terça-feira, 31 de maio de 2016

sobre colocar a carroça na frente dos burros

Gente, eu fico abismada com a velocidade das coisas. Nessa semana completo 2 meses de agência nova. E, em partes, estava tão feliz e acreditando que agora tudo estava se encaixando quando a vida vem e trata de desarrumar mais um pouquinho as coisas.
Eu ainda vivo um processo de aceitação. Me explico: a gratidão por tudo o que me aconteceu neste ano {e olha, não foi pouco não} existe e é muito legítima. Mas, ainda amargo um pouco o peso e a decepção da minha decepção (mais pelo modo que se deu do que por qualquer outra coisa). E, além disso, temos um fato novo que eu ainda não havia dividido por aqui.
Porque esse fato também faz parte do processo de aceitação pelo qual venho passando. Quando estava fazendo o freela na outra agência, fiz algumas entrevistas e não estava conseguindo bons resultados. Isso porque meu mercado vem passando por uma transformação veloz nos últimos anos: o meio digital está ganhando proporções monstruosas dentro da minha profissão e a maioria dos profissionais não estão preparados pra isso.
Eu me incluo nisso. É mais ou menos assim: pensa num médico cuja especialidade é o coração, porém ele não sabe fazer uma cirurgia cardíaca. É, não faz sentido, mas é mais ou menos isso. Eu trabalho há 11 anos com mídia (que chamamos hoje de off line) e houve no mercado, há alguns anos, uma divisão drástica entre off e on line.
As agências não integravam as coisas, poucas faziam isso. Então ou você era off ou você era on. Hoje ou você é tudo ou você não é nada. Então, há algum tempo eu buscava uma oportunidade de aprender essa parte que me falta, no entanto, ela nunca vinha.
Finalmente, quando fiz a entrevista pra agência onde estou, seria pra trabalhar num time misto, o que chamamos de híbrido, ou seja, fazemos on e off. Disse que eu não sabia nada de on, mas tinha uma puta gana de aprender. E era exatamente esse o perfil que buscavam, de gente com sede de aprender.
Mas (sempre tem essa palavrinha pra estragar) o cargo disponível era um abaixo do que eu já estava, era como dar um passo pra trás. No entanto eu me propus a encarar esse passo pra trás como uma super oportunidade de, num curto espaço de tempo, dar dois passos pra frente. Afinal, era o preço pra aprender algo novo num mercado onde você não vai sobreviver se não aprender logo.
E cá estou eu, tentando aprender, toda feliz pela oportunidade, tentando aceitar o novo cargo como parte de um plano maior, etc e tal. Aí fazem uma movimentação na qual meu diretor irá mudar de grupo. Logo ele, um cara com cem por cento de pensamento digital, disposto a ensinar e blá blá blá e o diretor que virá no lugar é cem por cento off line... 
Aí eu começo a me arrepender da escolha. E se eu tivesse recusado a oportunidade? E se eu tivesse esperado mais um pouco? E se eu soubesse que onde eu estava fazendo o freela ia rolar uma vaga definitiva dois meses depois? E se não der certo? E se eu não aprender? E se esse cara novo for um bosta? (já aconteceu tantas vezes) E se? E se? E se?
Ah, como a vida é engraçada. E perversa também né. Fazendo um retrospecto, percebo que toda vez que aparentemente eu dei um passo pra trás foi extremamente importante e positivo na minha vida. Por que dessa vez seria diferente?
Ontem nosso VP nos chamou pra dar a notícia oficial da mudança e ele disse uma coisa muito certa: aproveitem a oportunidade de trabalhar num dos poucos lugares que tem essa veia híbrida. On e off é tudo a mesma coisa e quem não souber um ou outro será engolido nos próximos meses. 
E é isso. Preciso aprender a deixar o passado no passado e o futuro no futuro. Viver o agora, aproveitando todas as oportunidades que a vida está me trazendo. Sem pensar ou duvidar. Agarrar a chance e seguir em frente. O resto deve ser consequência.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

agradecer, agradecer, sempre

Queria agradecer de coração a todos os leitores desse blog: os que seguem há tempos, os que comentam, os que conheço, os que desconheço, os que não faço ideia de quem são, aos inimigos (até eles às vezes passam por aqui), aos amigos, enfim, aos olhos que do outro lado da tela acompanham um pouco da minha vida através dos meus textos.
Agradecer pela torcida no tempo todo que Ri ficou sem emprego, nas palavras de encorajamento, de fé, de força. Agradecer por um simples pensamento, que seja. Agradecer por acreditarem e agradecer por ficarem felizes com o desfecho da história.
Recebi muito carinho nos comentários sobre o post da retomada de vida do Ri e fiquei muito feliz por saber que tem muita gente, que eu nem imagino, que torce pelo bem alheio sem sequer saber quem somos.
Isso é uma maravilha e eu não poderia deixar de agradecer. Muito, muito obrigada.
O blog já me trouxe algumas tristezas, mas com certeza ele me traz bem mais alegrias e é por isso que eu nunca vou desistir dele. E nem me esconder atrás de um pseudônimo ou deixar de expressar o que sinto e penso de verdade.
Que bom que tem quem goste, acredite e torça. E que bom que tem quem não goste e torça contra. Nada disso me abala.
E aos bons de coração, meu muito obrigada de novo.

terça-feira, 24 de maio de 2016

"benjaminbuttonização"

Dia desses me peguei pensando em quão bom seria se a gente vivesse a vida ao contrário, igual naquele filme O Curioso Caso de Benjamin Button. Seria perfeito, pensa. Se nascêssemos velhos não sofreríamos com uma série de coisas que costumamos sofrer quando criança. Porque criança é um bicho maldoso, eu mesma fui muito cruel com meus coleguinhas, fiz bullying com a galera e sei lá que dano causei na personalidade de alguém.
Se fôssemos todos velhinhos, seríamos todos iguais e além disso, talvez a gente não enxergasse tão bem pra poder ver o defeito do outro, perfeito. Ninguém pra encher o saco de ninguém, ninguém pra querer ser mais que o outro porque no fundo seríamos muito iguais: bem limitados por conta do corpo gasto.
Aí com o tempo a gente ia ficando mais novo e portanto mais bonito. Olha quanto tempo a gente ia deixar de perder na academia tentando achar o corpo perfeito: o tempo iria ser nosso melhor aliado tratando de deixar tudo no lugar. As rugas iam se alisando, a flacidez ficando dura, a celulite diminuindo, enfim, tudo enrijecendo.
E além de ficarmos mais jovens e bonitos, iríamos aprendendo a lidar com as coisas da vida na melhor época delas: a juventude. Imagina aliar beleza, experiência e juventude? Perfeito! Imagina a gente aproveitando tudo de melhor da vida no auge dela?
Viagens, amores e quiçá até o trabalho. Porque eu vejo a nova geração ansiosa por crescer e crescer na profissão, mas a ânsia e o despreparo é tanto que até crescem, mas sem conteúdo, sem histórias pra contar, sem porra nenhuma.
Aí na vida real, onde vivemos o tempo cronológico real não tem a menor graça. Quantas e quantas pessoas eu conheço que só estão conseguindo aproveitar a vida agora, depois dos 50. Depois de ter se matado de trabalhar, feito zilhões de cursos, perdido horas e horas de vida em função da carreira pra poder ganhar mais e mais dinheiro, pra poder ter uma vida bacana e digna e nunca poder usufruir.
Tão triste. Agora pensa se tivéssemos todo o tempo pra desfrutar de tudo isso sendo jovem ainda? Ah, que maravilha!
E então no fim da vida seríamos todos crianças, porém com toda a sabedoria que o tempo nos trouxe, não perderíamos tempo em humilhar uns aos outros e poderíamos brincar até o fim dos dias. Simples assim.

Enquanto isso, queria muito acreditar num trecho do filme que diz assim:

"Para as coisas importantes, nunca é tarde demais, ou no meu caso, muito cedo, pra sermos quem queremos. Não há um limite de tempo, comece quando quiser. Você pode mudar ou não. Não há regras. Podemos fazer o melhor ou o pior. Espero que você faça o melhor. Espero que veja as coisas que a assustam. Espero que sinta coisas que nunca sentiu antes. Espero que conheça pessoas com diferentes opiniões. Espero que viva uma vida da qual se orgulhe. Se você achar que não tem, espero que tenha a força pra começar novamente".

quinta-feira, 19 de maio de 2016

you know how I feel

Quando dois mil e dezesseis começou, esse ano que pouco prometia, mas que guardava todas as minhas expectativas, pensei que tudo seria um desastre. Ou que no máximo repetiria o fiasco do ano passado.
Tal qual uma onda de um tsunami, o tal de dois mil e desseis chegou chegando, tirando tudo do lugar - literalmente. Bagunçou vários aspectos da minha vida, me fez rever antigas crenças e reafirmar ainda mais o que sou e como sou.
Trouxe pessoas novas e, graças a deus, ótimas pessoas. Trouxe trabalhos novos, oportunidades novas e conhecimentos novos. Trouxe a introspecção necessária pra que hoje eu veja que tudo foi como deveria ser.
O aparente caos foi exatamente o que colocou as coisas no lugar. A mudança brusca (e da qual ainda mantenho o exercício de aceitar a maneira que se deu) foi completamente necessária pra a fase atual que estou vivendo.
Me dando conta de que quase seis meses se passaram, ou seja, meio dois mil e dezesseis já se foi e vivi tanto em tão pouco e de tantas novas maneiras que só posso mesmo tirar um saldo mais que positivo de tudo isso.
Que vida leve e grata estou tendo. Quanta bênção, quanta alegria, quanta felicidade, enfim, quanta coisa boa que parece até um sonho. Porque a gente tem essa mania boba de duvidar um pouco das coisas quando elas vão muito bem.
Mas, sim elas vão muito bem, obrigada. Obrigada Deus, obrigada vida e obrigada Universo. Acredito que a gente colhe o que planta (bem dizia vovó) e temos aquilo que merecemos mesmo. Nada é por acaso, nem o que parece ruim.
E portanto, estou apenas colhendo aquilo que mereço. E que bom que dessa vez os frutos estão maduros e suculentos o suficiente pra arrancar de mim toda essa gratidão e alegria que sinto.
Me vejo sendo repetitiva de novo nesse blog, só que dessa vez de uma maneira muito boa. E que venha todo o resto de dois mil e dezesseis. Do jeito que for, que venha. Até aqui foi tudo muito, muito bom.
Obrigada!

It´s a new dawn 
It´s a new day
It´s a new life
For me
And I´m feeling good
Nina Simone - Feeling Good

domingo, 15 de maio de 2016

só sei que foi assim

Sábado, estávamos terminando de ajeitar as coisas em casa pra receber uns amigos pra um jantarzinho mais tarde, quando coloquei Mumford's & Sons pra tocar. Ri me abraçou e começamos a dançar.
As cachorras começaram a pular na gente todas eufóricas. E, então, uma felicidade tão grande invadiu meu coração que não consegui aguentar tamanha alegria e chorei. Chorei de emoção, de gratidão e de felicidade.
Ri se emocionou, então logo estávamos os dois, rindo e chorando e dançando bem no meio da sala. Uma coisa tão, mas tão feliz que eu nem sei explicar.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

uma manhã qualquer

Sabe aquele dia que você não acorda bem? É sexta, mas nem isso te anima. Ainda mais depois de virar a madrugada na agência. Aí você olha pro guarda-roupa. E olha, olha, olha. Mentalmente tenta montar um look digno. E nada vem na sua mente. Aliás, o que vem na sua mente é o desejo de voltar pra cama. Dormir te daria um look digno. E saudável.
E aí você prova uma roupa, outra, outra e mais outra. E nada, nada lhe cai bem. É porque quando não estamos bem por dentro, por fora fica ainda pior. Mas, você ainda tem toda essa sexta linda pela frente, então você precisa botar uma roupa.
Aí você tem aquela brilhante ideia de vestir preto com preto. Porque preto né gente, não precisa pensar muito e combina com tudo. É chique, é clássico,  não tem erro. Daí eu desço e o Ri me espera na sala, pra me dar uma carona de moto. Porque por mais que eu tenha saído de madrugada, não posso me atrasar muito hoje, c´est la vie.

- putz Ri, escolhi, escolhi, escolhi e a roupa tá cheia de pêlo das meninas...
- é assim mesmo amor, pessoas felizes tem as roupas cheias de pêlo mesmo...

E assim minha sexta se ilumina.
Amo muito esse homem.

terça-feira, 10 de maio de 2016

quando a vida te der limões, vá buscar sal e tequila!

Muito orgulho, isso é o que estou sentindo. Pouco a pouco, sonhos vão se tornando realidade. Ri inaugurou ontem um estúdio de pilates em sociedade com um amigo. Há tempos esse amigo tentava essa sociedade com o Ri, mas mudar o rumo da vida nunca é fácil.
Ri perdeu o emprego em 2014 e em 2 meses já ia completar 2 anos sem trabalho. E tivemos dias imensamente difíceis. Semanas sem o telefone tocar, sem nenhuma entrevista ou perspectiva pela frente. Tivemos muitos momentos de dúvidas e questionamentos. Dias de muita tristeza e desespero.
Expectativas que foram transformadas em desilusões. E pra ajudar, a situação econômica (não só a econômica) do país indo de mal a pior. As piores previsões do mundo pela frente. Esperança zero. Tudo muito nebuloso.
Doía muito em mim cada negativa que ele recebia. As empresas não estão preparadas pra selecionar pessoas. Eu sei que todo mundo se engana numa entrevista, em ambos os lados da mesa, mas vejo tanta gente ruim empregada... Ruim não só profissionalmente, mas pessoalmente também. E vejo tanta gente boa só precisando de uma oportunidade... Enfim, foram dias muito difíceis.
Mas, o Ri nunca desistia de nada. Mesmo com toda dificuldade e negatividade do mercado, ele persistia no caminho, sempre tentando, buscando, correndo atrás. Eu não sei se teria essa força, que aliás, nem sei de onde ele tirava. O que sei é que rezava toda noite pra Deus não fazê-lo passar por essa tristeza. Que fosse eu, mas não fosse ele.
Ri aproveitou o tempo livre pra ajudar alguns amigos em projetos, ajudar os pais com a reforma da casa, ajudar até a mim sempre que eu precisava, passar seu aniversário em um quarto de hospital só pra alegrar um amigo que perdemos. Ri, sempre tão generoso. 
Por um tempo ele também foi Uber, mas com quase todos os desempregados do mundo se arriscando nessa nova "modinha" + os taxistas, praticamente inviabilizava o lucro. Mesmo assim, ele tentou. E tentou muitas alternativas. Até que por fim, tomou uma decisão.
Não qualquer decisão, mas "A" decisão. Resolveu que ia ser dono do seu próprio negócio. Eu fiquei admirada, porque é preciso ter muito culhão pra decidir mudar assim. Não é fácil. Cada escolha, várias renúncias. Ser dono de um negócio não é maravilhoso, ainda mais numa área que ele é totalmente cru.
Mas, mesmo assim ele foi com a cara e a coragem. Arriscou e muito, pois vivemos o momento mais incerto de nossas vidas: cenário político completamente desfavorável. Mas, ele foi e apostou. Investiu e agora é isso. Acreditou e eu também acredito.
Tenho uma admiração enorme por esse homem que escolhi dividir a vida. Quem o conhece sabe que ele tem o coração maior do mundo. E portanto eu desejo a ele todo o sucesso possível desse mundo. Toda positividade e energia boa, todas as bênçãos que Deus puder dar a ele. Porque se tem alguém que merece, esse alguém é esse cara.
E agora é isso, vamo que vamo! Finalmente demos um passo juntos rumo à uma nova oportunidade e novas conquistas. Tenho fé em Deus que vamos trilhar um caminho de luz e muita perseverança. E eu só consigo ser grata, mais uma vez, por essa dádiva.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

dia das mães

Dia das mães foi ontem (na verdade é todo dia, né?), mas só hoje que me peguei pensando na vida que minha mãe levou. Acordei, na verdade, pensando que já já vou fazer 34 anos e aí pensei, caraca, com essa idade minha mãe tinha uma filha (no caso eu) de quase 10 anos.
Tentei me colocar no lugar dela, aos 25 sendo mãe, se divorciando aos 27 por aí, tendo que se virar pra cuidar de uma casa e uma filha sem ter marido. Ter marido, na verdade, é o de menos. Não vou dizer que não ajuda ter alguém, mas dependendo de quem, mais vale mesmo é ficar sozinha. No entanto, ela tinha uma criança, alguém totalmente dependente dela.
Como será que ela fazia? Como que dava conta? Eu, quase 10 anos mais velha que ela (quando ela foi mãe), nem sonho com a maternidade, só consigo pensar em como as mães são de fato seres maravilhosos.
Tem que ter muito desprendimento de muita coisa pra renunciar a você mesmo e passar a viver pra outro alguém. Talvez eu não entenda mesmo, afinal todo mundo diz que só se compreende quando se tem um filho, mas que não deve ser fácil, não deve não.
Ontem fiquei observando as mães que conheço e com quem passei o dia, cada qual a sua maneira, sendo a melhor mãe que pode ser. A minha teve uma vida de luta, lembro que passamos mal bocados, mas passamos por muitas coisas boas também. Minha mãe não teve um homem pra ajudar em nada, nem na casa, nem na minha educação, criação, nada. Meu pai nunca nos deu nem um real, nem deu presença, nada. 
Tudo ela teve que decidir sozinha. Onde eu ia estudar, com quem eu ia ficar, a janta, a marmita, o lanche da escola, o material, os passeios, a roupa, o convênio, as festinhas. Que tipo de punição seria melhor, se batia, se discutia, se tinha recompensa, se punha de castigo. Toda e qualquer decisão era dela. Uma barra eu penso. Aos {quase} 34 eu não sei tomar conta de mim, tenho um monte de dúvida na hora de tomar uma decisão, eu só consigo mesmo pensar: como ela conseguiu?
Pra todas as mães que são mães e pais, minha admiração em dobro. Se não é fácil ser mãe, imagina em jornada dupla? Hoje é até mais comum, mas há 30 anos atrás, poucas tinham coragem de se libertar de um casamento mal feito pra viver por conta própria, ainda mais com um filho a tira colo. Parabéns pra todas que tem essa coragem. E parabéns pra todas as outras, ser mãe pode ser maravilhoso, mas que deve ser ao mesmo tempo muito difícil, ah isso com certeza deve.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

comer bem, que mal tem?

Domingo fomos, com um casal de amigos que estão grávidos, almoçar no Mamaggiore. Um restaurante italiano na Vila Leopoldina que há tempos eu queria experimentar. Fomos no meio da tarde, perto das 2 horas e esperamos uns 15 minutinhos por uma mesa bem aconchegante no andar de cima.
A casa é muito aconchegante, típica das cantinas italianas mesmo. O atendimento foi muito bom e a comida excelente. Foi uma experiência pra lá de agradável, não só porque eu amo massa (aliás, não sei qual comida que eu não ame), mas porque aquela tarde fria pedia uma massinha quentinha né?
Lógico que mais uma vez eu esqueci de fotografar os pratos (eu tenho um pouco de vergonha, na verdade), mas encontrei alguns pratinhos no face do restaurante só pra deixar todo mundo com água na boca.



Nossas escolhas foram: pra mim o Raviobrie (um ravioli de massa integral recheado de brie com alho poró, redução de creme de leite com um toque de mel e amêndoas laminadas). Para o casal o Linguado em Crosta (um linguado grelhado em crosta de pão de alho com risoto de limão siciliano) e o Pappardelle Funghi al Ementhal (tradicional papardele ao molho ementhal com funghi secchi e tiras de filé mignon).
Ri foi no Abadejo Bella Meuniere (abadejo grelhado e coberto com camarão, champignon e alcaparras, guarnecido com arroz de açafrão e batata noisette). Infelizmente não encontrei uma foto do prato dele, mas posso dizer que as batatinhas estavam ótimas!
Eu só não pedi uma sobremesa porque do lado tem um outro restaurante que eu adoro, o Maria Gula, e eu amo demais o bolo Dois Amores que eles servem lá. Infelizmente eles estavam fechados quando saímos e fiquei sem doce nenhum.
Vou fazer o sacrifício de voltar lá pra comer uma outra massa e pedir uma sobremesa hehe



Mamaggiore
R. Carlos Weber, 594 Vila Leopoldina

Mais do que recomendo!

*crédito das imagens: google

quarta-feira, 4 de maio de 2016

gratitude

O exercício da gratidão é algo realmente inspirador pra alma. Até então, agradecer era algo que eu não tinha o costume de fazer sempre. Era mais aquilo mesmo, agradecia quando acontecia alguma coisa.
Como esse ano eu passei a buscar caminhos novos pra minha vida, aprendi que a gratidão, como exercício diário e sem obrigação, é de fato a coisa mais positiva que pode acontecer na vida de alguém.
Ser grata apenas por ter a oportunidade de viver esse dia, respirar desse ar, ter a chance de fazer tudo de novo, ter saúde, ver coisas maravilhosas, estar em lugares incríveis, ter uma família, amigos, amor, um teto, uma cama quente no inverno, comida na mesa, enfim, tudo é motivo.
Desde o começo do ano já me peguei agradecendo por coisas tão bobas, mas ao mesmo tempo tão fundamentais pra que eu fosse quem eu sou e estivesse onde estou. Agradeço mentalmente, agradeço verbalizando, agradeço mentalizando. Agradeço em pensamento, em oração, em um sorriso.
A gratidão vem sendo e tem sido um sentimento tão poderoso aqui dentro que não conseguiria explicar em palavras o quanto me encho de alegria quando digo que sou grata.
Dizem que quanto mais você agradece, mais o universo conspira pra te trazer mais e mais coisas boas. Eu aprendi a agradecer até pelas coisas ruins. Eu sei que elas são aprendizados importantes em todo o processo da vida.
Gratidão. Se eu pudesse dar um conselho eu diria: sejam gratos, a gratidão alimenta a alma.


segunda-feira, 2 de maio de 2016

por favor 2016, me surpreenda ainda mais!

Já estamos em maio, ou seja, quase metade do ano já passou. E juro que não esperava, quando fiz um pedido todo especial pra Deus na virada do ano, uma vida tão intensa como a que ganhei em 2016. Parece que eu vivi uns 5 anos nesses quase 5 meses. Tudo muito voraz, veloz e visceral.
Eu só queria um trabalho digno. E lá estava eu no dia 4 de janeiro tendo meu pedido atendido: demissão. Na hora a gente não entende, mas com o tempo (ah, sempre ele! <3), passamos a compreender que se merecemos o bem, ele vem nas maneiras mais misteriosas.
Com essa demissão abençoada (sim, muito abençoada!), veio uma introspecção e um "olhar pra dentro" que só esse momento poderia ter me proporcionado. Serviu pra rever alguns pontos em mim, fazer aquele balancete, jogar fora o que não prestava mais, mudar o que ainda tem conserto e conservar o que era bom de fato.
Veio um freela na semana seguinte da demissão que foi maravilhoso! Aprendi, conheci pessoas incríveis, tinha uma equipe fantástica, enfim, fui feliz nos 3 meses que se seguiram como não havia sido nos últimos 3 anos. Lei da compensação, talvez? Talvez.
Meu freela mal havia terminado e eu já tinha conseguido um novo trabalho. Somando tudo, não fiquei nem sequer uma semana desempregada. Quarta já completo 1 mês na agência nova. Novamente me sinto parte de uma equipe competente e estruturada. Onde existe hierarquia, mas existe respeito e cumplicidade. As pessoas não deixam de se ajudar porque estão em cargos acima ou abaixo, esse tipo de ignorância ou barreira não existe. É perfeito? Não, nada é perfeito, mas é uma nova bênção.
Houve momento de dúvida, indignação e questionamentos? Sim, vários. Apesar de tudo parecer de certa e toda forma abençoado, sim, eu tive meus momentos de dúvidas e desespero. Entender tudo isso é um processo difícil, a vida mudando bruscamente, te tirando da sua zona de conforto (mesmo que esse conforto fosse de certa forma um inferno, era um inferno particular).
Mas, a chegada desse novo mês me trouxe essas reflexões de novo (algumas novas e outras velhas). Continuando a acreditar que todas as mudanças foram para o melhor, agradecendo imensamente por todas elas e esperando que ainda possa ter muitas outras bênçãos neste ano.
Por favor, venham que estou aqui, de braços abertos e com toda gratidão do mundo.
Namastê!