quarta-feira, 30 de março de 2016

novidade

Só pra não deixar passar em branco e finalizar o mês (e já o 1º trimestre do ano), estou colocando em prática o meu mais novo plano B. Aliás, meu e do Ri.
Estamos montando um site sobre decoração e projetos que fazemos e o primeiro passo foi já colocar o IG no ar.
Vou mantendo as atualizações por aqui, então, por enquanto quem tiver interesse em decoração, lifestyle e alguns projetos meio no estilo DIY, é só seguir nosso perfil lá no Instagram: @anossacasinha.
Tenham paciência porque vai ser tudo aos poucos e bem devagarinho, mas vai ser com todo o carinho e dedicação do mundo. A intenção é ficar rica espalhar inspiração e beleza pelo mundo.


terça-feira, 29 de março de 2016

positivação da semana



"Sempre dá certo e sempre dará. Basta respirar esse ar que se chama acreditar. E lembrar de agradecer por tudo. Tudo de bom ou não tão bom que acontece. É tudo sempre pro bem."
iG Natural Vibe

segunda-feira, 28 de março de 2016

no meio do caminho tinha uma cinerama

Sábado, voltando da casa de mamis, fizemos o caminho indicado pelo waze e acabamos numa rua que não passava há uns belos anos, dando de cara com uma loja chamada Cinerama.
Aí lembrei que costumava ir lá com a minha vó (há muitos e muitos anos atrás) pra escolher tecidos. Adorava ver os vendedores desenrolando os metros de tecidos, cada um de uma tonalidade, cada um de uma textura diferente. Adorava ver minha vó com a fita métrica pendurada no pescoço, o óculos de cordinha preso à ponta do nariz, a maneira como ela sabia o que queria.
Achava minha vó tão chique. Ela costurava algumas roupas e também tecia de lã, tricô, fazia as toalhinhas de casa toda caprichada e cheia de frufrus.
Chegávamos em casa e ela desdobrava a caixa de madeira que escondia uma pesada máquina de costura que fazia um barulho infernal. Mas eu gostava de admirá-la no quartinho do fundo, pisando no pedal da máquina e fazendo suas costuras.
Minha vó além de chique era muito elegante. Estava sempre arrumada, unhas compridas, sempre pintadas. O cabelo de fogo que ela fazia questão de pintar. O tal do bigudinho que ela usava quando fazia sua própria permanente. E usava uns lenços lindos na cabeça pra não deixar os bobes aparecerem.
Adorava um salto, tinha uma prateleira cheia de frascos finos com perfumes que eu detestava porque achava muito forte. Tinha um baú cheio de bijuterias preciosas, lembro que eu adorava colocar seus colares de pérola, seus brincos de pressão e algum salto pra desfilar pelo quarto.
Eu queria tanto ter sabido aproveitar melhor a oportunidade de aprender com ela. Queria saber costurar, tricotar, cozinhar como ela então, nossa, como eu queria. Mas, acho que carreguei comigo a vaidade dela. Minha mãe nunca ligou pra nada disso, mas minha vó sim, minha vó me deixou essa herança preciosa de se importar comigo mesma.
De querer estar bonita, se sentir princesa. Estar um trapo, mas subir num salto, passar um pó na cara e ir à luta. Minha vó era dessas. Sempre impecável, mesmo que por dentro estivesse um lixo.
Agradeci por ter passado sem querer naquela rua da Cinerama. Me trouxe tantas, mas tantas boas lembranças da minha vó. Que saudade...


Vovó e mamãe. Reparem, minha vó com esse óculos gatinho, colar estilo Chanel, sapato bico fino (certeza que de salto), posso até imaginar essa blusa de cetim ou seda, talvez feita por ela mesma. Era muito fina, né?

quinta-feira, 24 de março de 2016

registrando para posteridade

No meu mercado de trabalho, uma indicação de alguém vale muito mais (na maioria das vezes) do que qualquer experiência impressa num currículo. E por isso indicar alguém tem um peso e uma responsabilidade muito grande.
Tem pessoas que conheço que não gosto e não quero trabalhar. Por questões pessoais. Mas, se a pessoa trabalhar bem e eu souber disso, eu não deixo de indicar porque tenho um problema. Às vezes comigo não dá certo, mas pode dar com outra pessoa.
Tem pessoas que conheço e que adoro, mas não acho que trabalhem bem. Ainda assim, tento ajudar. Aviso a pessoa que precisa ter uma certa atenção, mas que sempre vale uma conversa.
E finalmente tem as pessoas que adoro e que além disso sabem trabalhar. Essas eu indico de olhos fechados.
Resumindo, não é um problema pessoal que me faz queimar a pessoa no mercado. Porque o mundo gira e amanhã eu posso precisar. E já que o fator indicação é importante, não posso ser leviana ao ponto de colocar questões pessoais acima de qualquer outra coisa.
Mas, essa sou eu. Esse é o meu caráter.
Deito minha cabeça toda noite no travesseiro e durmo em paz com a minha consciência extremamente tranquila, sabendo que não foi por minha causa que alguém possa ter sido prejudicado.

O mundo é redondo porque o que vai, volta. Fica a dica.

quarta-feira, 23 de março de 2016

paletas de sombra

Um sonho: ganhar rios de dinheiro como blogueira it girl.
Realidade: menor talento para tal.
Logo, cá estou no meu modesto e singelo blog pra falar do que quiser, como quiser e de quem quiser. Então, por que não brincar um pouco?
Percebi que há tempos não rolava um postzinho de resenha (assim como de comidinha), então pra manter a vibe lá em cima e variar um pouquinho, vamos falar de: maquiagem!
Fato: não gosto de gastar dinheiro com maquiagem.
Por que? Simplesmente porque me dói pagar mais de 50 reais em itens de maquiagem.
Pago? Depende, na minha maletinha tem pouquíssimos produtos caros.
Bem, já faz mais de um ano que tô pra escrever sobre minhas paletas de sombras, mas sempre esqueço ou não tenho tempo. Hoje, fiquei inspirada vendo um vídeo da fofa Vic Ceridono, do Dia de Beauté e resolvi fazer uma resenha básica.
Já postei aqui que faz pouco tempo que venho acompanhando blogueiras de maquiagens, as preferidas são Camila Coelho (só que tudo que ela usa está um pouco fora da minha realidade), Linda Kramer (adoro o jeito dela maquiar e os produtos são mais o tamanho do meu bolso) e a Vic Ceridono, já citada (porque me identifico com o jeitão dela).
Perto de onde eu trabalhava tinha uma perfumaria que vendia de tudo um pouco e passei a comprar alguns produtinhos da Vult pra testar e confesso: a maioria dos produtos que uso são dessa marca. É bom e é barato. Uso praticamente alguma coisa da Vult todos os dias.
Hoje vou falar das paletas de uma coleção que eles lançaram ano passado chamada Vilãs da Disney. Tem como não amar?? As vilãs são as minhas preferidas!



Logo que lançou foi um auê. Não achava em qualquer lugar não e as primeiras a acabar eram da Malévola e da Evil Queen (ou pra quem é fã de OUAT como eu, Regina). Sempre sobrava da Cruela. Eu torcia o nariz pra ela, até nem queria comprar, mas aí pensei poxa, é uma coleção e são só 3 paletinhas, por que não né? Mas, foi a última que comprei. E pra minha total surpresa, a que mais uso.
Elas são lindas, bem feitas e ainda vem com espelho (nas fotos está refletindo o teto do meu closet, chic!). Então por ordem das que uso mais: Cruela deVil.


Achei que as cores eram nada a ver, mas me enganei. As cores são perfeitas e eu já usei todas. São elas a Preta, Avelã (que são opacas e ótimas pra esfumar), a Mogno, Camurça, Canela (linda), Pérola, Menta (também opaca) e Grafite.


A da Malévola é outra linda, com as cores Preta, Tabaco, Oliva, Ouro, Berinjela, Violeta, Cashmere e Areia. Todas tem brilho e acabei de perceber que ainda não usei a Oliva. Como assim? Ela é uma cor linda. P-r-e-c-i-s-o usar! 


E a da Rainha Má é outra linda que já usei pra ir num casamento. As cores são Preta, Chumbo, Índigo, Prata, Malva, Champagne, Rosê e Pétala. Todas também com brilho. Eu usei as cores mais fortes com um pincel umedecido, ficou mais pigmentado e grudou bem no meu olho. Usei um primer pra sombras antes, mas durou bem.

Essas paletas custaram em média uns R$ 35, achei bem justo. Infelizmente era uma edição limitada, mas dá pra encontrar em alguns sites por aí. O problema é que estão cobrando bem mais caro que isso.

E pra finalizar, vou falar de outras 2 paletinhas básicas que tenho e super baratinhas.


Essa também da Vult, um quinteto coleção Lumière Cor 02/Classic. As cores são bem clássicas (como o nome sugere) e eu gosto muito delas. Elas não tem nome, mas são 2 tons de marrom (um com brilho e outro opaco), uma dourada, uma rosa e uma champagne (todas com brilho).
Não lembro quanto paguei, mas certeza que foi entre R$ 25 a R$ 30.


Essa última é super prática principalmente pra carregar na bolsa. As cores são bem apagadinhas mesmo, por isso chama Nudes, mas só com elas dá pra fazer um olho bem clean e bem legal. As cores também não tem nomes, mas são novamente 2 tons de marrom, um meio cobre, um rosé e um branco. Todas tem brilho, mas bem de leve.
Essa paletinha comprei na H&M numa viagem que fiz e se não me engano paguei uns US$ 5 (mesmo com o dólar nas alturas seria uns 20 reais). Me arrependo de não ter trazido outras cores.

E é isso. 
Fica a lição de que às vezes uma simples paletinha pode te surpreender. E não, não é preciso pagar caro por isso.
E sim, meu sonho é comprar uma paleta da Naked (um dia quem sabe).
Ah, no canal da Linda Kramer (link aqui no blog roll ao lado) tem vários tutoriais usando as paletas das vilãs.

terça-feira, 22 de março de 2016

jacando numa segunda-feira

Faz tempo que não falo de comida por aqui, sempre com aquele assunto chato. Pois bem, ontem foi um dia feliz e eu quis comemorar a vida com o Ri depois do trabalho.
Escolhi o Cão Véio, um dos restaurantes do badalado chef Henrique Fogaça. Infelizmente, minha pouca técnica e master vergonha de tirar foto dos pratos me impediram de ter imagens bacanas do que pedimos, mas vou tentar através das palavras passar um pouco do que foi essa experiência.
Como almocei um shake horrível do Herbalife, quis mesmo enfiar o pé na jaca na janta (tá certinho né?). 
Comecei a orgia pedindo o carro chefe da casa, só pra abrir o apetite: o fila brasileiro (sim, os pratos tem nomes de raças de cachorro). É um filet mignon empanado da farinha Panko, recheado com gruyere e gorgonzola. Muito, muito bom!


Daí a gente dividiu e resolveu que como ainda tínhamos fome, era melhor pedir um lanche pra cada. Ri foi no dogue alemão (hamburguer de carne, costela de porco desfiada, gruyere, coberto com gouda, cebola caramelizada, tomate e agrião do tipo baby servido no pão de batata) com umas batatas rústicas pra acompanhar.
E eu fiquei na dúvida (libriana né), mas fui de mastim (pão caseiro, cupim na manteiga de garrafa e vinagrete de agrião) com mandioca frita pra acompanhar.
Meu, sério, cupim é uma das minhas carnes preferidas, na manteiga de garrafa, sério, é de comer rezando! O sabor, a maciez, o toque da manteiga, eu comi virando o zóio, como se diz.


Perdoem a foto mal tirada, eu morro de vergonha de um flash na mesa. E lá o ambiente é mais escuro, então saiu assim. Esse é o meu lanche, que foi maravilhosamente degustado.
Ri experimentou algumas cervejas artesanais da casa também. E aí, a gente ainda não satisfeito (embora já rolando), pedimos uma sobremesa: a Dama (cookies de chocolate, sorvete de baunilha, calda de chocolate e praliné de castanhas).
Aí achamos que já estava de bom tamanho.
O atendimento foi incrível, os pratos não demoraram e o preço é bem justo. É que chutamos o balde, mas os lanches custam em média uns 30 reais.
Super recomendo!

Cão Véio
R. João Moura, 871 Pinheiros
Seg à Qua das 12h às 0h30
Qui, Sex e Sáb das 12h à 1h

Fui numa segunda, que teoricamente é o dia da dieta, então tinha mesa quando cheguei (por volta das 21h), mas agora por conta do programa Masterchef no ar é capaz de ter fila de espera. Mas, fazem reservas também. 
Ou seja, sem desculpas.
Eu já quero voltar pra provar todos os outros que fiquei na dúvida. Ou repetir o mesmo. Não sei.

crédito das imagens: fila brasileiro (do site do cão véio), mastim do meu instagram


segunda-feira, 21 de março de 2016

quinta-feira, 17 de março de 2016

pensamentos do dia

"Você não deve viver a vida como as outras pessoas esperam que você viva; tem que ser sua escolha, pois quando estiver lutando, você estará sozinho."
Alice no País das Maravilhas


"Dizem que o tempo resolve tudo. A questão é: quanto tempo?"
Alice, de novo

terça-feira, 15 de março de 2016

lei da atração


Quando pedimos algo, estamos emitindo um sinal ao Universo sobre o que pensamos, expressando os nossos desejos. Quando acreditamos, potencializamos nossos sentimentos de gratidão e alegria, pois temos uma forte crença de que receberemos o que pedimos.
A grande dificuldade em receber é que existe um tempo entre o ato de pedirmos e acreditarmos, e esse tempo não tem uma medida exata. Quando fazemos nossos pedidos ao Universo, mesmo acreditando do fundo do coração, normalmente eles levam algum tempo para se tornarem realidade. Entender esse tempo é a maior dificuldade do processo de receber.

Quando desacreditamos do nosso pedido, há uma mudança no nosso campo vibracional e passamos a atrair a energia contrária ao nosso desejo. O mesmo acontece quando a nossa crença é abalada por dúvidas e medos.
A fé não é espiritual, a fé é a certeza e a certeza não tem dúvida. Quando temos uma certeza e uma fé inabalável, estamos garantindo o sucesso em todos os desejos e intenções, sejam eles quais forem.
Por essas e outras que eu acredito cada dia mais.

*texto do IG Natural Vibe

segunda-feira, 14 de março de 2016

o blog da auto-ajuda

Eu sei, eu sei. O assunto do blog anda repetitivo, mas infelizmente ou felizmente é o assunto da minha vida diariamente. E o bom de ser repetitivo é que me cerco de mantras positivos, aqui, ali, toda hora e sempre. E assim vou emanando energia pra aquilo que eu preciso.
E é bem aquilo, o desespero quer bater à minha porta vez ou outra, mas eu preciso não deixar isso acontecer. Foi então que, depois de bater em uma determinada mesma tecla, percebi que tudo o que aconteceu e acontece é em decorrência do que vinha pedindo ao cara lá de cima.
Eu falei em algum outro post que ele podia ter me dado um emprego antes, que eu não precisava ficar desempregada nesse meio tempo e tal. Mas, a verdade é que eu não fiquei desempregada, eu estou trabalhando desde então.
Efetivamente o trabalho não é pra sempre, mas qual é? E não importa, de fato, o que importa é que ele não me deixou na mão nem sequer um momento. E isso não é lindo? E passar por tudo isso é gratificante, porque é sinal de que ele sempre me ouviu. As coisas acontecem quando tem que acontecer.
E já não sinto mais dúvida ou raiva, eu não pulei essa etapa. O que aconteceu foi o que melhor poderia acontecer. Estou exatamente onde deveria estar pra chegar onde quero e preciso ir. Ainda tenho 1 mês de freela, e até lá tanta coisa pode acontecer.
E aprendi, nesses dias que o desespero pairou sobre mim, que estou também passando por isso porque tenho algo a aprender, pra evoluir mesmo. Já me sinto melhor do que era no final do ano passado, mas eu sei que posso ser melhor ainda.
Por isso que deixei pré-conceitos e julgamentos de lado e procurei ajuda de quem eu menos esperava e até, posso dizer, menos queria. E foi exatamente dali que ela veio. E como eu disse, por mais que não resulte em nada, já valeu pela lição aprendida, de coração.
Tudo está fazendo parte do processo. Ao perceber isso, aceitar e entender, volto pra aquela menina que descobri em janeiro, aquela positiva que acreditava em qualquer sinal de que as coisas iam dar certo.
E vão. Eu sei.

sexta-feira, 11 de março de 2016

errata

Preciso registrar que me enganei em meus julgamentos. Não me arrependo de nada, porque tudo faz parte do aprendizado, mas uma pessoa me surpreendeu muito positivamente ontem. Uma atitude inesperada que me deu esperanças.
Lógico, não quero e nem posso criar expectativas, mas mesmo que não dê em nada, só a atitude da pessoa já valeu a pena.

quinta-feira, 10 de março de 2016

#vidaloka

Não sei o que está acontecendo ou se a ficha caiu agora, ou se evitei encarar os fatos ou sei lá, mas o que sei é que de repente bateu um certo desespero.
De repente ficou desesperador olhar o saldo da conta bancária. De um lado da sala de casa, os boletos das contas que chegam. O único ponteiro que cresce é o da balança toda vez que me peso. O ponteiro do banco só despenca.
Todo dia, da hora que eu abro os olhos até a hora que consigo dormir, converso com Deus. Tem dias que só questiono, tem dias que só agradeço, tem dias que me sinto perdida, tem dias que só consigo me indignar.
Quando eu olho ao meu redor e vejo o tanto de gente incompetente e encostada chupinhando o dinheiro das empresas, ocupando o lugar de alguém que de fato merece, aí é que eu volto lá atrás e sinto mais ódio.
Quando passam as semanas e nenhum telefone toca, nenhuma entrevista aparece, nada de nada acontece, sinto raiva. É o momento do país, uns dizem. Mas, não é só isso. Parece que é um tipo de castigo o que está acontecendo. Duas pessoas desempregadas na mesma casa é de foder.
Aí eu tento me sentir agradecida e realizada porque foi o que eu pedi a Deus no começo do ano: um emprego novo. Mas, será que ele não podia me dar sem eu ter que passar por isso? Lógico que eu agradeço, afinal, estou trabalhando, mas é só um freela e já tá acabando.
Quando eu vejo uma manchinha branca na minha pele já me dá calafrios. Eu penso, meu deus que não seja nada porque nem convênio nós temos. E ela tá ali, no meu braço, todo dia. Eu olho, mas finjo que não vejo. E peço, segura aí, não há de ser nada.

Ontem, antes de dormir, falei pro Ri:
- por que? por que a gente tem que passar por isso?
- não é só a gente amor, tem muita gente sem trabalho e bem pior que a gente...
- eu sei disso, não posso reclamar, realmente, temos casa, comida... Mas, eu só quero um trabalho...
- calma amor, vai chegar...
- quando?
Depois de um suspiro e um breve silêncio, ele continuou:
- todo dia amor você fala isso antes de dormir... relaxa... 
- não consigo... estou preocupada porque não tem vaga, nem pra mim, nem pra você...
- eu sei, mas calma... tem que acreditar, não era isso que você me falava todo dia?
- sim, falava, mas agora eu não sei mais...
- você não acredita mais?
- acho que não...
- não pode, porque se você não acreditar, eu também não vou acreditar e aí??
Outro suspiro e um outro silêncio.
- não sei Ri... eu não tô pedindo nada, eu só quero uma oportunidade, um emprego, só isso...

Fiquei pensando em quão positiva eu estava quando tudo aconteceu. Como eu aprendi a encarar o que aconteceu com gratidão e perspectivas boas. Expectativas de um novo trabalho em que finalmente eu pudesse me achar.
Aí eu penso que talvez eu tenha pulado algumas etapas. A etapa da indignação, da raiva, desses sentimentos que não levam a nada. Mas, que acho que fazem parte importante do processo. Aí depois vem a aceitação, acomodação e vontade de ir atrás.
Comecei de trás pra frente, não sei.
Estou perdida e perdendo tudo: esperança, fé, razão...

quinta-feira, 3 de março de 2016

para cada não, haverão dois sim

Ontem fiquei bem triste com a notícia de que uma vaga que queria muito, muito havia sido preenchida. Quando acontecem essas coisas, é como se realmente te jogassem um balde de água fria na cabeça. Fiquei muito chateada.
Aí, pouco depois recebi alguns emails e mensagens com outras boas notícias. Novas esperanças.
Detesto criar expectativas, mas infelizmente {ou felizmente, não sei} acho que são elas que mantém a roda girando e que renovam aquilo que esperamos pra amanhã.
Nada é certeza na vida, mas embora estivesse bem pra baixo, as boas novas me trouxeram um pouco de ânimo.
E tomara que seja sempre assim mesmo, pra cada porta fechada, outras duas se abrem.
Amém.

quarta-feira, 2 de março de 2016

interpretando Amy



Ontem assisti o premiado documentário Amy, sobre a vida e (breve) carreira da cantora. Eu sou apaixonada pela voz de Amy, adoro ouvir suas músicas, seu timbre único e interpretação visceral. A primeira vez que ouvi Back to Black meu coração bateu diferente. Que música, que história.
O documentário fala um pouco de sua infância, começo de carreira, relacionamento com Blake e morte. Simples assim. Com certeza as pessoas farão julgamentos, porque é fácil julgar, eu prefiro chamar de interpretação o que vou escrever aqui.
Senti pena de Amy porque pelo que entendi, a única coisa que ela queria {e precisava} era limite. Ela mesmo pedia e pedia, de várias maneiras. Só que ela não queria isso de qualquer um, ela queria dos pais. E ela nunca, nunca teve.
Sempre penso muito sobre a grande responsabilidade que é colocar um filho no mundo. E vejo a maioria das pessoas fazendo isso no automático. Ter filhos pra ter quem cuide de você no futuro. Ter filhos pra casa ficar alegre. Ter filhos pra você não se sentir sozinho. Ter filhos pra salvar o casamento. Blá blá blá.
No caso de Amy, o pai nunca presente e a mãe totalmente sem pulso, permitiram que Amy crescesse do jeito que ela bem quisesse, embora suplicasse por limites e atenção, os pais achavam que não era isso que ela precisava. Aliás, achavam que ela não precisava de nada.
Assim foi com as drogas, as aulas cabuladas, a bebida, o sexo e até a bulimia, que eu não tinha ideia que era outro mal que ela sofria. Fecharam os olhos pra tudo isso, como se fosse passar. Qualquer idiota percebe que não se pode deixar alguém, nessa situação tão frágil, resolver por si só essa coisa toda.
Pelo que entendi, o pai só voltou a se aproximar por puro interesse. Porque mesmo quando ela estava no fundo do poço, implorando de novo por atenção, cuidado, carinho e limite, lá estava ele pra afundá-la ainda mais pra baixo.
Ele foi contra sua reabilitação e a obrigou a cumprir agendas de shows, tudo por dinheiro, fama, egoísmo. A filha afundada na lama e ele pisoteando em cima. A mãe, coitada, mais perdida que cego em tiroteio.
Os únicos que tentavam ajudá-la eram seus amigos. Mas, ela não queria ajuda deles. E mesmo com um pai tão babaca, ela ainda o idolatrava. E tentava agradá-lo, e depois manter os custos de tudo, mesmo que o custo de tudo fosse cada vez mais sua vida.
Depois, pra ajudar, conheceu o maior babaca da paróquia, que pelo menos foi o responsável pelas melhores letras que ela compôs. É triste, mas a melancolia sempre inspira a gente de maneira positiva. Blake afundou ainda mais a vida dela. Apresentou à ela o crack e a heroína, como se tudo que ela já usava não fosse suficiente.
O problema nem era tudo isso, o problema é que além de tudo isso, ele era realmente um babaca que nada tinha a acrescentar de bom. E o que já era ruim, ficou pior.
Enxerguei no olhar perdido da Amy, daquela fase trash da vida dela, ela totalmente perdida. Suplicando uma vez mais por limites. Mas, infelizmente isso nunca viria. Muito triste, mas atribuo grande (pra não dizer toda) culpa aos pais dela. É por isso que penso que ao por uma pessoa no mundo, temos que nos tornar pessoas melhores pra poder dar à essa pessoa condições pra seguir uma direção correta.
Sim, já vi ótimos pais fracassarem, mas não por culpa deles e sim porque o filho tinha um caráter dele, diferente. Mas, esse não era o caso de Amy. Ela estava ali, desde sempre, suplicando pela mesma coisa, mas seus pais fecharam os olhos.
E se a mídia arrancava pedaços da garota, com todos aqueles holofotes, tablóides e manchetes, os pais, especialmente o pai e Blake, estavam ali pra dilacerar ainda mais a ferida aberta. Que vida triste, meu deus.
Uma pena terrível tudo o que aconteceu. Acho até que ela despertou pra algumas coisas, mas não a tempo de se salvar. Estava em Londres quando ela morreu. As pessoas estavam com um ar carregado. À noite fomos até Camden Town procurar um pub pra comemorar o aniversário do Ri e todos estavam de luto. Amy morava em Camden e costumava se apresentar nos pubs por ali. Era um clima triste, pesado.
A música perdeu uma excelente cantora. Aliás, passei a ouvir e gostar de jazz por causa de Amy. Muito triste. Penso que ela poderia produzir ainda muita coisa boa. E penso que se alguém tivesse tido o pulso pra colocá-la no eixo, ela estaria bem melhor, enfeitando o mundo com sua voz e poesia. Uma pena mesmo, muito triste. Lastimável.
Pra quem quiser ver e conhecer um pouco mais sobre ela, pra como eu, poder fazer sua própria interpretação, o documentário está disponível na Netflix.  

terça-feira, 1 de março de 2016

a teoria de tudo

Aproveitando o sinal aberto dos canais Telecine, domingo, antes do Oscar, assisti A Teoria de Tudo. Um filme que desde o Oscar no ano passado eu queria ter visto, mas é aquilo. A gente acaba vendo na hora que precisa mesmo ver.
O filme romantiza a história do físico, cosmólogo e cientista Stephen Hawking. Confesso que sabia pouco ou quase nada sobre ele, mas agora já quero ler seus livros. Sendo muito rasa na minha explicação, ele tentou provar algumas teorias sobre o tempo, coisa que digamos, é difícil pacas de tentar explicar, entender, etc. Lógico que não pra uma mente gênia e brilhante como a do cara.
Stephen foi diagnosticado com distrofia neuromuscular, conhecido hoje como ELA (esclerose lateral amiotrófica), que provoca o surgimento de sintomas como diminuição progressiva da força muscular, o que pode levar a paralisia de grupos musculares.
Na época em que ele descobriu a doença, bem no começo de sua juventude e carreira, deram a ele apenas 2 anos de vida. Imagina receber uma notícia dela aos 21 anos? Imagina receber em qualquer estágio da vida, é verdade. Tenso.
Mas, o físico está vivo até hoje, tem mais de 70 anos, já viveu 2 casamentos, tem 3 filhos, netos e uma carreira brilhante. Mesmo com tudo indo contra ele. E um trecho do filme me chamou bastante atenção (como disse no começo do post: tudo na hora certa), é uma resposta que Hawking dá quando questionado, em uma palestra, sobre sua crença em Deus (ele é ateu), pra tentar justificar enfrentar e passar por tudo que a doença trouxe a ele.
Sua resposta foi: "é claro que somos apenas primatas evoluídos, vivendo em um planeta pequeno que orbita uma estrela comum, localizada no subúrbio de uma de bilhões de galáxias, mas desde o começo da civilização as pessoas tentam entender a ordem fundamental do mundo. Deve haver algo muito especial sobre os limites do universo, e o que pode ser mais especial do que não haver limites? Não deve haver limites para o esforço humano. Somos todos diferentes. Por pior que a vida possa parecer, sempre há algo que podemos fazer em que podemos obter sucesso. Enquanto houver vida, haverá esperança."