levar, por tudo que ainda não fiz, pelo que nem vivi lá e tantas outras coisas mais. Mas, agora o sentimento que me invade é de ansiedade. Não vejo a hora de começar a encaixotar as coisas, separar o que vai, o que fica, o que doaremos.
Separar o que é lixo e que deve ir pro lixo, abrindo espaço pra tudo de novo e bom entrar em nossa nova casa (que na verdade é um apê). Estou animada com a nova decoração que eu vou ter que me preocupar, com os novos detalhes que vou ter que pensar, enfim, agora já estou vivendo essa mudança toda.
E com isso, já sonhando com meu novo estilo de vida, que condiz com a nova juliana que habita em mim. Já estou planejando as férias do próximo ano, os roteiros dos lugares que quero conhecer, as coisas que quero viver, as comidas que quero comer, enfim, já mergulhei de cabeça nessa minha nova vida.
E eu sei, com toda certeza, que ela há de ser muito melhor do que tudo que já vivi até agora.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

a beleza de ser um eterno aprendiz

Que ano, minha gente! Ufa, acho que agora, nove meses praticamente vividos - insana e intensamente, vejo que posso respirar mais aliviada. Enfim e por fim, as coisas estão tratando de se encaixar.
Que ano cheio de tropeços e recomeços. De promessas infundadas, mentiras maravilhosas e mergulho dentro de mim mesma. Quantas e quantas vezes, nesse mesmo ano que parece uma década, me vi repensando e repensando, me redescobrindo e me reconhecendo de novo.
Quantas fases atravessei nesse ano. Senti tudo muito intensamente. A raiva por ter sido enganada na antiga agência, a consternação por saber que não é possível confiar nas pessoas que te sorriem, a dúvida sobre o futuro, o medo por conta do desemprego lá em casa. Depois a gratidão por ter me reencontrado e no meio do caos ter recebido a bênção de não ter ficado desempregada nem uma semana sequer.
A leveza de perceber que, por mais que a gente não entenda, tudo acontece pro melhor. A sabedoria adquirida em acreditar que a gente realmente colhe o que planta, então está tudo bem. Se me enganaram, mentiram e me prejudicaram, o mal maior não foi pra mim. O mundo gira, a vida continua e o universo se encarrega de trazer o que é de cada um. Tudo a seu tempo.
Depois tive que aprender a fazer um novo exercício, neste mesmo ano em que achei que já tinha vivido de tudo: desapegar. O desapego não é tarefa fácil, é preciso sim muita teoria e muita prática. Estou ainda aprendendo a me desapegar do estilo antigo de vida que eu tinha e de todas as coisas que me proporcionava. E também todo o ônus que vinha com isso. Coloquei na balança meus anseios para o momento (sim, sou imediatista demais) e revi prioridades. Cheguei à novas conclusões e, novamente, descobri uma nova juliana aqui dentro.
E com tudo isso vivido neste ano, com tanta emoção, sentimentos e etc, posso dizer que estou pronta pro que vier. Estou mais forte e mais madura. Sei que posso cair mais mil vezes, que vou levantar em todas elas. Sei que cada tombo foi pra me trazer neste ponto onde estou.
Estou mais tranquila com o futuro, mais satisfeita com o agora e mais segura com as escolhas e decisões que tomei. Eu sabia que esse ano ainda me traria excelentes surpresas. E vou dizer que estão superando as minhas expectativas.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

bodas de lã com muita comida!!

Ontem completamos 7 anos de casados e, como de costume, escolhemos um restaurante novo pra conhecer e comemorar. O escolhido da vez foi A Casa do Porco. Ano passado fiz uma aula com o chef Jefferson Rueda no evento Paladar, do Estadão.
E aí ele comentou que tinha acabado de inaugurar seu restaurante especializado em carne de porco. E gente, eu adoro carne de porco, é super saborosa, enfim, porco é amor! Aliás, não sei de algo que eu não goste quando o assunto é comida...
Enfim, escolhemos ir ontem porque andei ouvindo que a fila de espera é bem demorada, então, em plena segunda, comer carne de porco à noite era certeza de que daria certo. Dito e feito! Chegamos às 19h10 e já logo sentamos, a casa estava vazia. Lotou depois das 20h30 mais ou menos.
O atendimento foi excelente, o garçom nos explicou como a casa funcionava e ficou à nossa disposição pra explicar cada item do cardápio. Eu que já seguia a casa nas redes sociais, a cada nova foto postada eu sentia que ia ter uma grande dificuldade em decidir qual prato pedir.
Aí o nosso garçom nos indicou o menu degustação: que vinha um de cada entrada e depois o prato principal da casa. Nem preciso dizer que concordamos de imediato e foi aí que a orgia gastronômica começou. Só me lembro dele perguntando se tínhamos alguma restrição e o resto foi puro deleite.

A rodada começou com os embutidos da casa, que inclusive tinha de cabeça de porco, acompanhados de um pão integral feito na casa, cebola caramelada com bacon, mostarda dijon e um picles de rabanete. Confesso que pra cabeça de porco torci o nariz, mas estava lá pra experimentar e posso dizer que gostei bastante.
Depois foi a vez do tartar de porco maturado com tutano e cogumelo numa torradinha delícia (que era base pra várias outras entradinhas). Aí veio o sushi de papada de porco com tucupi negro e nori. Aí então a alface romana com costelinha de porco, arroz e algas marinhas.
Depois veio a sanguiça com tangerina e broto orgânico.  E então um pãozinho no vapor com barriga de porco, cebola roxa e muita, muita pimenta fermentada.
Aí foi a vez dos croquetes de porco com mostarda de tucupi e mais pimenta fermentada. Confesso que nesse ponto minha boca estava dormente de tanta pimenta, ao ponto de eu não saber se estava comendo algo quente ou apimentado mesmo.
E então veio o virado à paulista em versão canapé: porco + feijão + couve + linguiça + ovo de codorna em cima daquela mesma torradinha. Hummm, sério, de comer rezando.
E aí eles finalizam a rodada das entradas com um dos carros chefe da casa: torresmo de panceta com goiabada!!!



Bom, depois de toda essa orgia foi a vez de apreciar o prato principal do menu degustação: o Porco San Zé! Que nada mais é que uma bela porção de carne de porco feita em oito horas, tutu de feijão, tartar de banana e couve. Tem uma opção mais leve com cuscuz de legumes e hortaliças, mas a gente não tava de brincadeira não.


Esse menu, que eles chamam de "De tudo um poRco", não é muito barato, mas pra quem - como eu - queria provar tudo, vale a pena. E ainda guardamos espaço para sobremesa, é claro! Tem muita opção interessante, inclusive uma que fizemos no curso do Paladar, que era morango com manjericão e tal.
Mas, optei pelo pudim (e olha que eu nem curto) só porque vinha com algodão doce. Ri escolheu bolinhos de chuva, que tinha sorvete de creme (e que sorvete!) e uma calda de chocolate amargo.


O que posso dizer de tudo isso??? Bom, essa comemoração não podia ter sido melhor. Super recomendo o lugar e com certeza vou voltar, porque ainda não comi todo o cardápio hehe

A Casa do Porco
Rua Araújo, 124
Aberto todos os dias do meio dia à meia noite, exceto domingo que fecha às 17h


segunda-feira, 5 de setembro de 2016

perspectivas e prioridades


Se tem uma coisa que esse ano me mostrou é que nada, absolutamente nada está sob nosso controle. A vida, do nada, te dá um sacode que te deixa sem chão, sem rumo, sem norte, sem nada. Mas, assim é a vida mesmo, e a beleza está em sacudir a poeira e se levantar pra ver o que está por vir.
Este ano caí algumas vezes, mas em todas levantei mais forte, mais humana e acredito que até melhor como pessoa. Aprendi que a gratidão é de fato uma arma muito poderosa e que saber usá-la é um presente para poucos.
Aprendi a enxergar beleza na simplicidade e percebi que a vida é muito rara pra gastarmos tempo com tanta bobagem. Escolher as prioridades virou meu lema. Aprender a me reinventar e reinventar minhas prioridades são meus exercícios diários.
Ainda sou uma pessoa com diversos defeitos, alguns até enraizados demais pra abrir mão neste momento, mas sigo no caminho do auto conhecimento e da super auto ajuda. Eu estou me ajudando a melhorar nessa jornada chamada vida.
Foram tantas as lições e os aprendizados, que continuo sendo grata por tudo o que aconteceu e vem acontecendo comigo. Até as coisas ruins, porque foram justamente elas que me fizeram rever alguns pontos e achar luz em meio a tanto caos.
Foram as piores coisas que me fizeram dar os passos necessários em direção ao que realmente importa na minha vida. E eu só consigo ser grata (de novo e sempre).

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

é apenas matemática {e muito amor}

É só uma casa.
Esse é o mais novo mantra da minha vida: é só uma casa.
Imagine que você levava uma vida X e que de repente virou uma vida Y, pois é, assim é que se encontra minha atual situação. O fato é, exemplificando melhor, nós tínhamos uma renda de 5x e despesas que somavam 4x, ou seja, ainda tínhamos uma folga de 1x pra fazer aquilo que a gente "quisesse".
Aí, vem a vida, o destino ou qualquer coisa e de repente você passa a ter uma renda de 3x, mas as despesas continuam sendo as mesmas. Ou seja, o que antes sobrava, agora falta e muito. E o que mais pesa é justamente o financiamento da casa.
É aquilo, a gente dava conta de boa, nosso plano até era quitar antes do previsto, mas a vida às vezes tem reviravoltas inimagináveis e nos leva a repensar objetivos, rever conceitos e prioridades. Aliás, a grande prioridade das nossas vidas é viajar o mundo e pra isso é preciso um bom dinheiro de sobra.
Lógico que tudo isso pode ser (e tomara que seja) uma fase e que logo a gente recupere a nossa condição de antes, mas mesmo assim,  um financiamento longo e caro de uma casa ainda continua sendo um fardo pesado.
Mas, é só uma casa.
Acontece que apareceu uma boa oportunidade de nos livrarmos de toda e qualquer dívida trocando a nossa casa por um apê de um conhecido. A princípio isso não tinha passado pela nossa cabeça, afinal ele tinha se interessado pela casa da nossa vizinha, que está à venda já há algum tempo.
Mas, vimos uma oportunidade de fazer uma troca e repassar a dívida. E assim conseguir sanar a minha ânsia de viver a vida com um pouco de conforto e extravagâncias. Sim, eu gosto de ter uma vida que me proporcione certos luxos e quero isso pra ontem.
E depois, é só uma casa.
Aí ontem fomos visitar o apê que está uma graça, tudo muito bem acabado e de muito bom gosto, embora os nossos estilos sejam bem diferentes, não há absolutamente nada pra mexer ou arrumar no apê. Está tudo pronto pra morar imediatamente e é na mesma rua da nossa casa.
Fui lá e já fiquei imaginando o que cabia, o que traria, como faria, principalmente com as cachorras, que seria uma baita adaptação e tal, mas que é pro bem de todos, enfim. Fizemos a proposta e hoje são eles que vão visitar nossa casa pra ver se realmente o negócio vai pra frente.
Sabe, a nossa casa... Aquela casa que eu me apaixonei no momento que coloquei os olhos. Que quando entrei imaginei que seria pra sempre e que planejei cada detalhe com todo amor do mundo, zelo e paciência.
Mas, é só uma casa.
Quando voltamos pra casa ontem, fiz um trilhão de planos já considerando tudo como certo. Deu um puta aperto no coração. Porque né, 99% de mim está torcendo pra dar tudo certo, mas tem aquele 1% que ainda se apega ao estêncil dos Beatles que desenhei no rodapé da escada, se apega aos ladrilhos hidráulicos da minha cozinha, escolhido um a um a dedo por nós dois. Se apega ao espaço do churrasco que ainda não fizemos, mas que existe na minha cabeça desde antes da gente se mudar.
Mas, de fato é só uma casa.
Andei pela casa ontem mentalizando esse mantra e pedindo a Deus que aconteça o que for melhor pra acontecer. Que se for pra dar certo, que dê. E se não for, paciência. Ninguém melhor que ele pra saber o que é melhor pra gente.
Perdi o sono, não dormi nada e a sensação foi bem horrível. A gente pensa no tanto de espaço que tem, no instagram recém criado pra mostrar cada detalhe da nossa decoração, e de repente se vê - de novo - num apê ninho, apertadinho e tal.
Só que é só uma casa.
Dessa vida nada se leva e a gente só quer poder mesmo é vivê-la sem se privar. Sem ter tanta dívida amarrada, tanto boleto pra pagar. Trabalhar não só pra poder quitar as contas, mas se dar alguns prazeres. Enfim. Essa é a vida sendo a vida.
E depois outra, é só uma casa.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

balanço adiantado

Faltam apenas pouco mais de 4 meses pra acabar o ano.
Tenho alguns planos pra 2017, um deles é tentar ter um tantinho de controle sob minha vida, uma vez que este ano nesse quesito foi uma lástima total.
Me peguei pensando nos planos que fiz ano passado pra este ano e que nenhum saiu do papel. Alguns sonhos inclusive morreram. Mas, 2016 foi um ano libertador e mágico, ao mesmo tempo que destruidor.
Foi uma espécie de tsunami, devastou meus alicerces até então que acreditava serem sólidos, mas não varreu tudo com ele não. Tive a capacidade de aprender muito com meus erros e anseios passados. Tirei muitas lições com as minhas atitudes impensadas. 
Fiz uma viagem interior que nunca havia feito antes e passei a me conhecer e me aceitar mais e melhor. Estou tentando perdoar minhas próprias fraquezas, aceitar aquilo que não posso mudar e buscar coragem pra viver com menos medos.
Mudei de emprego três vezes, sendo duas delas por falta de opção. Uma naquela demissão super significativa e gratificante (libertadora também) e outra porque meu contrato acabou. Fui parar onde nunca imaginei e nem sonhei estar, o que foi também outro aprendizado e uma grata surpresa.
Conheci tanta gente legal esse ano. E me permiti re-conhecer tantas outras. Não fiz as grandes viagens que planejei, mas as poucas valeram a pena. 
Ainda não realizei meus objetivos pós-demissão como profissional, mas todos eles estão listados mentalmente no meu caderno de notas mental e com grau de prioridade altíssimo. Preciso correr atrás do tempo "perdido" deste doismiledezesseis arrebatador.
Que ano surpreendente em todos os sentidos. Positivos e negativos, mas estamos aqui para vivê-lo. E sim, estou sim cheia de gás, sonhos e planos. E se nada der certo, nunca é tarde pra continuar tentando de novo e de novo e de novo.
E sim, ainda anseio por mais surpresas nesses próximos quatro meses e meio.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

prazer, essa sou eu

Confesso: sou a pessoa mais covarde que conheço. E, pra mim, não foi fácil admitir finalmente tal adjetivo. Não que eu possa ser definida somente por isso, mas a covardia é algo muito presente na minha essência.
Tenho medo de tantas coisas bobas e tantas outras mais complexas. Logo eu que pago de  corajosa pra quase tudo na vida, mas isso não é verdade. Vivo usando a desculpa de que não quero magoar os outros, mas a verdade é que sempre me faltou coragem pra sair da minha zona de conforto.
Quando pequena sempre briguei com a minha mãe pra que ela não me tirasse da escola porque já estava acostumada com tudo por lá, mesmo que pagar a mensalidade fosse praticamente impossível pra ela. Eu não me importava de fato, só queria mesmo me sentir segura onde eu já estava.
Depois, escolhi a mesma profissão da minha mãe porque achava que seria mais fácil conseguir um emprego, ao invés de fazer jornalismo porque o que eu realmente gostava e sempre gostei foi de escrever. Mas, tinha medo de botar um currículo debaixo do braço e sair caçando um emprego de verdade. Muito mais cômodo usar a rede de influências dela e esperar o emprego bater em minha porta.
Sempre quis morar fora, mas usava a desculpa da falta de grana pra esconder o meu medo do desconhecido. De meter as caras, de ter que me virar, lavar banheiro, viver uma vida sem conforto ou comodidade, não sei. Poderia ir hoje, mas até hoje invento desculpas, digo que meu tempo já foi, que tenho responsabilidades, mas essa é a mais pura mentira. Eu tenho mesmo é medo.
Vivo dizendo que não sou feliz no trabalho. Já tive algumas ideias pra mudar de vida, já me aventurei em organizar casamentos, mas quando me vi tendo que abandonar a aparente segurança de um salário caindo no final do mês independente de qualquer coisa, me fez desistir de tal sonho.
O nome disso? Medo. Não tive coragem de abandonar o que já sei fazer pra ir atrás de algo totalmente novo e incerto. Podia ter dado muito certo, como podia ter dado muito errado. Exatamente como todas as escolhas da vida, mas meu medo é mais forte que tudo.
E olhe, não é fácil admitir ao mundo a minha covardia. Mas, não sei, isso estava me consumindo. Cansei de esconder meus medos atrás de desculpas esfarrapadas. Estou onde estou e sou o que sou porque sou muito covarde. Eu gosto de ser como sou, é confortável. Eu sei como meu dia começa e também como termina e embora eu sempre pareça desmotivada com isso, na verdade isso me acalma.
Tenho medo do novo, tenho medo de errar, de ser julgada, de falhar, de fracassar e por isso arrisco e tento tão pouco. Sim, essa sou eu, uma verdadeira medrosa inconformada e que tem medo demais de mudar.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

mental block

Chegou um momento que não sei se ia acontecer uma hora ou outra, mas está acontecendo: meu bloqueio mental! Shit happens... c'est la vie!
Não consigo produzir nada, nenhuma das minhas ideias, minha mente tá com uma preguiça imensa de pensar, logo meu corpo acompanha essa moleza e parece que estou vivendo meio que no walking dead style.
Confesso que estar no modo automático todo dia até que tem suas vantagens, cansa menos, estressa menos, mas acho que vive-se menos também. Não sei dizer o que está acontecendo, só sei que é isso mesmo. 
Minha rotina nas últimas duas (ou será 3?) semanas tem sido acordar, trabalhar, voltar pra casa e assistir Friends. Sim, eu nunca tinha assistido desde o começo e aproveito o meu caso de amor com a Netflix pra colocar todas as séries do mundo em dia. E outra, Friends é leve, tudo o que preciso pra finalizar meu dia.
Abandonei todos os meus projetos: instagram de decoração, playlists de vídeos de auto maquiagem, diy, cozinhar, etc, etc, etc. Meio que criei um mundo paralelo onde minha mente não faz mais do que o basicamente necessário.
E confesso: estou amando.
Socorro! Sim ou não?

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

a vida e suas escolhas

Uma amiga muito querida, e de quem sou fã, resolveu fazer uma newsletter com seus deliciosos textos e nos agraciar com eles de tempos em tempos (não tenho certeza de que seja semanal, mas por mim até podia ser diário). 
Como eu já adorava seus textos, receber esse "drops" {como ela carinhosamente chama} sempre me faz abrir um sorriso ou refletir sobre os pontos que ela coloca. Ou conhecer uma banda nova que ela indica ou ler uma coisa que eu não esperava com suas dicas de leitura paralela.
E o drops de hoje foi tão assertivo que parece que foi escrito pra mim. A partir de uma experiência dela, uma lição de vida pra qualquer pessoa. O texto falava sobre arrependimentos vindos das nossas escolhas.
Por mais que eu não costume me arrepender das escolhas que faço, mesmo quando elas são as mais erradas do mundo, eu sempre penso que fiz aquela escolha tentando acertar. O que parece bem óbvio, mas nem sempre é.
Eu sempre parto do princípio de que é melhor se arrepender de ter feito do que de morrer com a dúvida de não saber como teria sido. E sempre acho que nossas escolhas nos levam exatamente pra onde devemos estar. Nada, nada é por acaso. Nem as escolhas certas e nem as erradas. 
E que não é justo a gente mesmo se julgar depois da decisão tomada. A vida é assim mesmo, e eu acho que são essa pegadinhas da vida que fazem da gente o que a gente é. Ou a gente acerta ou pelo menos aprende com o erro. Ou seja, toda escolha tem seu lado positivo.
E adorei uma frase dela que dizia que "o grande pulo-do-gato está em saber dar às coisas o peso que elas tem e seguir em frente".



















Obrigada Nath por ter a coragem de se expor tão lindamente e abrilhantar meus dias com pensamentos tão bons sobre muitas coisas da vida. 

segunda-feira, 25 de julho de 2016

a vida como ela é

Dia desses Jennifer Aniston foi flagrada na praia com uma "barriguinha" saliente e saiu nos tablóides do mundo que talvez ela finalmente estivesse grávida. Isso gerou uma revolta na atriz que publicou uma carta aberta à imprensa criticando sua postura.
Muitas mulheres ao redor do mundo ficaram chocadas e também demonstraram seu apoio à atriz através das redes sociais. O choque foi por dois motivos principais: 1. o fato de que toda mulher precisa ter filho pra se sentir completa/realizada e 2. se não estiver grávida você não pode ostentar uma barriguinha saliente.
Dois grandes absurdos, é claro. Mas, as mulheres mesmas alimentam toda essa merda. As mulheres estão sempre escondendo suas saliências ou o seu corpo fora de forma por baixo de uma roupa escura e larga. A gente sempre tem um truque pra parecer perfeita, quando na verdade a gente deveria cuidar da saúde do corpo e aceitar suas imperfeições como parte da gente.
Se dá pra melhorar, ok, melhore se isso vai te fazer bem. Mas, não viva uma vida escrava da dieta e da balança pra agradar os outros. Em especial às outras mulheres até porque os homens podem até falar que gostam de mulher sarada e tal, mas eles gostam e aceitam o nosso corpo melhor do que a gente mesma.
Mas, o que mais me irrita é a questão maternidade. Não tenho a menor vontade de ter um filho, não me faz falta nenhuma e não sinto vocação pra tal, não me sinto menos realizada ou feliz por isso, mas 99% das mulheres que conheço reprovam minha decisão.
Todas acham e se dão o direito de dizer que eu só vou saber o que é amor quando eu tiver um filho. E eu penso, então foda-se! Tá bom o amor do jeito que conheço, do jeito que sinto. E se eu não conhecer outro tipo de amor, paciência.
Ouço todo tipo de reprovação, as mais comuns são:
- o que vai ser do seu casamento sem um filho?
- ah, mas vai ser só vocês dois?
- quem vai cuidar de você quando você for velha?
- você vai sentir falta um dia e vai se arrepender
E tudo isso sempre é dito por uma mulher. E aí quando uma tal famosa resolve gritar pro mundo que a maternidade não é parte do processo de se sentir uma mulher completa, as mulheres aplaudem e apoiam, mas por dentro tenho certeza que reprovam.
Claro que tem aquele 1% que respeita a minha decisão. Não sei dizer se aceitam ou se concordam, mas apenas respeitam. A maternidade parece ser uma imposição assim como o casamento. Eu nunca sonhei em casar, mas aconteceu de durante a minha vida eu encontrar uma pessoa legal com quem quisesse dividir a vida, fui lá e casei. Mas, isso não significa que me tornei mais completa ou realizada.
O casamento foi uma passagem e é um ritual que vivo diariamente. Cuido e zelo todos os dias pra que a relação dure e seja boa. Mas, não é só isso que me completa ou me faz feliz. Aliás, muitas coisas que faço sozinha me completam e me fazem feliz igualmente.
Não preciso de homem, filho ou corpo sarado pra ser uma mulher resolvida, realizada ou feliz. Seria muito melhor se as mulheres parassem de fingir que são feministas e blá-blá-blá e começassem a respeitar de fato o que elas pensam, mesmo que a minoria pense diferente.
Tá mais do que na hora das mulheres se aceitarem e entenderem que não é um status que vai definir o quão realizadas elas serão. Cada um tem um objetivo na vida. Eu quero conhecer o mundo, não quero filhos. E se você quer conhecer o mundo com seu filho, parabéns, vá em frente. Faça o que quiser, mas não me julgue e nem me critique.
Ninguém é mais mulher porque é mãe, porque é casada ou porque tem a barriga tanquinho em dia.
Só acho.

terça-feira, 19 de julho de 2016

vire à esquerda em rua cotoxó

Desde que perdi o emprego, no comecinho do ano, me vi obrigada a usar o waze pra poder chegar na agência nova. Porque por mais que eu tivesse trocado de emprego 3 vezes nos últimos 5 anos, todas as agências ficavam perto umas das outras, então eu evitava ao máximo usar essa nova tecnologia.
É que eu sou um pouco monga no quesito tecnologia, então tem algumas coisas que evito mesmo. O waze era um por dois motivos: morria de medo de errar o caminho e não tinha senso nenhum de direção.
Sempre que eu precisava ir pra um lugar ou ia de carona, ou táxi ou o Ri me levava. O que me tornava uma pessoa bem dependente e eu detestava essa condição. Mas, notem que usei os verbos no tempo passado, ou seja, já não tenho mais medo de errar caminhos, ao contrário, até gosto quando o waze me indica um caminho novo.
Reparo nas ruas, nas casas, nas pessoas, no caminho e fico fazendo ligações mentais e é sempre uma maravilha descobrir que aquele lugar estava tão perto daquele outro. E também usando o waze melhorei muito meu senso de direção.
Ou seja, se erro o caminho, não me desespero mais porque consegui uma noção de tempo e espaço no mundo. E usando o waze eu deixei de ser aquela mulher dependente, tão contrária à liberdade que prezo.
E dia desses, indo pra agência, o waze me pediu pra virar à esquerda na rua Cotoxó. Quando ouvi o nome da rua, me bateu uma tristeza e uma saudade imensa. Há dez anos meu avô havia sido internado numa clínica exatamente nessa rua.E ele nunca mais voltou pra casa. 
E eu acho que não passava por ali há tanto tempo quanto, então me bateu um aperto no peito ter que passar por ali. E descobri que a clínica foi demolida, no lugar só tem escombros e uns tapumes. Provavelmente vão subir um prédio no lugar, não sei. Fiquei com medo de olhar direito, aquele lugar não me traz boas recordações.
E então o waze me mandou virar nessa rua algumas outras vezes. E cada vez que eu passava ali, notava que observava o lugar com mais paciência e sem tanta angústia. Até senti felicidade por não existir mais a tal clínica. Não por nada, meu vô não tinha cura mesmo. Meu vô morreu em decorrência do seu coração ser grande demais (muito mais poético e literal do que dizer que ele morreu de cardiomegalia, não?)
Enfim, hoje a sensação que tenho quando o waze me manda entrar na cotoxó é só saudade. Uma coisa boa, lembranças... 
E assim sigo desbravando os caminhos e me surpreendendo com alguns deles. Faz até o tempo perdido no trânsito valer a pena vez ou outra.


sexta-feira, 15 de julho de 2016

voilá: a nossa casinha!

Coloquei no ar meu blog de decoração ontem. Gente, tô pastando com o wordpress que é uma coisa... Na verdade eu sou muito louca e impulsiva às vezes... Ou seria quase sempre? Ou pra ser mais sincera, sempre mesmo? Não sei...
Bem, a verdade é que quando comecei a montar o instagram eu já logo pensei: preciso de um blog. Ou melhor, de um site. Um site porque aí eu posso vender os produtos que a gente faz. Mas um site com cara de blog.
E aí eu fui lá e comprei um domínio na GoDaddy. E achei que ia ser mó fácil criar o site e tal, mas só que eu sou tipo uma porta pra assuntos tecnológicos, então, obviamente que não está sendo nada fácil. De forma que estou desde abril tentando colocar o site-blog no ar.
Aí eu descobri que eu podia usar o domínio no wordpress e meio que foi a minha salvação, mas só que não. Mexer no wordpress é muito ruim, jesus me salva! Mas, enfim, depois de apanhar muito, consegui fazer alguma coisa e colocar um post no ar. 
Ainda falta um monte de coisa, inclusive linkar o domínio no blog pra não ter que digitar wordpress, mas eu ainda não sei fazer isso hahahaha enfim, deve ser tipo apertar só um botão, mas eu tenho minhas limitações néam...
Bom, o que interessa é que está no ar e quem quiser algumas ideias pra se inspirar no quesito decoração é só conferir lá: anossacasinha.wordpress.com (sim, por enquanto é assim mesmo). Pode seguir no instagram também @anossacasinha
No primeiro post eu falo sobre a cor do ano na decoração: o rosa quartzo. 
Boa leitura!


quinta-feira, 14 de julho de 2016

terça-feira, 12 de julho de 2016

das coisas boas da vida: a amizade!

Dia desses vi um filme no netflix que me fez refletir sobre minhas amizades. Minhas amigas são a família que pude escolher pra dividir essa aventura chamada vida. O filme contava a história de duas amigas (sim, super clichê em filmes sobre amizade) e o quanto uma estava presente na vida da outra nos momentos mais importantes.
E isso é tão, mas tão verdadeiro! Minhas amigas estavam lá. Nem todas e nem sempre, mas cada qual cumprindo seu papel: o de segurar nossa mão (literal e figuradamente). Não costumo dizer que tenho aquela melhor amiga, porque cada qual é melhor no que é. E eu sou tão sortuda por ter tantas melhores amigas.
Tinha aquela amiga super inteligente (não nerd), que era assim sem esforço, simplesmente porque era e ela fazia eu me esforçar pra superar sempre o meu melhor. Foi por causa dela que eu não fiz uma faculdade qualquer. Lembro muito bem quando ela me disse não, você não pode fazer essa faculdade não, você é muito melhor que isso, então você vai fazer a melhor faculdade que puder.
E assim fui, demorei dois anos pra conseguir entrar na tal faculdade, tive que ralar um pouco mais, mas consegui. Superei esse limite por ela, porque ela acreditava que eu podia e me fez acreditar também.
Tenho amigas há quase 30 anos, daquela que nem a distância e nem o tempo fizeram nossa conexão diminuir, ao contrário. Aliás, conexão com elas é o que não falta. Basta um pensamento, um sonho, pronto. É o suficiente pro telefone tocar, uma mensagem chegar ou uma visitar a outra.
E eu acredito muito que essa conexão seja uma ligação de outras vidas, porque é assim que me sinto quando estou com elas: como se estivéssemos juntas há séculos. Não estamos na vida umas das outras por acaso, com certeza.
Cada amiga a seu tempo, do seu jeito. As de perto, as de longe, as virtuais, as que falo sempre, as que falo raramente. O importante é que estamos ali uma pra outra, faça chuva ou faça sol, sem tempo ruim. Na nossa amizade não existe cobrança, a gente se fala quando pode, quando dá e como dá.
E quando aperta, a gente sabe que uma ao menos estará lá. Nem que seja pra puxar orelha, dar um conselho torto, cético ou correto demais.
Agradeço a deus por ter encontrado pessoas tão maravilhosas pra caminhar nessa jornada. Sem dúvida eu não seria o que sou sem todas elas.

ps: o filme em questão foi "Já estou com saudades"

segunda-feira, 11 de julho de 2016

[dez]ilusão

Uma constatação assustadora: dez anos que me formei! Parei pra pensar nisso e, meodeos, que medo me deu. Medo porque ainda não conquistei nada do que tinha em mente conquistar quando decidi e escolhi a publicidade como profissão.
Aliás, estou no caminho inverso. Lógico que tem pequenas conquistas diárias, que aliás, valem uma batalha, mas que não significam muito no contexto geral. E, olhando pras outras pessoas que estudaram comigo, percebo que poucas seguiram nesse mesmo caminho.
A maioria abandonou a publicidade e se dedicou à diversas outras coisas. Eu às vezes me pergunto se deveria ou quando deveria seguir outro caminho. São dez anos nesse relacionamento de amor e ódio com a profissão que escolhi. Concluo que ou eu não escolhi direito ou ainda não consegui entender o propósito da minha carreira.
De qualquer forma, já temos uma década desde aquele dia em que me tornei oficialmente publicitária.

A única certeza que tenho é que não gostaria de fazer isso pro resto da vida. 
Vamos ver...

sexta-feira, 24 de junho de 2016

a saga do plano b

Minha cabeça parece um liquidificador ligado cheio de coisa dentro, cheio de ideias, sonhos e ansiedades girando e girando, tudo ao mesmo tempo, modo non stop.
Pra dar conta de tudo o que penso e anseio, precisaria de um dia com umas setenta horas e viver talvez mais de um século. Como parar o tempo ou como otimizá-lo? Não sei. Só sei que penso em tanta, mas tanta coisa e ao mesmo tempo que não sei como meu cérebro dá conta.
Ao mesmo tempo que escrevo, estou pensando no que vou cozinhar amanhã, no job que posso deixar pra segunda, no curso do próximo mês, das coisas que quero fazer em casa, do outro blog que estou tentando fazer, do outro instagram que está parado por falta de: tempo!
Uma coisa que não sai da minha cabeça é o tal do plano b, pois como o universo sabe, meu desejo é um dia largar a profissão que escolhi e viver de algo que realmente eu ame e me dê prazer. Só que né, a gente sempre quer a parte boa apenas, sem pensar que tem um puta ônus nisso tudo também.
Eu, lá atrás, tentei um plano b paralelo: no mundo dos casamentos. Criei um blog (que ainda existe, mas que não atualizo desde 2013), fiz uma fanpage no Facebook (mas deletei recentemente), fiz curso de assessora e cheguei a fazer alguns casamentos, fui convidada a escrever no iCasei (desisti porque ganhava muito pouco mesmo) e concorri a um prêmio na categoria melhor blog de casamento no Wedding Awards de 2013.
Ganhei dinheiro? Pouco, de verdade. Eu gostava? Muito, de verdade. Valia a pena? Não, porque embora me desse muito prazer, me dava muita dor de cabeça e a parte financeira não compensava. Além do que eu trabalhava em horários alternativos, o que trabalhando em agência é praticamente desumano e passava o final de semana inteiro focada numa festa de casamento. Ou seja, descanso zero.
Poderia ter largado a publicidade e investido nisso? Poderia. Talvez eu estivesse mais rica ou talvez eu estivesse mais feliz, não sei e nunca saberei. Mas, decidi seguir com a publicidade apenas por questões financeiras. Foi uma necessidade e como toda escolha, vivo suas consequências. Sem amarguras ou arrependimentos.
Hoje estou focada num outro plano b, estou montando um blog sobre decoração de casa, projetos no estilo do it yourself e receitinhas, uma vez que andei fazendo uns cursos de culinária no Senac e passei a ter na gastronomia uma nova paixão.
Estou também montando o insta desse perfil e pretendo que seja sim um plano b, afinal, os blogueiros e youtubers são a nova geração e acredite quando eu digo: eles ganham MUITO dinheiro.
Se é modinha eu não sei, mas tenho que aproveitar a onda. Por enquanto a ideia é tentar ganhar algum dinheiro paralelamente à publicidade, seja com posts pagos, seja com a venda de alguns produtos (sim, também pretendo fazer isso).
E aí se um dia eu conseguir sobreviver disso (que seria maravilhoso) eu largo tudo com toda alegria desse mundo.
Vamos ver no que vai dar. Em breve, novidades.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

a lição do dia a dia

Todo santo dia eu chego na agência e digo bom dia pra recepcionista.
As reações dela são olhar e ignorar ou simplesmente nem olhar, responder, jamais.
Eu fico puta e xingo ela todo dia em pensamento.
Aliás, eu penso assim quer ver essa vaca de novo fingir que não me ouve, não me vê... antes mesmo de falar o tal do bom dia.
E assim se segue, todos os dias. Eu jogando um desejo de bom dia ao vento praquela infeliz.
Por que as pessoas esquecem a educação em casa?

quarta-feira, 15 de junho de 2016

para o meu amor

Namorar o Ri é muito natural. É certo que com o passar do tempo, mais intimidade a gente vai tendo e consequentemente vai conhecendo melhor a pessoa, mas com ele parece que sempre foi assim. É como se ele tivesse uma lente de aumento capaz de enxergar até aquilo que eu quero esconder sobre mim mesma.
Desde sempre o Ri tem sido a pessoa mais companheira da minha vida. Mais que um namorado, amante, marido, ele é meu parceiro, meu amigo. Alguém com quem eu posso ser eu mesma em todos os sentidos.
Alguém que não mede esforços pra me ver bem e me fazer bem. Que me mima, que me aninha, que me abraça e que me aguenta também, porque com certeza não é assim tão fácil. Ri tem toda a paciência do mundo pras minhas maluquices e a gente se diverte com as minhas loucuras.
Ele tem sempre disposição pra me ouvir e quer sempre me mostrar que pra tudo e pra todos sempre tem um lado bom. Eu gosto desse jeito de ver as coisas dele, porque é bem diferente de mim e acho que por isso a gente se completa tão bem.
A gente não gosta das mesmas coisas, mas aquelas que gostamos fazemos bem e juntos. O que a gente quer mesmo é ser feliz. E acho que a gente vem conseguindo ao longo desses dez anos. Ele é a única pessoa que consegue me tirar do meu mau humor só com um sorriso.
Ele me conhece, sabe meus gostos, sabe até o que eu nem sei. Me conhece tão bem que às vezes é ele que me lembra quem eu sou, me puxa pra terra, me traz de volta à sanidade vez ou outra. Ele ainda me surpreende com gestos bobos, mas que significam um tudo.
Um café na cama, uma louça lavada ou um docinho que ele compra depois do futebol. Sua disposição em estar sempre presente é uma das coisas que mais gosto nele. Aliás, tem tanta, tanta coisa que gosto nele.
Caráter, humor, atitudes, sorriso... São tantas coisas... 
Pra quem pensa que a gente é perfeito junto, não é bem assim. A gente não é perfeito. A gente tem defeitos, eu muito mais que ele. Mas, perfeição é uma coisa sem graça e a graça está justamente em se ajudar na evolução daquilo que consideramos um defeito.
É aceitar também e passar por cima porque vale a pena. A gente quase nunca briga porque Ri acha perda de tempo. Eu já sou mais birrenta, mas ele me desmonta com o jeitinho dele. A gente tenta, todo dia, construir um dia mais feliz que o outro. O que é tarefa fácil pra quem tem um homem como esse.
Ri é meu porto seguro. Não consigo imaginar minha vida sem ele. Tudo que acontece eu quero contar pra ele, dividir com ele, ouvir sua opinião. E olha que a gente até discorda em muitas coisas, mas acho que é por isso também que dá tão certo.
Enfim, esse é o homem da minha vida e eu queria registrar um pouquinho de nós por aqui porque o dia dos namorados passou e de certa forma eu só queria homenagear aquele que eu mais amo nessa vida: meu Ri.

terça-feira, 14 de junho de 2016

a vida não pára

Faz pouco mais de dez dias que escrevi o último post e meudeus quanta coisa aconteceu na minha vida. Esse ano tá bem louco, como se tudo precisasse acontecer pra ontem. Talvez por isso eu esteja ainda num processo de tentar me encaixar nessa onda que tá me levando.
Apareceu uma super oferta de um trabalho novo. Muitas coisas me fizeram ponderar, embora eu tivesse ido ouvir a proposta, sabia que não era o momento por vários motivos, mas dois dos principais deles: 1. não cumpri meu principal objetivo onde estou e 2. acabei de chegar.
De qualquer maneira, eu sabia lá dentro de mim, que não era mesmo o momento. Mas, fiquei feliz por ter sido indicada por um alguém tão querido, um verdadeiro mestre que tive na carreira. Mas, foi como disse pra ele "não tem problema, tudo acontece na hora certa" e ele me disse "não fique triste, tenho planos muito mais felizes pra você".
Aí nesse meio tempo, houve a mudança de diretoria no meu grupo. E num email carinhoso de despedida do antigo chefe, pedi pra que ele me desse um feedback do pouco que conheceu do meu trabalho, afinal, importava muito pra mim.
Ele, muito generoso, disse que tinha ficado muito contente com esse meu pedido. E me disse que no começo achou que eu não fosse dar conta, porque tenho um jeitinho muito quieto de ser. Mas, que ele percebeu que eu era como um rolo compressor: não havia nada que eu não entregasse. Que eu tinha ido pra cima e agarrado tudo que era meu.
Como ressalva só me disse pra aparentar mais segurança, e eu disse que me sinto mesmo insegura diante de tantos donos da verdade, mesmo sabendo que a maioria é só aparência. Mesmo assim, ele disse pra que eu não deixasse isso transparecer. Que eu erguesse a cabeça e fosse pra cima porque tecnicamente ele não tinha mais nada a dizer sobre meu trabalho.
Ainda que eu viva uma constante relação de amor e ódio com a minha profissão e que por várias vezes eu me sinta perdida no meio desse caos chamado publicidade, esses tipos de coisas ainda conseguem me manter de pé.
Parece que é pouco, mas acredite, não é. Pra mim, aliás, vale mais que muita coisa.
E segue o jogo!

quinta-feira, 2 de junho de 2016

ainda sobre a carroça na frente

"E no processo de co criação da nossa realidade, nos livrarmos da ansiedade é essencial. Ela corrói tudo. Ela corrói nossa fé de que as coisas ainda possam acontecer porque a mente disse que já deveria ter acontecido. Por isso, vamos parar de viajar no tempo porque ele é relativo.
Não se agarre ao tempo, continue acreditando e fazendo o que você pode pra se alinhar com o que acredita e siga. Não adianta querer ganhar na loteria se você não joga.  Alinhe-se!
E isso quer dizer apenas: busque coisas que tem a mesma correlação energética daquilo que você acredita. Alinhe-se! Prepare-se para o que você quer porque senão o bonde passa. Alinhe-se! Acredite no que quer, seja o que quer, haja como se já tivesse o que quer. Sem esforço. O que somos, nós já somos em todas as dimensões, é só a ideia do que precisávamos ser que limita."
Natural Vibe

O Universo tratando de me mandar sinais, dizendo o tempo todo: fique tranquila, a direção é essa mesmo e o destino será uma grande e boa surpresa!

terça-feira, 31 de maio de 2016

sobre colocar a carroça na frente dos burros

Gente, eu fico abismada com a velocidade das coisas. Nessa semana completo 2 meses de agência nova. E, em partes, estava tão feliz e acreditando que agora tudo estava se encaixando quando a vida vem e trata de desarrumar mais um pouquinho as coisas.
Eu ainda vivo um processo de aceitação. Me explico: a gratidão por tudo o que me aconteceu neste ano {e olha, não foi pouco não} existe e é muito legítima. Mas, ainda amargo um pouco o peso e a decepção da minha decepção (mais pelo modo que se deu do que por qualquer outra coisa). E, além disso, temos um fato novo que eu ainda não havia dividido por aqui.
Porque esse fato também faz parte do processo de aceitação pelo qual venho passando. Quando estava fazendo o freela na outra agência, fiz algumas entrevistas e não estava conseguindo bons resultados. Isso porque meu mercado vem passando por uma transformação veloz nos últimos anos: o meio digital está ganhando proporções monstruosas dentro da minha profissão e a maioria dos profissionais não estão preparados pra isso.
Eu me incluo nisso. É mais ou menos assim: pensa num médico cuja especialidade é o coração, porém ele não sabe fazer uma cirurgia cardíaca. É, não faz sentido, mas é mais ou menos isso. Eu trabalho há 11 anos com mídia (que chamamos hoje de off line) e houve no mercado, há alguns anos, uma divisão drástica entre off e on line.
As agências não integravam as coisas, poucas faziam isso. Então ou você era off ou você era on. Hoje ou você é tudo ou você não é nada. Então, há algum tempo eu buscava uma oportunidade de aprender essa parte que me falta, no entanto, ela nunca vinha.
Finalmente, quando fiz a entrevista pra agência onde estou, seria pra trabalhar num time misto, o que chamamos de híbrido, ou seja, fazemos on e off. Disse que eu não sabia nada de on, mas tinha uma puta gana de aprender. E era exatamente esse o perfil que buscavam, de gente com sede de aprender.
Mas (sempre tem essa palavrinha pra estragar) o cargo disponível era um abaixo do que eu já estava, era como dar um passo pra trás. No entanto eu me propus a encarar esse passo pra trás como uma super oportunidade de, num curto espaço de tempo, dar dois passos pra frente. Afinal, era o preço pra aprender algo novo num mercado onde você não vai sobreviver se não aprender logo.
E cá estou eu, tentando aprender, toda feliz pela oportunidade, tentando aceitar o novo cargo como parte de um plano maior, etc e tal. Aí fazem uma movimentação na qual meu diretor irá mudar de grupo. Logo ele, um cara com cem por cento de pensamento digital, disposto a ensinar e blá blá blá e o diretor que virá no lugar é cem por cento off line... 
Aí eu começo a me arrepender da escolha. E se eu tivesse recusado a oportunidade? E se eu tivesse esperado mais um pouco? E se eu soubesse que onde eu estava fazendo o freela ia rolar uma vaga definitiva dois meses depois? E se não der certo? E se eu não aprender? E se esse cara novo for um bosta? (já aconteceu tantas vezes) E se? E se? E se?
Ah, como a vida é engraçada. E perversa também né. Fazendo um retrospecto, percebo que toda vez que aparentemente eu dei um passo pra trás foi extremamente importante e positivo na minha vida. Por que dessa vez seria diferente?
Ontem nosso VP nos chamou pra dar a notícia oficial da mudança e ele disse uma coisa muito certa: aproveitem a oportunidade de trabalhar num dos poucos lugares que tem essa veia híbrida. On e off é tudo a mesma coisa e quem não souber um ou outro será engolido nos próximos meses. 
E é isso. Preciso aprender a deixar o passado no passado e o futuro no futuro. Viver o agora, aproveitando todas as oportunidades que a vida está me trazendo. Sem pensar ou duvidar. Agarrar a chance e seguir em frente. O resto deve ser consequência.