segunda-feira, 25 de julho de 2016

a vida como ela é

Dia desses Jennifer Aniston foi flagrada na praia com uma "barriguinha" saliente e saiu nos tablóides do mundo que talvez ela finalmente estivesse grávida. Isso gerou uma revolta na atriz que publicou uma carta aberta à imprensa criticando sua postura.
Muitas mulheres ao redor do mundo ficaram chocadas e também demonstraram seu apoio à atriz através das redes sociais. O choque foi por dois motivos principais: 1. o fato de que toda mulher precisa ter filho pra se sentir completa/realizada e 2. se não estiver grávida você não pode ostentar uma barriguinha saliente.
Dois grandes absurdos, é claro. Mas, as mulheres mesmas alimentam toda essa merda. As mulheres estão sempre escondendo suas saliências ou o seu corpo fora de forma por baixo de uma roupa escura e larga. A gente sempre tem um truque pra parecer perfeita, quando na verdade a gente deveria cuidar da saúde do corpo e aceitar suas imperfeições como parte da gente.
Se dá pra melhorar, ok, melhore se isso vai te fazer bem. Mas, não viva uma vida escrava da dieta e da balança pra agradar os outros. Em especial às outras mulheres até porque os homens podem até falar que gostam de mulher sarada e tal, mas eles gostam e aceitam o nosso corpo melhor do que a gente mesma.
Mas, o que mais me irrita é a questão maternidade. Não tenho a menor vontade de ter um filho, não me faz falta nenhuma e não sinto vocação pra tal, não me sinto menos realizada ou feliz por isso, mas 99% das mulheres que conheço reprovam minha decisão.
Todas acham e se dão o direito de dizer que eu só vou saber o que é amor quando eu tiver um filho. E eu penso, então foda-se! Tá bom o amor do jeito que conheço, do jeito que sinto. E se eu não conhecer outro tipo de amor, paciência.
Ouço todo tipo de reprovação, as mais comuns são:
- o que vai ser do seu casamento sem um filho?
- ah, mas vai ser só vocês dois?
- quem vai cuidar de você quando você for velha?
- você vai sentir falta um dia e vai se arrepender
E tudo isso sempre é dito por uma mulher. E aí quando uma tal famosa resolve gritar pro mundo que a maternidade não é parte do processo de se sentir uma mulher completa, as mulheres aplaudem e apoiam, mas por dentro tenho certeza que reprovam.
Claro que tem aquele 1% que respeita a minha decisão. Não sei dizer se aceitam ou se concordam, mas apenas respeitam. A maternidade parece ser uma imposição assim como o casamento. Eu nunca sonhei em casar, mas aconteceu de durante a minha vida eu encontrar uma pessoa legal com quem quisesse dividir a vida, fui lá e casei. Mas, isso não significa que me tornei mais completa ou realizada.
O casamento foi uma passagem e é um ritual que vivo diariamente. Cuido e zelo todos os dias pra que a relação dure e seja boa. Mas, não é só isso que me completa ou me faz feliz. Aliás, muitas coisas que faço sozinha me completam e me fazem feliz igualmente.
Não preciso de homem, filho ou corpo sarado pra ser uma mulher resolvida, realizada ou feliz. Seria muito melhor se as mulheres parassem de fingir que são feministas e blá-blá-blá e começassem a respeitar de fato o que elas pensam, mesmo que a minoria pense diferente.
Tá mais do que na hora das mulheres se aceitarem e entenderem que não é um status que vai definir o quão realizadas elas serão. Cada um tem um objetivo na vida. Eu quero conhecer o mundo, não quero filhos. E se você quer conhecer o mundo com seu filho, parabéns, vá em frente. Faça o que quiser, mas não me julgue e nem me critique.
Ninguém é mais mulher porque é mãe, porque é casada ou porque tem a barriga tanquinho em dia.
Só acho.

terça-feira, 19 de julho de 2016

vire à esquerda em rua cotoxó

Desde que perdi o emprego, no comecinho do ano, me vi obrigada a usar o waze pra poder chegar na agência nova. Porque por mais que eu tivesse trocado de emprego 3 vezes nos últimos 5 anos, todas as agências ficavam perto umas das outras, então eu evitava ao máximo usar essa nova tecnologia.
É que eu sou um pouco monga no quesito tecnologia, então tem algumas coisas que evito mesmo. O waze era um por dois motivos: morria de medo de errar o caminho e não tinha senso nenhum de direção.
Sempre que eu precisava ir pra um lugar ou ia de carona, ou táxi ou o Ri me levava. O que me tornava uma pessoa bem dependente e eu detestava essa condição. Mas, notem que usei os verbos no tempo passado, ou seja, já não tenho mais medo de errar caminhos, ao contrário, até gosto quando o waze me indica um caminho novo.
Reparo nas ruas, nas casas, nas pessoas, no caminho e fico fazendo ligações mentais e é sempre uma maravilha descobrir que aquele lugar estava tão perto daquele outro. E também usando o waze melhorei muito meu senso de direção.
Ou seja, se erro o caminho, não me desespero mais porque consegui uma noção de tempo e espaço no mundo. E usando o waze eu deixei de ser aquela mulher dependente, tão contrária à liberdade que prezo.
E dia desses, indo pra agência, o waze me pediu pra virar à esquerda na rua Cotoxó. Quando ouvi o nome da rua, me bateu uma tristeza e uma saudade imensa. Há dez anos meu avô havia sido internado numa clínica exatamente nessa rua.E ele nunca mais voltou pra casa. 
E eu acho que não passava por ali há tanto tempo quanto, então me bateu um aperto no peito ter que passar por ali. E descobri que a clínica foi demolida, no lugar só tem escombros e uns tapumes. Provavelmente vão subir um prédio no lugar, não sei. Fiquei com medo de olhar direito, aquele lugar não me traz boas recordações.
E então o waze me mandou virar nessa rua algumas outras vezes. E cada vez que eu passava ali, notava que observava o lugar com mais paciência e sem tanta angústia. Até senti felicidade por não existir mais a tal clínica. Não por nada, meu vô não tinha cura mesmo. Meu vô morreu em decorrência do seu coração ser grande demais (muito mais poético e literal do que dizer que ele morreu de cardiomegalia, não?)
Enfim, hoje a sensação que tenho quando o waze me manda entrar na cotoxó é só saudade. Uma coisa boa, lembranças... 
E assim sigo desbravando os caminhos e me surpreendendo com alguns deles. Faz até o tempo perdido no trânsito valer a pena vez ou outra.


sexta-feira, 15 de julho de 2016

voilá: a nossa casinha!

Coloquei no ar meu blog de decoração ontem. Gente, tô pastando com o wordpress que é uma coisa... Na verdade eu sou muito louca e impulsiva às vezes... Ou seria quase sempre? Ou pra ser mais sincera, sempre mesmo? Não sei...
Bem, a verdade é que quando comecei a montar o instagram eu já logo pensei: preciso de um blog. Ou melhor, de um site. Um site porque aí eu posso vender os produtos que a gente faz. Mas um site com cara de blog.
E aí eu fui lá e comprei um domínio na GoDaddy. E achei que ia ser mó fácil criar o site e tal, mas só que eu sou tipo uma porta pra assuntos tecnológicos, então, obviamente que não está sendo nada fácil. De forma que estou desde abril tentando colocar o site-blog no ar.
Aí eu descobri que eu podia usar o domínio no wordpress e meio que foi a minha salvação, mas só que não. Mexer no wordpress é muito ruim, jesus me salva! Mas, enfim, depois de apanhar muito, consegui fazer alguma coisa e colocar um post no ar. 
Ainda falta um monte de coisa, inclusive linkar o domínio no blog pra não ter que digitar wordpress, mas eu ainda não sei fazer isso hahahaha enfim, deve ser tipo apertar só um botão, mas eu tenho minhas limitações néam...
Bom, o que interessa é que está no ar e quem quiser algumas ideias pra se inspirar no quesito decoração é só conferir lá: anossacasinha.wordpress.com (sim, por enquanto é assim mesmo). Pode seguir no instagram também @anossacasinha
No primeiro post eu falo sobre a cor do ano na decoração: o rosa quartzo. 
Boa leitura!


quinta-feira, 14 de julho de 2016

terça-feira, 12 de julho de 2016

das coisas boas da vida: a amizade!

Dia desses vi um filme no netflix que me fez refletir sobre minhas amizades. Minhas amigas são a família que pude escolher pra dividir essa aventura chamada vida. O filme contava a história de duas amigas (sim, super clichê em filmes sobre amizade) e o quanto uma estava presente na vida da outra nos momentos mais importantes.
E isso é tão, mas tão verdadeiro! Minhas amigas estavam lá. Nem todas e nem sempre, mas cada qual cumprindo seu papel: o de segurar nossa mão (literal e figuradamente). Não costumo dizer que tenho aquela melhor amiga, porque cada qual é melhor no que é. E eu sou tão sortuda por ter tantas melhores amigas.
Tinha aquela amiga super inteligente (não nerd), que era assim sem esforço, simplesmente porque era e ela fazia eu me esforçar pra superar sempre o meu melhor. Foi por causa dela que eu não fiz uma faculdade qualquer. Lembro muito bem quando ela me disse não, você não pode fazer essa faculdade não, você é muito melhor que isso, então você vai fazer a melhor faculdade que puder.
E assim fui, demorei dois anos pra conseguir entrar na tal faculdade, tive que ralar um pouco mais, mas consegui. Superei esse limite por ela, porque ela acreditava que eu podia e me fez acreditar também.
Tenho amigas há quase 30 anos, daquela que nem a distância e nem o tempo fizeram nossa conexão diminuir, ao contrário. Aliás, conexão com elas é o que não falta. Basta um pensamento, um sonho, pronto. É o suficiente pro telefone tocar, uma mensagem chegar ou uma visitar a outra.
E eu acredito muito que essa conexão seja uma ligação de outras vidas, porque é assim que me sinto quando estou com elas: como se estivéssemos juntas há séculos. Não estamos na vida umas das outras por acaso, com certeza.
Cada amiga a seu tempo, do seu jeito. As de perto, as de longe, as virtuais, as que falo sempre, as que falo raramente. O importante é que estamos ali uma pra outra, faça chuva ou faça sol, sem tempo ruim. Na nossa amizade não existe cobrança, a gente se fala quando pode, quando dá e como dá.
E quando aperta, a gente sabe que uma ao menos estará lá. Nem que seja pra puxar orelha, dar um conselho torto, cético ou correto demais.
Agradeço a deus por ter encontrado pessoas tão maravilhosas pra caminhar nessa jornada. Sem dúvida eu não seria o que sou sem todas elas.

ps: o filme em questão foi "Já estou com saudades"

segunda-feira, 11 de julho de 2016

[dez]ilusão

Uma constatação assustadora: dez anos que me formei! Parei pra pensar nisso e, meodeos, que medo me deu. Medo porque ainda não conquistei nada do que tinha em mente conquistar quando decidi e escolhi a publicidade como profissão.
Aliás, estou no caminho inverso. Lógico que tem pequenas conquistas diárias, que aliás, valem uma batalha, mas que não significam muito no contexto geral. E, olhando pras outras pessoas que estudaram comigo, percebo que poucas seguiram nesse mesmo caminho.
A maioria abandonou a publicidade e se dedicou à diversas outras coisas. Eu às vezes me pergunto se deveria ou quando deveria seguir outro caminho. São dez anos nesse relacionamento de amor e ódio com a profissão que escolhi. Concluo que ou eu não escolhi direito ou ainda não consegui entender o propósito da minha carreira.
De qualquer forma, já temos uma década desde aquele dia em que me tornei oficialmente publicitária.

A única certeza que tenho é que não gostaria de fazer isso pro resto da vida. 
Vamos ver...