quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

para 2017

Desejo um ano bem - BEM - menos filho da puta pra todo mundo.
Venha!

domingo, 25 de dezembro de 2016

alguma mágica, por favor

Estou aqui apenas na esperança de que com a mudança do ponteiro no relógio de meia-noite-e-um do primeiro dia de dois mil e dezessete, haja alguma mágica poderosa.
Talvez porque tenhamos muitas pessoas emitindo somente boas vibrações, bons pensamentos, talvez algum alinhamento de planetas, sei lá, talvez apenas a possibilidade de um novo ano, branquinho, todo novo, possa ser capaz de deixar pra trás toda a urucubaca deste ano.
Que essa força vibracional, que esse anseio por coisas boas e novas possa acontecer como num passe de mágica. Como quando a gente assopra as velinhas do nosso bolo de aniversário. Que o universo possa receber nossas intenções e nos devolver magicamente em forma de desejos realizados.
Amém, amém, amém!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

pro pior não há limites

Não sei se já mencionei a frase que dá título a este post antes por aqui, mas ela era um mantra que um antigo louco diretor costumava emanar todo santo dia pra fuder um pouco mais com a vida cruel que a gente tinha. Ele achava legal atrair energia mais negativa pra lama que estávamos afundados.
Mas, o pior não era ter que conviver com isso. O pior é constatar que ele tinha razão. Esse ano, que foi tão, mas tão filho da puta comigo, insiste em continuar me lascando. É impressionante. Se minha vida fosse um filme, não sei se colocaria na prateleira da comédia ou da tragédia, porque realmente está inacreditável.
Uma das poucas boas surpresas da vida que me aconteceu neste ano se transformou na maior decepção de todas. Daquelas de dar nó no estômago, de fazer você querer vomitar. A vida tem dessas, a gente sabe.
Assim como as boas surpresas vem, as péssimas vem também. Agora, ter tudo misturado no mesmo pacote, foi um pouco novidade pra mim, confesso. Tenho tentado digerir novamente mais essa rasteira que levei. Tentar tirar alguma lição, sei lá. Embora isso só com o tempo.
Eu e a minha eterna mania besta de acreditar nas pessoas, confiar, achar que todo mundo vai ser tão gentil e responsável com as expectativas dos outros como eu. Enfim, vou levando, caindo e levantando. Uns tombos piores que outros, mas é o que temos pra hoje.
Eu que pensei que nada pior podia acontecer nesse ano tão fatídico, sim, pode. Afinal, ainda faltam 11 dias pra acabar o ano.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

#yearinreview2016

O Facebook veio me lembrar que é chegado o momento de fazer uma retrospectiva do nosso ano. Mas, como lidar com um ano em que a gente, na verdade, só quer apagar da memória?
Lembro, como se fosse ontem mesmo, da noite da virada em que fiz um milhão de planos e pensamentos positivos na esperança de um ano melhor. Sonhei com novas metas, esperei por certos milagres. A primeira rasteira veio na primeira segunda-feira do ano: uma demissão mais do que injusta.
Mas, aprendi a exercitar ver o lado bom das coisas. Talvez tivesse sido a maneira que deus encontrou de tirar certas pessoas da minha vida. E no fim isso só veio a fazer bem pra minha saúde e pra minha paz de espírito.
Mergulhei um pouco nos ensinamentos budistas e de fato aprendi a ser mais grata pelas coisas. Não fiquei nem sequer uma semana desempregada, acabei conseguindo um freela de 3 meses numa agência em que sempre sonhei trabalhar.
Foi um passo importante pra conhecer novas pessoas e adquirir novas experiências. Aprendi que uma ajuda pode vir de onde a gente menos espera e aprendi a deixar o orgulho de lado. Meu freela acabou e dois dias depois eu estava empregada novamente.
Não era o emprego dos sonhos, mas também aprendi que talvez nunca será. E não porque não exista, mas porque é algo que não está certo em mim. Então o jeito é a gente se encaixar e tentar tirar o maior proveito das oportunidades. E desse jeito, consegui cumprir a meta de não reclamar mais por aqui. E sim, funcionou.
Ri não conseguiu voltar pro seu mercado de trabalho, a crise pegou feio, não só lá em casa, mas em todo o país. Mesmo assim, sempre tem alguns anjos no nosso caminho e uma nova oportunidade surgiu pra ele: abrir seu próprio negócio.
Não tem sido fácil, mas também não podemos reclamar. Na verdade, o que temos mesmo que fazer é agradecer. Devagarinho as coisas estão acontecendo. 
Eu não tive um ano repleto de coisas boas, ao contrário. Eu ainda me questiono porque tudo o que estávamos acostumados a ter nos foi tirado assim, de uma hora pra outra, mesmo entendendo que a vida é assim mesmo. Nada é tão nosso ou tão certo que não possa mudar sem aviso prévio.
Vi sonhos nascerem e morrerem na mesma velocidade. Me decepcionei, me perdi, me deixei afundar na minha própria inconformidade. Tive planos e projetos que já abandonei. Perdi o tesão em uma série de coisas que antes eram super paixões da minha vida.
Ainda não recuperei o prazer de tê-las ou fazê-las de novo. Ainda continuo ranzinza e sem fazer questão de ser simpática com todo mundo (educada sim). Enfim, o ano está pra acabar e eu estou contando os minutos. Este ano, de fato, foi um daqueles poucos que eu gostaria de apagar de vez da vida.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

comer, rezar, amar

De um dos filmes preferidos, daquele que faz todo o sentido do mundo pro momento da vida, um trecho pra inspirar.

No fim, comecei a acreditar em algo que chamo de “a física da busca”. Uma força da natureza governada por leis tão reais quanto a lei da gravidade. A regra da “física da busca” é algo mais ou menos assim: tenha coragem de largar tudo o que é familiar e confortante, que pode ser qualquer coisa como a sua casa ou arrependimentos e saia em busca de uma jornada pela verdade, seja ela externa ou interna.
Se considerar uma pista tudo o que acontecer nessa jornada e aceitar que todos que conhecer ao longo do caminho serão como um professor, e se estiver preparada, acima de tudo, pra enfrentar e perdoar realidades duras sobre si mesma, a verdade não será retida de você.


segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

a vida é um sopro

Quando perdemos pessoas, assim, do nada, começamos a pensar um pouco mais em como a vida é frágil, rara e que pode acabar num sopro. Simples assim. Sem tempo pra despedidas, desculpas, olhar pra trás e repensar no que teria sido feito se tivesse uma nova chance. Na verdade nunca haverá.
E eu, com minha cabeça turbilhada de pensamentos nos últimos dias, só consigo me questionar se vivo a vida que gostaria. Se fosse eu naquele vôo, teria ido em paz com tudo o que havia feito até agora? Satisfeita comigo mesma e não arrependida pelo que deixei de fazer?
Confesso, não sei.