quarta-feira, 29 de março de 2017

e se

Que grande poder tem essas pequenas palavrinhas na nossa vida. Inevitavelmente me pego pensando em muitas suposições a partir desse tal de "e se". Não acho e nunca achei saudável. Mas, vira e mexe {especialmente em casos que nos vemos sem rumo}, me pego fazendo essa viagem maluca das possibilidades que nunca vão existir.
Por isso eu sempre procuro aproveitar as oportunidades que me surgem da melhor forma possível: sendo verdadeira comigo mesma. Não existe receita pro não arrependimento, mas em todos esses meus trinta e tantos anos, eu aprendi que prefiro mesmo me arrepender de ter feito, de ter tentado, de ter vivido, de ter experimentado, do que de ver a vida passar.
No máximo, fica uma lição. E nessa vida, não há bem mais valioso do que tirar proveito de toda situação, especialmente com as lições que a vida nos dá. 
O passado é passado. Ninguém tem poder pra modificá-lo. Só nos resta tentar fazer diferente lá na frente, ou melhor, fazer diferente no agora. O agora é a única "certeza" que a gente tem mesmo. Tentar controlar os perrengues ou surpresas da vida não vão levar a gente a lugar algum. Infelizmente eu sofro de ansiedade, então aqui fica um exercício diário mais trabalhoso pra mim: ter paciência pra viver o agora sem fantasiar muito o futuro e sem lamentar o que poderia ter acontecido de diferente no passado.
E aí eu evoco um outro mantra que vem fazendo parte da minha vida, mais precisamente desde o ano passado, quando levei a maior e inesperada rasteira da vida: "a gente está exatamente onde a gente deveria estar".
E eu acredito muito nisso. O motivo, nem sempre a gente entende na hora. Ou precisamos passar por isso, conhecer alguém, ajudar alguém ou aprender algo. Normalmente aprende-se algo sempre. Enfim, estou passando por uma fase em que eu mesma me coloquei, de certa forma. Mas, é como disse um leitor num comentário dia desses, isso é vida. E que bom estar viva pra poder passar até pelos perrengues. 
Tudo vale a pena.

terça-feira, 21 de março de 2017

...

E quando a gente tá tão perdida, sem direção, sem rumo, sem saber ao certo onde se quer chegar, mas só sabe, lá no fundo, que precisa ir, como faz?

segunda-feira, 20 de março de 2017

desapega, amor, desapega

Quando quase vendemos nossa casa, no final do ano passado, talvez deus já estivesse nos preparando pra que isso pudesse acontecer de verdade. Não deu certo na época, o comprador deu pra trás, mostrando que a palavra, hoje em dia, vale porra nenhuma. Mas, foi muito triste ter que desistir daquele sonho naquele momento.
Por dias repeti o mantra "é só uma casa", com o intuito de acreditar mesmo naquilo. E eu não acreditei, só aceitei, porque é como dizem, aceita que dói menos. A gente decidiu vender por um simples e importante motivo: falta de grana.
Hoje, o motivo continua sendo o mesmo, acrescido de outros mais. E ainda dói abrir mão daquela casinha. Porque né, era um sonho, depositamos muitos planos dentro daquelas paredes. Pensei em cada detalhe, de cada canto. No que combinava com que, nas cores, nos móveis, nos detalhes.
Ainda dói abrir mão. Não é só uma casa, embora aqui dentro eu ainda siga repetindo o mantra. Era e é muito mais que isso. Mas, a casa não é nossa. É do banco e vai continuar sendo ainda por muitos e muitos anos (ou enquanto durar o nosso financiamento). E confesso, tá pesado de pagar.
A vida tem reversos e o que antes era tranquilo pagar, do nada passa a não ser mais. E aí você precisa fazer escolhas: viver pra pagar contas ou viver, simplesmente. E eu escolhi viver. Porque a vida é uma só e ela passa. E a casa, é só uma casa.
Dá pra ser feliz em qualquer outra, ainda mais quando o dinheiro passa a sobrar pra gente fazer outras coisas que valem muito mais a pena. Porque a casa eu não vou levar dessa vida, então, sim é só uma casa. 
Sim, é difícil. Porque abrir mão, ou simplesmente fazer essa escolha, é ter que matar os sonhos que tive, os planos que fiz. E sim, eu sei que são consequências normais das escolhas que fazemos, mas, sim, dói.
O desapego não é um exercício assim tão fácil e indolor. Mas, espero conseguir ainda.

quarta-feira, 8 de março de 2017

drops de ânimo

Num mesmo dia, duas pessoas queridas, que as condições naturais da vida (vulgo dia a dia) afastam da gente, te procuram pra te oferecer uma nova oportunidade. Você, que nada mais esperava naquela sexta chuvosa, de repente "pá" < essa surpresa boa >.
Nada deu certo, mas na verdade, tudo deu certo. Uma boa conversa ao telefone que serviu pra abrir horizontes, ampliar conhecimento e trocar um dedo de prosa que vai ajudar em propostas futuras.
Sentir-se lembrada e querida, reconhecida, não tem preço que pague.
E pra terminar, ainda recebo essa mensagem:
"Ju, fiquei muito feliz em almoçar contigo. A gente vive no meio de tanta hipocrisia... Tanta gente chata... E você tão real... Amiga... Verdadeira...Que saudade viu..."
Como é bom a gente ter amigos verdadeiros, que sabem e conhecem tua história, tua essência, enfim. Pequenos sinais do universo pra mostrar que sim, ainda estamos no caminho certo.

quinta-feira, 2 de março de 2017

feliz ano novo!

Percebi que pela primeira vez, em mil anos deste blog, não postei nada mês passado. É mais ou menos como se fevereiro nem tivesse existido. Não que não tenha acontecido muita coisa, aconteceu, e foi justamente por isso que não consegui tempo pra escrever nada.
Nem organizar as ideias. E isso também não quer dizer que eu não tenha pensado. Aliás, isso é o que mais tenho feito. Tanto, mas tanto, que tem horas que sinto que meu cérebro vai fundir feito motor de carro quando não dá mais conta.
Fico repassando a recente história da minha vida na minha cabeça, tentando entender por que as coisas tomaram o rumo que tomaram e tudo ficou meio perdido, e não consigo entender direito nada. Fico buscando respostas, justificativas, tentando encontrar saídas, soluções, me apegando à coisas que não tem mais volta, sonhando sonhos que não tem mais lugar nessa nova vida.
Como é difícil a gente ter que se reconhecer num mundo que não é mais o nosso. E a gente tem que se reinventar e tirar forças de onde nem imagina pra continuar tocando a vida, porque ela segue e não pára.
Não posso reclamar, afinal, não me falta - teoricamente - nada. Exceto tempo. Tempo pra poder pensar, ponderar decisões, traçar novas estratégias, procurar alternativas, cozinhar, terminar de arrumar o armário, organizar as bijuterias, limpar os pincéis de maquiagem, ver todas as séries e filmes atrasados, ler os livros, escrever no blog, começar o curso, ir pra academia, comer tranquila, dormir oito horas por noite, fazer nada.
Tenho a sensação de que botei a vida no modo automático e fui. E olha que a vida passa viu. Mas, como dizem que o ano começa só depois do carnaval, que assim seja. Então que venha, venha ano novo, novo ano. Quero tentar fazer tudo diferente ou igual, mas quero viver de novo.