terça-feira, 25 de outubro de 2016

drops dos últimos dias (ou semanas)

Andei reclamando (não por aqui porque essa foi uma meta de vida minha pra esse ano) que não tinha muito o que fazer na agência nova, pouca demanda pra muita gente. Acontece que de um mês pra cá, nossa equipe de 10 perdeu 5 integrantes e o trabalho acabou sobrando pra quem ficou.
Por conta disso, e também da vida em si, o tempo tem sido escasso nesses últimos dias. Aliás, tempo, o que é isso? Onde vive? Quem controla? Quem conhece? Quem aproveita? Enfim...
O bom é que neste último mês fiz aniversário e resolvi fazer um bolinho em casa. Que a princípio era pra ser docinhos e bolinhos, mas minha mãe estava em casa e achou absurdo eu servir apenas isso pros meus convidados e acabou virando uma festa mesmo.
Não vou reclamar não porque amo receber pessoas em casa, ainda mais se for pra comemorar meu aniversário. E fiz tudo com muito carinho, bolos e docinhos ficaram por minha conta, e foi simplesmente delicioso ver a satisfação das pessoas ao comerem meus quitutes. Afinal, cozinhar é um ato de amor.
Ganhei muitos presentes, tanto materiais como emocionais, mas nada paga a presença de quem pode estar lá. Continuei ganhando muitas coisas ainda nesses últimos dias, inclusive lições de vida e experiências inesquecíveis e incríveis.
Mas, queria registrar aqui uma frase que ganhei do meu ex diretor (que me contratou onde estou hoje) que dizia assim: a melhor coisa que fulano fez neste último ano que trabalhou aqui foi ter te indicado pra mim.
Cara, sério, esse tipo de coisa faz valer a pena, me faz ganhar o dia e vale mais do que muita coisa. Ouvir isso fez minha quarta-feira brilhar e deu ânimo pra aguentar os dias que seguiram pela frente. 

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

das coisas que eu quero fazer e ainda não fiz

Junto com meus três-ponto-quatro chegou, obviamente, uma série de novas inquietações e dúvidas aqui dentro. Dois-mil-e-dezesseis tem sido um ano e tanto, caramba. Cada marretada na cara, cada rasteira safada, cada surpresa repentina.
O bom é que, apesar das decepções e expectativas fracassadas, sempre pude tirar algo positivo de tudo que passei e continuar sendo grata. Não posso dizer que foi um ano de todo ruim não. Conheci pessoas novas, adquiri novos hábitos, aprendi novas coisas, me reconheci e conheci tantas vezes.
O negócio da casa foi só uma das coisas que não deram certo. Aparentemente. Porque né, não conhecemos os planos que o Universo tem pra nós. Eu só posso acreditar que é sempre a melhor das opções que acontece com a gente.
E aí com essa notícia lá se foram meus planos de fazer uma viagem, porque né, a vida é bela, mas o dinheiro não dá em árvore, infelizmente. E me peguei pensando em todos os lugares que quero conhecer ainda, as coisas que ainda não fiz e que quero fazer, se a vida que eu levo é a vida que eu sonhei pra mim. E por falar em sonhos, quantos sonhos abandonei pelo caminho e quanto outros ainda me acordam na madrugada com frio na barriga?
Cadê aquela juliana de dezoito anos? Ou aquela de doze? Ou aquela de trinta e três de tão pouco? O que ainda resta dela? O que ainda existe nela? Quem sou, pra onde vou, o que será?
Um dos filmes que não sai da minha cabeça nos últimos dias (e que é um dos meus preferidos) é Comer, Rezar, Amar. Sempre penso na história daquela mulher que tinha "tudo" e desistiu desse tudo pra ir atrás de um outro tipo de "tudo", de tudo que lhe faltava. Quanta coragem! Sempre penso: que inveja.
Coincidência ou não, quando terminei de arrumar as coisas lá em casa depois que meus convidados foram embora no dia do meu aniversário, sentei no sofá e liguei a tevê só pra ver o tempo passar. E o filme que estava passando era justamente esse.
Vi uns cinco minutos e me dei por vencida: o amor era grande, mas o sono era maior. Fui dormir. Na segunda tive day-off na agência, então marquei um dia de princesa como presente pra mim mesma. E quando voltei da massagem, de novo deitei no mesmo sofá, liguei a mesma tevê e lá estava ele: o mesmo filme que eu tanto amo.
Assisti tudo de novo como se fosse a primeira vez. Porque na verdade é como se fosse. Cada vez que eu vejo esse filme, enxergo uma lição nova, uma mensagem diferente. Vai ver que é o momento da vida, afinal, a juliana que viu esse filme lá na estreia há alguns bons anos atrás, não é mais a mesma que viu agora. 
Enfim, sigo pensativa e inquieta. Na busca de alguma coisa que eu nem sei o que é. É, essa sou eu com certeza.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

é primavera

Essa semana fiquei um ano mais velha. Fim do tal do inferno astral. Assim espero. E dizem que quando fazemos aniversário, começamos um novo ciclo, um novo ano "pessoal". Gosto de acreditar que sim.
Afinal, recomeços sempre costumam trazer chances novas de fazer as coisas. Nem que seja tudo de novo, porém, de formas diferentes. E meu ano novo é regido pelo número 3, que diz que terei um ano de expansão e crescimento (como se eu já não tivesse tido até aqui).
Pois bem, diz-se que é um ano bom pra expandir várias áreas da minha vida: tanto material quanto profissional, mas também as relações afetivas como família e amigos. Diz que é um ano em que terei sucesso em tudo o que fizer. Diz também que eu devo colocar minha felicidade em primeiro lugar.
Enfim, o que sei é que com a chegada de mais um ano, senti a necessidade, ainda mais urgente, de viver tudo de uma vez. Como se de fato não houvesse amanhã.
Uma ânsia de não perder nada, de não deixar nenhuma oportunidade escapar, de viver os sonhos mais loucos, enfim, viver. Porque quando eu olho pra algumas pessoas eu só consigo pensar essa não é a vida que quero pra mim.
Eu não vim pra ver a vida passar, eu não vim à toa. Eu quero viver a vida.