quarta-feira, 28 de setembro de 2016

pero sin perder la ternura, jamás

Entre tantas e todas as lapadas que tomei nesse ano, meio que aprendi a não dar importância desnecessária pra tudo aquilo que "aparentemente" não tenha dado certo. Treinei minha mente e também minha alma pra acreditar que tudo tem um motivo, embora a gente leve um tempo pra compreender qual é.
Tudo tem sido uma grande lição e estou, de fato, aprendendo com todas elas. Me dou o direito de sentir raiva e indignação sim, afinal, sou humana, com sentimentos à flor da pele. Mas, nada como uma noite bem dormida pra perceber que não vale a pena gastar energia com esse tipo de coisa.
Nada como deitar a cabeça no travesseiro sabendo que nunca enganei ninguém, nunca menti ou prometi algo a alguém que não pudesse cumprir, nunca fui filha da puta com ninguém, nunca dei minha palavra e depois voltei atrás, enfim, nada como ter a consciência tranquila.
Porque agir do lado do bem, com boas e reais intenções, fazer o bem e ser fiel a você mesmo é o que faz tudo valer a pena. E o universo se encarrega do resto depois. Tudo o que vai volta, exatamente como minha vó costumava me dizer. Só que as coisas não são na hora e nem como a gente quer. Só que depois, quando a gente para pra analisar, a gente percebe que é sempre melhor do que a gente esperava e na hora certa que tinha que acontecer.
Por isso, acredito que tudo o que vem acontecendo tem sim um motivo. Nem que seja me ensinar muita coisa. Porque apesar de todo desgosto e decepção que tive esse ano, cara, quanto aprendizado! Tomei no cu, tomei, mas ainda assim consegui aprender alguma coisa com tudo isso. Então, agora é ter calma e paciência, perseverar porque tudo está na mão de um cara lá em cima, que vê e sabe de tudo. E tudo que a gente merece, uma hora a gente recebe. Tanto de bom quanto de ruim. Portanto, estou à espera. O que tiver que ser, será.


terça-feira, 27 de setembro de 2016

palavras não valem nada

Pois é. Tanta euforia, tantos planos, expectativas e blá blá blá. Esqueci que esse ano podia me surpreender negativamente também, foram tantas vezes, por que não mais uma né?
O que acontece é que fechamos o acordo na troca da casa pelo apê, mas os bancos entraram em greve, então tudo ficou parado. Mas, saí vendendo uma série de coisas da casa porque obviamente não teria espaço no apê novo.
Aí, do nada, recebemos uma mensagem que dizia que o comprador recebeu uma proposta melhor no apê dele e que era irrecusável. O que é irrecusável quando se dá sua palavra né?
Pessoas de palavra hoje em dia estão cada vez mais raras, burra fui eu de não ter feito um contrato, colocado multa e car****. Por que eu tenho essa mania besta de acreditar na palavra dos outros? Só porque eu tenho palavra e pra mim isso basta, valendo mais do que papel assinado, as outras pessoas não são como eu.
Ao contrário. Quantas vezes mais eu vou ter que me ferrar pra aprender essa lição??
Enfim, coloquei os planos na pastinha do "qualquer hora a gente vê", botei embaixo do braço junto com todas as expectativas que tinha e cá estou, escrevendo esse texto num misto de raiva, desgosto, decepção.
Não sei o que vai ser, só sei que por enquanto é isso aí.
Obrigada mundo por colocar pessoas desse tipo na minha vida e me mostrar como eu ainda sou ingênua. Mais uma lição pra conta nesse dois mil e dezesseis sem fim.

domingo, 18 de setembro de 2016

eu sei que a vida devia ser bem melhor e será!

Agora é fato: estamos de mudança! 
Pra quem esperava viver pra sempre no nosso castelo, aqui vai uma lição pra vida: nada é para sempre!
Estou ainda em processo de desapego, pela casa, pelas coisas que não vamos levar, por tudo que ainda não fiz, pelo que nem vivi lá e tantas outras coisas mais. Mas, agora o sentimento que me invade é de ansiedade. Não vejo a hora de começar a encaixotar as coisas, separar o que vai, o que fica, o que doaremos.
Separar o que é lixo e que deve ir pro lixo, abrindo espaço pra tudo de novo e bom entrar em nossa nova casa (que na verdade é um apê). Estou animada com a nova decoração que eu vou ter que me preocupar, com os novos detalhes que vou ter que pensar, enfim, agora já estou vivendo essa mudança toda.
E com isso, já sonhando com meu novo estilo de vida, que condiz com a nova juliana que habita em mim. Já estou planejando as férias do próximo ano, os roteiros dos lugares que quero conhecer, as coisas que quero viver, as comidas que quero comer, enfim, já mergulhei de cabeça nessa minha nova vida.
E eu sei, com toda certeza, que ela há de ser muito melhor do que tudo que já vivi até agora.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

a beleza de ser um eterno aprendiz

Que ano, minha gente! Ufa, acho que agora, nove meses praticamente vividos - insana e intensamente, vejo que posso respirar mais aliviada. Enfim e por fim, as coisas estão tratando de se encaixar.
Que ano cheio de tropeços e recomeços. De promessas infundadas, mentiras maravilhosas e mergulho dentro de mim mesma. Quantas e quantas vezes, nesse mesmo ano que parece uma década, me vi repensando e repensando, me redescobrindo e me reconhecendo de novo.
Quantas fases atravessei nesse ano. Senti tudo muito intensamente. A raiva por ter sido enganada na antiga agência, a consternação por saber que não é possível confiar nas pessoas que te sorriem, a dúvida sobre o futuro, o medo por conta do desemprego lá em casa. Depois a gratidão por ter me reencontrado e no meio do caos ter recebido a bênção de não ter ficado desempregada nem uma semana sequer.
A leveza de perceber que, por mais que a gente não entenda, tudo acontece pro melhor. A sabedoria adquirida em acreditar que a gente realmente colhe o que planta, então está tudo bem. Se me enganaram, mentiram e me prejudicaram, o mal maior não foi pra mim. O mundo gira, a vida continua e o universo se encarrega de trazer o que é de cada um. Tudo a seu tempo.
Depois tive que aprender a fazer um novo exercício, neste mesmo ano em que achei que já tinha vivido de tudo: desapegar. O desapego não é tarefa fácil, é preciso sim muita teoria e muita prática. Estou ainda aprendendo a me desapegar do estilo antigo de vida que eu tinha e de todas as coisas que me proporcionava. E também todo o ônus que vinha com isso. Coloquei na balança meus anseios para o momento (sim, sou imediatista demais) e revi prioridades. Cheguei à novas conclusões e, novamente, descobri uma nova juliana aqui dentro.
E com tudo isso vivido neste ano, com tanta emoção, sentimentos e etc, posso dizer que estou pronta pro que vier. Estou mais forte e mais madura. Sei que posso cair mais mil vezes, que vou levantar em todas elas. Sei que cada tombo foi pra me trazer neste ponto onde estou.
Estou mais tranquila com o futuro, mais satisfeita com o agora e mais segura com as escolhas e decisões que tomei. Eu sabia que esse ano ainda me traria excelentes surpresas. E vou dizer que estão superando as minhas expectativas.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

bodas de lã com muita comida!!

Ontem completamos 7 anos de casados e, como de costume, escolhemos um restaurante novo pra conhecer e comemorar. O escolhido da vez foi A Casa do Porco. Ano passado fiz uma aula com o chef Jefferson Rueda no evento Paladar, do Estadão.
E aí ele comentou que tinha acabado de inaugurar seu restaurante especializado em carne de porco. E gente, eu adoro carne de porco, é super saborosa, enfim, porco é amor! Aliás, não sei de algo que eu não goste quando o assunto é comida...
Enfim, escolhemos ir ontem porque andei ouvindo que a fila de espera é bem demorada, então, em plena segunda, comer carne de porco à noite era certeza de que daria certo. Dito e feito! Chegamos às 19h10 e já logo sentamos, a casa estava vazia. Lotou depois das 20h30 mais ou menos.
O atendimento foi excelente, o garçom nos explicou como a casa funcionava e ficou à nossa disposição pra explicar cada item do cardápio. Eu que já seguia a casa nas redes sociais, a cada nova foto postada eu sentia que ia ter uma grande dificuldade em decidir qual prato pedir.
Aí o nosso garçom nos indicou o menu degustação: que vinha um de cada entrada e depois o prato principal da casa. Nem preciso dizer que concordamos de imediato e foi aí que a orgia gastronômica começou. Só me lembro dele perguntando se tínhamos alguma restrição e o resto foi puro deleite.

A rodada começou com os embutidos da casa, que inclusive tinha de cabeça de porco, acompanhados de um pão integral feito na casa, cebola caramelada com bacon, mostarda dijon e um picles de rabanete. Confesso que pra cabeça de porco torci o nariz, mas estava lá pra experimentar e posso dizer que gostei bastante.
Depois foi a vez do tartar de porco maturado com tutano e cogumelo numa torradinha delícia (que era base pra várias outras entradinhas). Aí veio o sushi de papada de porco com tucupi negro e nori. Aí então a alface romana com costelinha de porco, arroz e algas marinhas.
Depois veio a sanguiça com tangerina e broto orgânico.  E então um pãozinho no vapor com barriga de porco, cebola roxa e muita, muita pimenta fermentada.
Aí foi a vez dos croquetes de porco com mostarda de tucupi e mais pimenta fermentada. Confesso que nesse ponto minha boca estava dormente de tanta pimenta, ao ponto de eu não saber se estava comendo algo quente ou apimentado mesmo.
E então veio o virado à paulista em versão canapé: porco + feijão + couve + linguiça + ovo de codorna em cima daquela mesma torradinha. Hummm, sério, de comer rezando.
E aí eles finalizam a rodada das entradas com um dos carros chefe da casa: torresmo de panceta com goiabada!!!



Bom, depois de toda essa orgia foi a vez de apreciar o prato principal do menu degustação: o Porco San Zé! Que nada mais é que uma bela porção de carne de porco feita em oito horas, tutu de feijão, tartar de banana e couve. Tem uma opção mais leve com cuscuz de legumes e hortaliças, mas a gente não tava de brincadeira não.


Esse menu, que eles chamam de "De tudo um poRco", não é muito barato, mas pra quem - como eu - queria provar tudo, vale a pena. E ainda guardamos espaço para sobremesa, é claro! Tem muita opção interessante, inclusive uma que fizemos no curso do Paladar, que era morango com manjericão e tal.
Mas, optei pelo pudim (e olha que eu nem curto) só porque vinha com algodão doce. Ri escolheu bolinhos de chuva, que tinha sorvete de creme (e que sorvete!) e uma calda de chocolate amargo.


O que posso dizer de tudo isso??? Bom, essa comemoração não podia ter sido melhor. Super recomendo o lugar e com certeza vou voltar, porque ainda não comi todo o cardápio hehe

A Casa do Porco
Rua Araújo, 124
Aberto todos os dias do meio dia à meia noite, exceto domingo que fecha às 17h


segunda-feira, 5 de setembro de 2016

perspectivas e prioridades


Se tem uma coisa que esse ano me mostrou é que nada, absolutamente nada está sob nosso controle. A vida, do nada, te dá um sacode que te deixa sem chão, sem rumo, sem norte, sem nada. Mas, assim é a vida mesmo, e a beleza está em sacudir a poeira e se levantar pra ver o que está por vir.
Este ano caí algumas vezes, mas em todas levantei mais forte, mais humana e acredito que até melhor como pessoa. Aprendi que a gratidão é de fato uma arma muito poderosa e que saber usá-la é um presente para poucos.
Aprendi a enxergar beleza na simplicidade e percebi que a vida é muito rara pra gastarmos tempo com tanta bobagem. Escolher as prioridades virou meu lema. Aprender a me reinventar e reinventar minhas prioridades são meus exercícios diários.
Ainda sou uma pessoa com diversos defeitos, alguns até enraizados demais pra abrir mão neste momento, mas sigo no caminho do auto conhecimento e da super auto ajuda. Eu estou me ajudando a melhorar nessa jornada chamada vida.
Foram tantas as lições e os aprendizados, que continuo sendo grata por tudo o que aconteceu e vem acontecendo comigo. Até as coisas ruins, porque foram justamente elas que me fizeram rever alguns pontos e achar luz em meio a tanto caos.
Foram as piores coisas que me fizeram dar os passos necessários em direção ao que realmente importa na minha vida. E eu só consigo ser grata (de novo e sempre).