segunda-feira, 28 de novembro de 2016

férias da vida

Ultimamente, quando observo minha vida, não consigo entender onde me encaixo. Eu olho e não me encontro em nada do que eu faço. No trabalho mesmo, eu só vou porque é uma obrigação, porque eu tenho que pagar minhas contas, mas não sinto menor tesão e nem a menor vontade de sair da cama e ir para o trabalho.
Não tenho motivação, inspiração, nada. Ao contrário, sinto raiva de não poder fazer algo de que me orgulhe, que signifique algo na vida de alguém (nem que fosse a minha, ao menos), algo que eu sinta prazer, amor, nada.
E parte dessa motivação meio que vem contaminando outros aspectos da minha vida. Como a minha vida deu um looping de 360 este ano e até agora está longe de voltar a ser o que era, muita coisa mudou e tive que me adaptar a diversas novas realidades.
O fato de ganhar menos e trabalhar a mesma coisa é uma das coisas que mais me desmotivam e me jogam pra baixo. Eu tentei ver os pontos positivos das coisas, encarar o desafio como um aprendizado, mas na teoria é tudo tão lindo, na prática eu choro todo dia de pagamento.
A grana curta me tira os prazeres e objetivos principais da minha vida: viajar, comer e me mimar (sim, me julguem, mas eu gosto de comer bem, me vestir bem, cuidar de mim e viajar). E não, não dá pra fazer tudo isso sempre sem gastar dinheiro. E sim, dinheiro compra um pouco de felicidade.
E aí eu olho, olho e vejo que eu estou vivendo pra pagar contas (e olhe lá) porque todo mês eu tenho que tirar dinheiro da poupança pra poder completar a renda. Até aí, graças a deus que tenho de onde tirar, mas esse dinheiro vai acabar. E aí? 
Cortei todos os gastos que podia, mas ainda me permito - mais raramente - alguns pequenos deleites. Só que nada, absolutamente nada tem me dado tesão na vida. Aos poucos venho perdendo o tesão nas coisas. Cozinhar já não me encanta mais, cuidar da casa, decorar, passar horas vendo vídeos de maquiagem ou ideias DIY, nada. Eu só estou no automático.
Até meu casamento entrou nessa lambança toda e ultimamente sou a pessoa que menos tem a capacidade de fazer alguém feliz. Às vezes, eu sinto vontade de sumir. De sair sem rumo e não voltar nunca mais.
Sei que parece papo de louca, mas olhando pra maneira como estou vivendo, sem paixão, sem tesão, sem propósito, só consigo pensar: meu deus, como faço pra tirar férias da minha vida???

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

repetindo o mantra: que ano puxado!

Gente, eu tenho tentado tirar todas as lições possíveis de tudo aquilo que venho passado, mas confesso: estou cansada.
Porque por mais que eu tente realmente ver o lado bom de tudo, perseverar e acreditar que os bons pensamentos trarão boas coisas, vem merda atrás de merda. Fica difícil manter a perspectiva e a fé, até.
E faltando tão pouco pro ano acabar, ainda tenho medo do que pode acontecer, porque aconteceu e ainda acontece tanta coisa e de maneiras tão inesperadas, que virar a página de dois mil e dezesseis seria um alívio e tanto.
Contando as horas aqui...

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

é chegado o fim?

Há onze anos escrevo neste blog. No começo tinha outro nome, era em outro endereço, hospedado via uol, com um template super quadrado e bem infantil, entre as opções que existiam disponíveis pra eu escolher. Era o começo da era dos blogs e lógico que nem se compara ao que hoje é chamado até de profissão.
O blog era um diário onde a gente compartilhava com qualquer pessoa um pouco daquilo que a gente vivia, dos nossos pensamentos, sonhos e até banalidades cotidianas. Pelo menos essa era a ideia pra mim. Inclusive que continua até hoje.
Nunca tive medo de me expor e nem de ser chacota ou alvo de muitas críticas em alguns comentários que já apareceram por aqui. Nunca usei nome fictício ou me escondi de alguma forma. Sempre fui bem transparente no que escrevi aqui. Com sentimento e verdade.
Lógico que já sofri consequências. Até emprego perdi. Teve gente que se sentiu  humilhada ou ofendida com algumas coisas que escrevi, o que não me arrependo porque é o que eu penso. Só posso sentir muito por quem tenha se ofendido, mas tenha continuado a passar por aqui.
Teve gente bacana também. Gente querida, gente que nunca vi, mas que o mundo digital tratou de estreitar as "relações". Gente que me mandou recados positivos, gente que eu nunca vi e que estava passando ou tinha passado por algo parecido, gente mandando vibração, gente torcendo. E isso sempre fez valer a pena.
Escrever sempre foi como terapia pra mim. Mas, hoje me pergunto se além de servir como um escape, ainda me deixa feliz? A resposta é não sei. Como a maioria das respostas pra muitas perguntas da minha vida atual, aliás.
Eu gosto da nostalgia de reler algum post antigo. Ver o que passei, aprendi, cresci e mudei. Ou não. Rir com algumas coisas do passado, chorar até de saudade, sei lá. São onze anos da vida aqui nesse pedaço de "papel".
Estou pensando seriamente em terminar o blog. Não sei se está valendo a pena, não sei se tenho o mesmo tesão de antes e nem sei se serve pra mesma coisa de antes. Mas, ultimamente, pela falta de tempo e de vontade, essa é uma ideia que me passa pela cabeça.
Talvez eu me arrependa, talvez não. Vou pensar mais um pouquinho, mas acredito que em 2017 não terei mais esse blog que vos falou (e fala) durante tanto e tanto tempo.
Veremos.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

mudança

Aconteceram tantas {mais} coisas nos últimos tempos que eu ainda não processei toda a informação e, consequentemente, os aprendizados que vieram com elas. O que eu pude perceber, no entanto, é que tudo o que aconteceu {e continua acontecendo} tem me levado à tantas novas reflexões que às vezes eu não me enxergo mais em nada do que eu acreditava antes.
Muitas coisas, como falei repetidas vezes aqui no blog este ano, me tiraram do lugar comum e me fizeram repensar antigas verdades. Mudei alguns hábitos, ainda que pequenos, e passei a praticar um exercício de paz comigo mesma.
Pode parecer pouco, mas não é não.
E como a vida não pára -graçasadeus- um turbilhão de coisas novas aconteceram e estão mexendo as estruturas de novo aqui dentro. Se eu pudesse dar um nome pra definir o que esse ano representou, eu diria "tsunami". 
Não lembro de nenhuma outra época da minha vida em que tenha passado por tantas coisas e por tantas transformações num curto período. E tal qual um tsunami, cada dia mais estruturas são abaladas e mais coisas vão se recolocando no lugar aqui dentro. 
E coincidentemente (ou não, porque eu não acredito muito em coincidências) recebi uma chuva de posts, gifs e mensagens falando sobre mudanças. Parecia o universo me enviando pequenos drops de encorajamento, meio que dizendo que apesar de tudo, o caminho é esse mesmo.